Opinião

12 fev 21 | 10h03

Os impactos econômicos deixados pela pandemia

Os impactos econômicos deixados pela pandemia
Imprimir


Semana passada aqui neste espaço, trouxe meu olhar sobre o aspecto emocional da pandemia, e os comportamentos e sentimentos resultantes da relação humana com uma situação de tamanho flagelo, como essa que vivemos.


Desta vez, trago minha leitura sobre como os negócios foram afetados pelo advento coronavírus. Alguns ramos duramente castigados e outros vendendo como nunca, diante da pandemia, nesse sentido tentar entender, quais setores foram mais prejudicados e quais se beneficiaram ou aceleraram suas demandas e o porque desta distinção. Sem entrar no mérito de uma análise sobre conjuntura econômica nem financeira, pois não me cabe enquanto competência e não esse é o foco da abordagem, porém alguns pontos vão ser lembrados para a construção da narrativa.


Começamos pelo auxílio emergencial, liberado pelo governo para milhões de brasileiros durante a pandemia. O auxílio emergencial foi muito mais que uma “ajuda de custo” pois é fato que milhares de famílias que viviam em situação de extrema pobreza puderam se beneficiar com o auxílio emergencial, assim como aqueles que perderam seus empregos ou renda de forma temporária ou definitiva na pandemia e tiveram realmente um apoio financeiro num momento tão delicado. Sem falar que o mercado foi oxigenado com esses valores, pois as pessoas continuaram consumindo, um pouco menos que o normal, mas continuaram consumindo.

 

Pós pandemia descobriremos qual é o custo para o país, para todo esse aporte financeiro feito por parte do governo, melhor dizendo, vamos sentir no bolso o tamanho do rombo, mas a medida era necessária naquele momento, na minha opinião.


Outro aspecto a observar é que a Taxa Selic nunca esteve tão baixa, se a taxa básica de juros está baixa, isso nos impacta de uma forma ou outra, seja exercendo influência sobre as taxas de juros praticadas em empréstimos ou financiamentos, o crédito fica mais barato. Começamos 2021 com a taxa em 2%, cenário ruim para quem tem dinheiro em aplicações financeiras por exemplo, mas, talvez seja essa a real intenção do governo, trazer esses valores para a economia real, fomentar os negócios e gerar emprego e renda.


Outro aspecto que temos que citar é o dólar alto que desacelera o poder de compra do brasileiro pois aumenta o preço dos importados, e reflete, por exemplo, na gasolina, já que a Petrobrás precifica os combustíveis de acordo com a variação da moeda americana.


O número de desempregados aumentou drasticamente no período da pandemia, e por consequência muitos brasileiros buscaram alternativas informais para se sustentarem, as marmitas fitness foi uma exemplo de atividade que cresceu neste período.


Mas foi para os empresários que pudemos constatar o tamanho do impacto causado pela pandemia, as indústrias, por exemplo, tiveram que adaptar suas logísticas produtivas em função do uso de EPIs, distanciamento social, e todo estresse causado pela pandemia. Não eram incomuns notícias de setores inteiros de determinadas empresas positivados com o coronavírus, o que trouxe reflexos para toda a cadeia produtiva, atrasando produção, prazos de entrega, gerando desemprego e desacelerando a economia.

 

Quanto ao comércio, muitos segmentos tiveram que se reinventar, criar estratégias e promoções para trazer o cliente para dentro da loja depois das quarentenas, a fim de se manter e não fechar as portas. Aqui faço uma análise pontual, em especial as empresas que só vendem ou vendiam no offline, e quase instantaneamente tiveram que se adaptar para vender através da internet, a fim de continuar com suas operações e entregar o melhor resultado a seus clientes. Para alguns setores simplesmente é impossível essa adaptação.

 

Vale citar o surgimento ou a popularização do termo Home-Office, inclusive algumas empresas devem implementar esse sistema que num primeiro momento era paliativo, como definitivo, pois perceberam que operam melhor suas atividades em home-office, queimando gordura, eliminando gastos desnecessários, refletindo na melhora dos preços e aumento de lucratividade.

 

Alguns segmentos amargaram e continuam tendo prejuízos incalculáveis, aqui na região lembramos do setor de turismo e eventos, o turismo gradativamente foi flexibilizado de acordo com o mapa de riscos em que a região se encontrava, como o mapa de risco segue o critério da lotação das enfermarias e UTIS Covid, dos hospitais, logo o setor ficou na dependência dessa regra para liberação de algumas atividades. Os parques termais, hotéis, restaurantes, bares e demais atividades que se encontram em cidades turísticas foram duramente castigadas durante a pandemia, muitos empresários quebraram, e não sabem como se reinventar para o pós pandemia. É necessário um programa de renegociação de dívidas e iniciativas com acesso ao crédito para mitigar os prejuízos do setor.


Na minha opinião, o bom uso dos meios de comunicação e divulgação assim como da internet é uma arma poderosa que o empresário tem nas mãos para poder sobressair na crise, sendo para divulgar seus produtos, ou, para vender através da internet, se pudesse apostar em alguns segmentos que vão decolar para o pós pandemia eu diria que todos aqueles usam bem a internet, sim, os negócios digitais tendem a continuar lucrativos, atividades que possam operar em Home-office, assim como entretenimento, drop shipping, comércio virtual, cursos e treinamentos a distância e todo negócio que possa funcionar em formato e-commerce não terá dificuldades maiores dificuldades. Um dia Bill Gates, disse: “Em alguns anos vão existir dois tipos de empresas - as que fazem negócio pela Internet e as que estão fora dos negócios”. Em qual a sua se encaixa?

Essa máxima nunca fez tanto sentindo, especialmente nessa nova realidade.


Adriel Gonçalves
Cotidiano

12 fev 21 | 10h03 Por Adriel Gonçalves

Os impactos econômicos deixados pela pandemia

Os impactos econômicos deixados pela pandemia


Semana passada aqui neste espaço, trouxe meu olhar sobre o aspecto emocional da pandemia, e os comportamentos e sentimentos resultantes da relação humana com uma situação de tamanho flagelo, como essa que vivemos.


Desta vez, trago minha leitura sobre como os negócios foram afetados pelo advento coronavírus. Alguns ramos duramente castigados e outros vendendo como nunca, diante da pandemia, nesse sentido tentar entender, quais setores foram mais prejudicados e quais se beneficiaram ou aceleraram suas demandas e o porque desta distinção. Sem entrar no mérito de uma análise sobre conjuntura econômica nem financeira, pois não me cabe enquanto competência e não esse é o foco da abordagem, porém alguns pontos vão ser lembrados para a construção da narrativa.


Começamos pelo auxílio emergencial, liberado pelo governo para milhões de brasileiros durante a pandemia. O auxílio emergencial foi muito mais que uma “ajuda de custo” pois é fato que milhares de famílias que viviam em situação de extrema pobreza puderam se beneficiar com o auxílio emergencial, assim como aqueles que perderam seus empregos ou renda de forma temporária ou definitiva na pandemia e tiveram realmente um apoio financeiro num momento tão delicado. Sem falar que o mercado foi oxigenado com esses valores, pois as pessoas continuaram consumindo, um pouco menos que o normal, mas continuaram consumindo.

 

Pós pandemia descobriremos qual é o custo para o país, para todo esse aporte financeiro feito por parte do governo, melhor dizendo, vamos sentir no bolso o tamanho do rombo, mas a medida era necessária naquele momento, na minha opinião.


Outro aspecto a observar é que a Taxa Selic nunca esteve tão baixa, se a taxa básica de juros está baixa, isso nos impacta de uma forma ou outra, seja exercendo influência sobre as taxas de juros praticadas em empréstimos ou financiamentos, o crédito fica mais barato. Começamos 2021 com a taxa em 2%, cenário ruim para quem tem dinheiro em aplicações financeiras por exemplo, mas, talvez seja essa a real intenção do governo, trazer esses valores para a economia real, fomentar os negócios e gerar emprego e renda.


Outro aspecto que temos que citar é o dólar alto que desacelera o poder de compra do brasileiro pois aumenta o preço dos importados, e reflete, por exemplo, na gasolina, já que a Petrobrás precifica os combustíveis de acordo com a variação da moeda americana.


O número de desempregados aumentou drasticamente no período da pandemia, e por consequência muitos brasileiros buscaram alternativas informais para se sustentarem, as marmitas fitness foi uma exemplo de atividade que cresceu neste período.


Mas foi para os empresários que pudemos constatar o tamanho do impacto causado pela pandemia, as indústrias, por exemplo, tiveram que adaptar suas logísticas produtivas em função do uso de EPIs, distanciamento social, e todo estresse causado pela pandemia. Não eram incomuns notícias de setores inteiros de determinadas empresas positivados com o coronavírus, o que trouxe reflexos para toda a cadeia produtiva, atrasando produção, prazos de entrega, gerando desemprego e desacelerando a economia.

 

Quanto ao comércio, muitos segmentos tiveram que se reinventar, criar estratégias e promoções para trazer o cliente para dentro da loja depois das quarentenas, a fim de se manter e não fechar as portas. Aqui faço uma análise pontual, em especial as empresas que só vendem ou vendiam no offline, e quase instantaneamente tiveram que se adaptar para vender através da internet, a fim de continuar com suas operações e entregar o melhor resultado a seus clientes. Para alguns setores simplesmente é impossível essa adaptação.

 

Vale citar o surgimento ou a popularização do termo Home-Office, inclusive algumas empresas devem implementar esse sistema que num primeiro momento era paliativo, como definitivo, pois perceberam que operam melhor suas atividades em home-office, queimando gordura, eliminando gastos desnecessários, refletindo na melhora dos preços e aumento de lucratividade.

 

Alguns segmentos amargaram e continuam tendo prejuízos incalculáveis, aqui na região lembramos do setor de turismo e eventos, o turismo gradativamente foi flexibilizado de acordo com o mapa de riscos em que a região se encontrava, como o mapa de risco segue o critério da lotação das enfermarias e UTIS Covid, dos hospitais, logo o setor ficou na dependência dessa regra para liberação de algumas atividades. Os parques termais, hotéis, restaurantes, bares e demais atividades que se encontram em cidades turísticas foram duramente castigadas durante a pandemia, muitos empresários quebraram, e não sabem como se reinventar para o pós pandemia. É necessário um programa de renegociação de dívidas e iniciativas com acesso ao crédito para mitigar os prejuízos do setor.


Na minha opinião, o bom uso dos meios de comunicação e divulgação assim como da internet é uma arma poderosa que o empresário tem nas mãos para poder sobressair na crise, sendo para divulgar seus produtos, ou, para vender através da internet, se pudesse apostar em alguns segmentos que vão decolar para o pós pandemia eu diria que todos aqueles usam bem a internet, sim, os negócios digitais tendem a continuar lucrativos, atividades que possam operar em Home-office, assim como entretenimento, drop shipping, comércio virtual, cursos e treinamentos a distância e todo negócio que possa funcionar em formato e-commerce não terá dificuldades maiores dificuldades. Um dia Bill Gates, disse: “Em alguns anos vão existir dois tipos de empresas - as que fazem negócio pela Internet e as que estão fora dos negócios”. Em qual a sua se encaixa?

Essa máxima nunca fez tanto sentindo, especialmente nessa nova realidade.