Opinião

22 abr 19 | 15h51 Por Rádio Aliança

O debate sobre os fogos de artifício sem ruído pode gerar "barulho" na região

Assunto tem boas justificativas de quem defende a ideia. Porém, sempre tem o outro lado.

O debate sobre os fogos de artifício sem ruído pode gerar "barulho" na região
Imprimir

O debate sobre os fogos de artifício sem ruído, que é fruto de projeto de lei e que conta com apoio de entidades da causa animal em Seara, já está fazendo barulho pela região.

 

O assunto foi abordado através de matéria do jornalista Cristiano Mortari - Aliás, muito bem feita - relatando as justificativas das ONGs da causa animal do vizinho município. Essas instituições enviaram ofício ao prefeito Kiko Canale, solicitando uma lei que proíba a queima de fogos, que causam poluição sonora. Algo nesse sentido, também foi indicação do vereador Beto Gonçalves, do Partido Progressista, há algumas semanas.

 

É um assunto difícil para qualquer Executivo Municipal. Por exemplo, em Seara, há uma empresa que trabalha com esse artefato e aí pode surgir o discurso da viabilidade econômica do empreendimento deixar de existir com essa lei, redundando em menos postos de trabalho, arrecadação e por aí vai.

 

Mesmo que haja fundamentação e boas justificativas das ONGs e do próprio vereador, o assunto não é tão simples assim para virar projeto de lei ou até mesmo lei para proibir fogos de artifício com barulho. Há explicações por parte de quem é contra e de quem é a favor.

 

Porém, chama a atenção que o assunto não repercutiu somente em Seara. O debate pode ganhar a região e tivemos uma amostra grátis hoje pela parte da manhã no Mesa Redonda, na Rádio Aliança. O assunto foi debatido entre os jornalistas da emissora e choveram ligações e mensagens através do whatsapp, a maioria concordando com essa medida. É um importante termômetro, mas não é tudo!

 

Tem que se analisar até que ponto há amparo jurídico para essa lei. Por exemplo, passa a ser proibido esse artefato em um município, mas liberado em outro! Ao meu ver, pode gerar questionamentos.

 

Existe outra questão que é preciso ser analisada! Até que ponto a chamada "má conduta" no uso de fogos de artifício pode potencializar o incômodo para animais domésticos, idosos ou pessoas, doentes ou acamadas?

 

Afinal de contas, é comum em épocas de festas ou até mesmo em conquistas esportivas, os fogos de artifício fazerem parte da comemoração. Porém, é também comum a soltura desses fogos em áreas densamente habitadas e próximas de residências. Também é comum os foguetórios, especialmente no fim de ano, começarem vários dias antes do Reveillón e terminarem bem depois. Concordo! Isso enche o saco e torra a paciência de qualquer vivente. 

 

Será que o uso adequado, longe de lugares habitáveis e de aglomeração de pessoas, que é o que preconizam as boas práticas dos fogos de artifício, poderia ser uma saída para evitar os incômodos já mensurados? Ou o caminho passa mesmo pela proibição sob qualquer hipótese dos fogos de artifício barulhentos, permitindo somente os sem ruídos? Mesmo sem barulho, esses fogos também proporcionam um belo espetáculo.

 

Entendam que não é uma defesa das empresas proprietárias de fogos de artifício! São apenas perguntas para suscitar a reflexão e o debate! Afinal de contas, a discussão que hoje ocorre em Seara poderá ganhar a região, em breve. Se isso acontecer, temos que estar preparados para trabalhar o assunto para, no mínimo, tentar estabelecer um meio termo. É o que eu penso.

 

Para finalizar! Reforço que o assunto é envolvente e tem sua importância.

22 abr 19 | 15h51 Por Rádio Aliança

O debate sobre os fogos de artifício sem ruído pode gerar "barulho" na região

Assunto tem boas justificativas de quem defende a ideia. Porém, sempre tem o outro lado.

O debate sobre os fogos de artifício sem ruído pode gerar "barulho" na região

O debate sobre os fogos de artifício sem ruído, que é fruto de projeto de lei e que conta com apoio de entidades da causa animal em Seara, já está fazendo barulho pela região.

 

O assunto foi abordado através de matéria do jornalista Cristiano Mortari - Aliás, muito bem feita - relatando as justificativas das ONGs da causa animal do vizinho município. Essas instituições enviaram ofício ao prefeito Kiko Canale, solicitando uma lei que proíba a queima de fogos, que causam poluição sonora. Algo nesse sentido, também foi indicação do vereador Beto Gonçalves, do Partido Progressista, há algumas semanas.

 

É um assunto difícil para qualquer Executivo Municipal. Por exemplo, em Seara, há uma empresa que trabalha com esse artefato e aí pode surgir o discurso da viabilidade econômica do empreendimento deixar de existir com essa lei, redundando em menos postos de trabalho, arrecadação e por aí vai.

 

Mesmo que haja fundamentação e boas justificativas das ONGs e do próprio vereador, o assunto não é tão simples assim para virar projeto de lei ou até mesmo lei para proibir fogos de artifício com barulho. Há explicações por parte de quem é contra e de quem é a favor.

 

Porém, chama a atenção que o assunto não repercutiu somente em Seara. O debate pode ganhar a região e tivemos uma amostra grátis hoje pela parte da manhã no Mesa Redonda, na Rádio Aliança. O assunto foi debatido entre os jornalistas da emissora e choveram ligações e mensagens através do whatsapp, a maioria concordando com essa medida. É um importante termômetro, mas não é tudo!

 

Tem que se analisar até que ponto há amparo jurídico para essa lei. Por exemplo, passa a ser proibido esse artefato em um município, mas liberado em outro! Ao meu ver, pode gerar questionamentos.

 

Existe outra questão que é preciso ser analisada! Até que ponto a chamada "má conduta" no uso de fogos de artifício pode potencializar o incômodo para animais domésticos, idosos ou pessoas, doentes ou acamadas?

 

Afinal de contas, é comum em épocas de festas ou até mesmo em conquistas esportivas, os fogos de artifício fazerem parte da comemoração. Porém, é também comum a soltura desses fogos em áreas densamente habitadas e próximas de residências. Também é comum os foguetórios, especialmente no fim de ano, começarem vários dias antes do Reveillón e terminarem bem depois. Concordo! Isso enche o saco e torra a paciência de qualquer vivente. 

 

Será que o uso adequado, longe de lugares habitáveis e de aglomeração de pessoas, que é o que preconizam as boas práticas dos fogos de artifício, poderia ser uma saída para evitar os incômodos já mensurados? Ou o caminho passa mesmo pela proibição sob qualquer hipótese dos fogos de artifício barulhentos, permitindo somente os sem ruídos? Mesmo sem barulho, esses fogos também proporcionam um belo espetáculo.

 

Entendam que não é uma defesa das empresas proprietárias de fogos de artifício! São apenas perguntas para suscitar a reflexão e o debate! Afinal de contas, a discussão que hoje ocorre em Seara poderá ganhar a região, em breve. Se isso acontecer, temos que estar preparados para trabalhar o assunto para, no mínimo, tentar estabelecer um meio termo. É o que eu penso.

 

Para finalizar! Reforço que o assunto é envolvente e tem sua importância.