Opinião

19 out 21 | 11h47

Eventos com presença de público, como isso nos fazia falta!

Eventos com presença de público,  como isso nos fazia falta!
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Realizamos no último dia 12 de outubro a 21° edição do evento Criança Feliz Aliança, evento que aconteceu no formato de live show, o que na verdade nada mais é, do que uma live com presença de público, diferente do ano passado, onde o evento foi totalmente online, intitulado Criança Feliz em Casa.


Em 2021, mais de 200 pessoas puderam acompanhar o evento presencialmente diretamente da Casa de Cultura de Concórdia, sem contar as milhares de crianças e pais que nos acompanharam de casa, através dos canais de transmissão da live, pra ser exato, mais de 60 mil. Neste ano, ainda chancelados pela pandemia, estávamos impossibilitados de apresentar o evento na praça, onde o público contaria com todos os atrativos que costumeiramente ofertamos.


Em outubro de 2020 estávamos no auge da pandemia aqui na região, logo a única alternativa era um evento totalmente fechado, só com o time da 101 FM e os profissionais da transmissão e som, e lógico, todos seguindo rígidos protocolos de segurança.


Este ano, graças a Deus, o cenário é outro, a grande maioria dos adultos já está completamente imunizada, já recebeu as duas doses de vacina, e mesmo aqueles tomaram só a primeira dose, já têm agenda para fazer a segunda em breve, o que possibilita essa flexibilização para alguns eventos, e olha que todos estamos ansiosos pela volta dos eventos, afinal de contas, foram dias duros que vivemos, porém nem um setor sofreu mais  com a pandemia do Coronavírus que o setor de eventos, quase dois anos amargando prejuízos e aguardando o momento de retornar as suas atividades, realizar aquilo que adotaram como profissão e que fazem com afinco e dedicação. Fico feliz que possam gradualmente exercer suas aptidões e recuperar-se financeiramente.


Voltando a falar sobre o nosso Criança Feliz, a de se ressaltar que foi maravilhoso subir no palco e perceber a presença do público, tímido se comparado com a grande massa que sempre nos acompanhava anualmente na praça, mas já foi lindo poder ver no rosto das crianças um sorriso, um brilho nos olhos na hora dos shows, ouvir uma gargalhada quando o Palhaço Trapalhão fazia suas estripulias, ouvi-los cantando juntos com os artistas mirins que se apresentaram no palco do Criança Feliz, perceber que vibravam e torciam na hora dos sorteios dos prêmios.


Foi maravilhoso poder fazer de um evento onde o público era o interlocutor, essa sentença soa estranho pois eventos são feitos para públicos consumidores, mas todos sabemos, infelizmente os eventos ultimamente eram feitos na presença de câmeras e que potencialmente chegavam a um público longínquo que os acompanhavam, mas neste ano diferente disso, o público estava ali para dar de forma imediata o seu feedback.


Ao mesmo tempo nos damos conta ou tivemos aquela sensação de alívio, por perceber que a vida está caminhando para uma ‘normalidade’, o que sempre nos era natural, nascemos e crescemos vendo as pessoas circulando livremente, próximas umas das outras, se cumprimentando com um beijo no rosto, um aperto de mãos ou abraço caloroso, era comum irmos a lugares com grandes aglomerações, sentar ombro a ombro com estranhos nos bancos de ônibus ou no cinema e estava tudo bem, lógico fora a estranheza, a frieza do fato de não saber quem era aquela pessoa que estava sentada ao nosso lado, mas estava tudo certo, afinal de contas isso era o cotidiano, era normal. O convívio em sociedade é uma das características que nos torna únicos em quanto espécie.


A presença do outro na nossa vida, nunca fez tanto sentido, especialmente das pessoas que amamos e estávamos impossibilitados de encontrar e ainda estamos de certa forma, pois a pandemia ainda não acabou, avançamos muito nessa direção, mas ainda não acabou.


Isso tudo nos mostra que coisas simples que no dia a dia não damos importância, revelam seu verdadeiro valor, quando nos são tiradas. E que talvez aquele sentimento utópico que todos carregamos no nosso íntimo de que um dia seremos felizes, aquilo que imaginamos com o modelo ideal da felicidade, deva ser repensado, basta analisar a situação que vivemos nos dois últimos anos.


Como diz Fernando Pessoa, poeta Português, “Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido”. Ou seja, para mim felicidade é a composição de pequenas frações de momentos alegres que encontramos no nosso dia, são esses momentos de prazer, de alegria, que por vezes estão nas coisas mais simples que fazem a vida ter sentido. Como um evento com presença de público por exemplo, que de tão simples e corriqueiro que era, que quando faltou, sentimos, ficamos com saudade e ansiosos pelo seu retorno.

Adriel Gonçalves
Cotidiano

19 out 21 | 11h47 Por Adriel Gonçalves

Eventos com presença de público, como isso nos fazia falta!

Eventos com presença de público,  como isso nos fazia falta!

Realizamos no último dia 12 de outubro a 21° edição do evento Criança Feliz Aliança, evento que aconteceu no formato de live show, o que na verdade nada mais é, do que uma live com presença de público, diferente do ano passado, onde o evento foi totalmente online, intitulado Criança Feliz em Casa.


Em 2021, mais de 200 pessoas puderam acompanhar o evento presencialmente diretamente da Casa de Cultura de Concórdia, sem contar as milhares de crianças e pais que nos acompanharam de casa, através dos canais de transmissão da live, pra ser exato, mais de 60 mil. Neste ano, ainda chancelados pela pandemia, estávamos impossibilitados de apresentar o evento na praça, onde o público contaria com todos os atrativos que costumeiramente ofertamos.


Em outubro de 2020 estávamos no auge da pandemia aqui na região, logo a única alternativa era um evento totalmente fechado, só com o time da 101 FM e os profissionais da transmissão e som, e lógico, todos seguindo rígidos protocolos de segurança.


Este ano, graças a Deus, o cenário é outro, a grande maioria dos adultos já está completamente imunizada, já recebeu as duas doses de vacina, e mesmo aqueles tomaram só a primeira dose, já têm agenda para fazer a segunda em breve, o que possibilita essa flexibilização para alguns eventos, e olha que todos estamos ansiosos pela volta dos eventos, afinal de contas, foram dias duros que vivemos, porém nem um setor sofreu mais  com a pandemia do Coronavírus que o setor de eventos, quase dois anos amargando prejuízos e aguardando o momento de retornar as suas atividades, realizar aquilo que adotaram como profissão e que fazem com afinco e dedicação. Fico feliz que possam gradualmente exercer suas aptidões e recuperar-se financeiramente.


Voltando a falar sobre o nosso Criança Feliz, a de se ressaltar que foi maravilhoso subir no palco e perceber a presença do público, tímido se comparado com a grande massa que sempre nos acompanhava anualmente na praça, mas já foi lindo poder ver no rosto das crianças um sorriso, um brilho nos olhos na hora dos shows, ouvir uma gargalhada quando o Palhaço Trapalhão fazia suas estripulias, ouvi-los cantando juntos com os artistas mirins que se apresentaram no palco do Criança Feliz, perceber que vibravam e torciam na hora dos sorteios dos prêmios.


Foi maravilhoso poder fazer de um evento onde o público era o interlocutor, essa sentença soa estranho pois eventos são feitos para públicos consumidores, mas todos sabemos, infelizmente os eventos ultimamente eram feitos na presença de câmeras e que potencialmente chegavam a um público longínquo que os acompanhavam, mas neste ano diferente disso, o público estava ali para dar de forma imediata o seu feedback.


Ao mesmo tempo nos damos conta ou tivemos aquela sensação de alívio, por perceber que a vida está caminhando para uma ‘normalidade’, o que sempre nos era natural, nascemos e crescemos vendo as pessoas circulando livremente, próximas umas das outras, se cumprimentando com um beijo no rosto, um aperto de mãos ou abraço caloroso, era comum irmos a lugares com grandes aglomerações, sentar ombro a ombro com estranhos nos bancos de ônibus ou no cinema e estava tudo bem, lógico fora a estranheza, a frieza do fato de não saber quem era aquela pessoa que estava sentada ao nosso lado, mas estava tudo certo, afinal de contas isso era o cotidiano, era normal. O convívio em sociedade é uma das características que nos torna únicos em quanto espécie.


A presença do outro na nossa vida, nunca fez tanto sentido, especialmente das pessoas que amamos e estávamos impossibilitados de encontrar e ainda estamos de certa forma, pois a pandemia ainda não acabou, avançamos muito nessa direção, mas ainda não acabou.


Isso tudo nos mostra que coisas simples que no dia a dia não damos importância, revelam seu verdadeiro valor, quando nos são tiradas. E que talvez aquele sentimento utópico que todos carregamos no nosso íntimo de que um dia seremos felizes, aquilo que imaginamos com o modelo ideal da felicidade, deva ser repensado, basta analisar a situação que vivemos nos dois últimos anos.


Como diz Fernando Pessoa, poeta Português, “Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido”. Ou seja, para mim felicidade é a composição de pequenas frações de momentos alegres que encontramos no nosso dia, são esses momentos de prazer, de alegria, que por vezes estão nas coisas mais simples que fazem a vida ter sentido. Como um evento com presença de público por exemplo, que de tão simples e corriqueiro que era, que quando faltou, sentimos, ficamos com saudade e ansiosos pelo seu retorno.