Opinião

16 mar 22 | 11h40

Na guerra em tempos de globalização econômica, todos saem derrotados

Na guerra em tempos de globalização econômica, todos saem derrotados
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As guerras sem dúvida nenhuma desempenharam um papel fundamental ao longo da história, transformando sociedades e moldando a humanidade da forma como a conhecemos, transformando a geografia do planeta, influenciando a cultura, os costumes e valores, e não exaltando a violência, mas as guerras foram decisivas para fazer de nós quem somos.  Porém hoje em dia, com a economia global interconectada, todos os países comprando e vendendo itens entre si, promover uma guerra se torna um ato inviável e intolerável, pois reverbera em todas as tangentes, da humanitária a econômica.


Os conflitos armados sempre foram ancorados em argumentos que vão desde desentendimentos religiosos, interesses políticos e econômicos, disputas territoriais, rivalidades étnicas, entre outras razões. Desde as primeiras guerras que se tem registro, as Guerras Napoleônicas a 2° Guerra Mundial ou guerras civis, todos esses conflitos nos mostram que promover, guerras, estava no senso comum dos líderes como um artifício para resolver seus problemas, ou causar deliberadamente problemas para conquistar seus objetivos.


Mas desta vez a receita não está dando certo, o causador do conflito, está acumulando mais dor de cabeça pra si, do que propriamente para o país invadido. Claro que a Ucrânia está devastada pela artilharia russa, e sofrerá muito para se reerguer, isso se sobrar um país soberano ao final de tudo isso, pois os reais objetivos de Putin ninguém conhece, no entanto, o saldo até o momento, está ficando salgado para o agressor e pode ficar pior.


A guerra não é romântica, toda guerra provoca terror, mortes, fome, destruição, refugiados e vidas ceifadas e nesse conflito não é diferente, de ambos os lados milhares de vidas perdidas e sabemos que a vida não tem preço é uma dádiva divina. Mas a guerra tem preço e o custo é altíssimo, multimilionário. Só para ti ter uma ideia, um caça supersônico como o Russo, MIG 35, custa aproximadamente 35milhões de dólares por unidade, sem mencionar a carga bélica que ele transporta e olha que destaquei apenas um exemplar.  A poderosa Rússia tem em seu arsenal gigantesco, tanques de guerra, blindados, caminhões de transporte, aviões, helicópteros, enfim, uma artilharia pesadíssima tanto que facilmente poderia dizimar a Ucrânia, se quisessem de fato, ou até mesmo o planeta, pois possui mais de 6 mil bombas nucleares nas mãos. Mas a questão é, em tempos de globalização econômica, mexer na paz mundial vale a pena?


A resposta é clara, a Rússia está sofrendo pesadíssimas sanções econômicas como forma de punição por parte do Ocidente, as mais severas já vistas na história. Estados Unidos e Europa pesaram a mão valendo para punir a Rússia pela agressão a Ucrânia, mesmo que estejam machucando as próprias mãos pelo ato, cá pra nós são necessárias, ninguém tem o direito de invadir outra nação soberana, nem Rússia nem EUA, ninguém, independe das narrativas e tratados, pois se o diálogo não atenua ou resolve uma crise, a guerra transforma em caos e fecha as portas da diplomacia.


Além das nações que se posicionaram e isolaram economicamente a Rússia, o setor privado, também entrou comprou a briga. Empresas gigantes como as multinacionais BMW, Toyota, Mcdonalds, Apple, Facebook, Nike, Instagram, Starbucks, Visa, Master Card, Coca-Cola, Boeing, Embraer, Disney, Netflix, dentre outras, abandonaram suas operações na Rússia, deixando milhões de cidadãos russos órfãos de seus produtos e perdendo bilhões de dólares em negociações e receitas. Óbvio o objetivo é pressionar o governo de Putin para que tire suas tropas da Ucrânia e pare com a ofensiva.


Os sansões ainda são fundamentais para que a Rússia não tenha fôlego para financiar a guerra e por consequência desencorajada a escalar o conflito, invadir um país aliado da Otan por exemplo, é provocar uma provável 3° guerra mundial, uma vez que todos os outros membros da Otan entrariam no conflito, inclusive os EUA, e isso ninguém quer.

Sansões econômicas impostas a Rússia, impactam negativamente todas as economias mundiais, inclusive a brasileira, ter uma relação comercial madura com a Rússia e que coloca o Brasil numa situação extremamente delicada no cenário diplomático e político.


A próxima safra de grãos brasileira pode estar comprometida se o governo não achar rapidamente outro fornecedor de fertilizantes, pois o Brasil alimenta hoje, 1 a cada 7 pessoas no mundo. Uma safra prejudicada, significa aumento real dos preços dos alimentos no mundo inteiro, pois na cadeia do consumo mundial o agro brasileiro é um dos protagonistas.


O reflexo da guerra em tempos de globalização econômica é crise financeira brava. E olha que recém estamos saindo de uma crise global desencadeada pela pandemia do Coronavírus. O resultado disso é a inflação elevada, é o petróleo mais caro, é aumentos dos combustíveis inviabilizando muitos setores, é aumento de juros e por consequência comida mais caros na mesa de todos.


Na análise entre nova era global, quais das potencias vão ditar o rumo no mundo, na discussão entre valores democráticos versus comunistas ou autocratas, o valor que mais pesa é aquele que mexe no bolso. No conflito entre Rússia e Ucrânia, todos pagamos a conta da guerra, por isso amigos, vamos rezar para que o conflito acabe o mais rápido possível, que um sessar fogo seja anunciado em breve, para poupar vidas e evitar que todos saiamos derrotados.

Adriel Gonçalves
Cotidiano

16 mar 22 | 11h40 Por Adriel Gonçalves

Na guerra em tempos de globalização econômica, todos saem derrotados

Na guerra em tempos de globalização econômica, todos saem derrotados

As guerras sem dúvida nenhuma desempenharam um papel fundamental ao longo da história, transformando sociedades e moldando a humanidade da forma como a conhecemos, transformando a geografia do planeta, influenciando a cultura, os costumes e valores, e não exaltando a violência, mas as guerras foram decisivas para fazer de nós quem somos.  Porém hoje em dia, com a economia global interconectada, todos os países comprando e vendendo itens entre si, promover uma guerra se torna um ato inviável e intolerável, pois reverbera em todas as tangentes, da humanitária a econômica.


Os conflitos armados sempre foram ancorados em argumentos que vão desde desentendimentos religiosos, interesses políticos e econômicos, disputas territoriais, rivalidades étnicas, entre outras razões. Desde as primeiras guerras que se tem registro, as Guerras Napoleônicas a 2° Guerra Mundial ou guerras civis, todos esses conflitos nos mostram que promover, guerras, estava no senso comum dos líderes como um artifício para resolver seus problemas, ou causar deliberadamente problemas para conquistar seus objetivos.


Mas desta vez a receita não está dando certo, o causador do conflito, está acumulando mais dor de cabeça pra si, do que propriamente para o país invadido. Claro que a Ucrânia está devastada pela artilharia russa, e sofrerá muito para se reerguer, isso se sobrar um país soberano ao final de tudo isso, pois os reais objetivos de Putin ninguém conhece, no entanto, o saldo até o momento, está ficando salgado para o agressor e pode ficar pior.


A guerra não é romântica, toda guerra provoca terror, mortes, fome, destruição, refugiados e vidas ceifadas e nesse conflito não é diferente, de ambos os lados milhares de vidas perdidas e sabemos que a vida não tem preço é uma dádiva divina. Mas a guerra tem preço e o custo é altíssimo, multimilionário. Só para ti ter uma ideia, um caça supersônico como o Russo, MIG 35, custa aproximadamente 35milhões de dólares por unidade, sem mencionar a carga bélica que ele transporta e olha que destaquei apenas um exemplar.  A poderosa Rússia tem em seu arsenal gigantesco, tanques de guerra, blindados, caminhões de transporte, aviões, helicópteros, enfim, uma artilharia pesadíssima tanto que facilmente poderia dizimar a Ucrânia, se quisessem de fato, ou até mesmo o planeta, pois possui mais de 6 mil bombas nucleares nas mãos. Mas a questão é, em tempos de globalização econômica, mexer na paz mundial vale a pena?


A resposta é clara, a Rússia está sofrendo pesadíssimas sanções econômicas como forma de punição por parte do Ocidente, as mais severas já vistas na história. Estados Unidos e Europa pesaram a mão valendo para punir a Rússia pela agressão a Ucrânia, mesmo que estejam machucando as próprias mãos pelo ato, cá pra nós são necessárias, ninguém tem o direito de invadir outra nação soberana, nem Rússia nem EUA, ninguém, independe das narrativas e tratados, pois se o diálogo não atenua ou resolve uma crise, a guerra transforma em caos e fecha as portas da diplomacia.


Além das nações que se posicionaram e isolaram economicamente a Rússia, o setor privado, também entrou comprou a briga. Empresas gigantes como as multinacionais BMW, Toyota, Mcdonalds, Apple, Facebook, Nike, Instagram, Starbucks, Visa, Master Card, Coca-Cola, Boeing, Embraer, Disney, Netflix, dentre outras, abandonaram suas operações na Rússia, deixando milhões de cidadãos russos órfãos de seus produtos e perdendo bilhões de dólares em negociações e receitas. Óbvio o objetivo é pressionar o governo de Putin para que tire suas tropas da Ucrânia e pare com a ofensiva.


Os sansões ainda são fundamentais para que a Rússia não tenha fôlego para financiar a guerra e por consequência desencorajada a escalar o conflito, invadir um país aliado da Otan por exemplo, é provocar uma provável 3° guerra mundial, uma vez que todos os outros membros da Otan entrariam no conflito, inclusive os EUA, e isso ninguém quer.

Sansões econômicas impostas a Rússia, impactam negativamente todas as economias mundiais, inclusive a brasileira, ter uma relação comercial madura com a Rússia e que coloca o Brasil numa situação extremamente delicada no cenário diplomático e político.


A próxima safra de grãos brasileira pode estar comprometida se o governo não achar rapidamente outro fornecedor de fertilizantes, pois o Brasil alimenta hoje, 1 a cada 7 pessoas no mundo. Uma safra prejudicada, significa aumento real dos preços dos alimentos no mundo inteiro, pois na cadeia do consumo mundial o agro brasileiro é um dos protagonistas.


O reflexo da guerra em tempos de globalização econômica é crise financeira brava. E olha que recém estamos saindo de uma crise global desencadeada pela pandemia do Coronavírus. O resultado disso é a inflação elevada, é o petróleo mais caro, é aumentos dos combustíveis inviabilizando muitos setores, é aumento de juros e por consequência comida mais caros na mesa de todos.


Na análise entre nova era global, quais das potencias vão ditar o rumo no mundo, na discussão entre valores democráticos versus comunistas ou autocratas, o valor que mais pesa é aquele que mexe no bolso. No conflito entre Rússia e Ucrânia, todos pagamos a conta da guerra, por isso amigos, vamos rezar para que o conflito acabe o mais rápido possível, que um sessar fogo seja anunciado em breve, para poupar vidas e evitar que todos saiamos derrotados.