Opinião

22 fev 21 | 9h24

Depois que a coisa ficou feia, pouco adianta endurecer!!

Depois que a coisa ficou feia, pouco adianta endurecer!!
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Com o aumento diário de novos casos e hospitais com capacidade esgotada de atendimento do coronavírus, muitos prefeitos da região anunciaram que vão engrossar o caldo e vão punir atos que transgridam as normas sanitárias de combate ao novo coronavírus. Como todo mundo já sabe, o Oeste inteiro está numa situação crítica e duas regiões, Chapecó e Xanxerê, oficializaram o colapso. Baseado nisso, os gestores públicos avisaram que vão endurecer e assim, presumo, já estão fazendo.


Claro que a responsabilidade de frear a pandemia é de todos: entes públicos, privados e a população. Mas hoje, vou analisar o conjunto medidas anunciado por todos os gestores municipais na última semana.


Quero deixar explícito que isso não é uma crítica. Podemos chamá-la de reflexão! Afinal de contas, não é fácil comandar um município, independente do tamanho, em tempos ditos normais. Em época de pandemia, nem se fala.


Entretanto, quero fazer o alerta de que esperou-se chegar nessa situação, que nós estamos vivendo, para que houvesse uma enxurrada de decretos sendo baixados com mais restrições e aumentando as punições para eventuais infrações. Por que só agora?


No andamento da pandemia, houve altas e baixas nos números e a legislação sanitária acompanhou isso. Quando houve aumento, apertou-se o cerco nas medidas. Em períodos de baixa ocupação hospitalar, flexibilizou-se. E ao meu ver, isso não poderia ter acontecido.


Quero deixar bem claro que não sou contra o fechamento geral, assim como houve no início da pandemia. Muito pelo contrário! A vida tem que seguir e todo mundo tem que se cuidar e cuidar do próximo.


Porém defendo que esse recrudescimento nas normas, que hoje estão em vigor, seja mantido assim que os números da pandemia sejam reduzidos. Isso por um bom tempo ou o suficiente para garantir a segurança da população mediante outros fatores, como a disponibilidade maior de doses de vacina. Depois disso, libera-se. Sei que esse ponto de vista vai desagradar quem ainda sofre com as restrições. Mas a indiferença no trato com a doença de boa parte dos que foram "liberados" também contribuiu para que a gente chegasse nesse ponto. Além disso, o afrouxamento nas normas sanitárias por parte dos entes públicos também tem sua parcela de culpa. 


Que a história recente sirva de lição!


Jocimar Soares
Radar

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22 fev 21 | 9h24 Por Jocimar Soares

Depois que a coisa ficou feia, pouco adianta endurecer!!

Depois que a coisa ficou feia, pouco adianta endurecer!!

Com o aumento diário de novos casos e hospitais com capacidade esgotada de atendimento do coronavírus, muitos prefeitos da região anunciaram que vão engrossar o caldo e vão punir atos que transgridam as normas sanitárias de combate ao novo coronavírus. Como todo mundo já sabe, o Oeste inteiro está numa situação crítica e duas regiões, Chapecó e Xanxerê, oficializaram o colapso. Baseado nisso, os gestores públicos avisaram que vão endurecer e assim, presumo, já estão fazendo.


Claro que a responsabilidade de frear a pandemia é de todos: entes públicos, privados e a população. Mas hoje, vou analisar o conjunto medidas anunciado por todos os gestores municipais na última semana.


Quero deixar explícito que isso não é uma crítica. Podemos chamá-la de reflexão! Afinal de contas, não é fácil comandar um município, independente do tamanho, em tempos ditos normais. Em época de pandemia, nem se fala.


Entretanto, quero fazer o alerta de que esperou-se chegar nessa situação, que nós estamos vivendo, para que houvesse uma enxurrada de decretos sendo baixados com mais restrições e aumentando as punições para eventuais infrações. Por que só agora?


No andamento da pandemia, houve altas e baixas nos números e a legislação sanitária acompanhou isso. Quando houve aumento, apertou-se o cerco nas medidas. Em períodos de baixa ocupação hospitalar, flexibilizou-se. E ao meu ver, isso não poderia ter acontecido.


Quero deixar bem claro que não sou contra o fechamento geral, assim como houve no início da pandemia. Muito pelo contrário! A vida tem que seguir e todo mundo tem que se cuidar e cuidar do próximo.


Porém defendo que esse recrudescimento nas normas, que hoje estão em vigor, seja mantido assim que os números da pandemia sejam reduzidos. Isso por um bom tempo ou o suficiente para garantir a segurança da população mediante outros fatores, como a disponibilidade maior de doses de vacina. Depois disso, libera-se. Sei que esse ponto de vista vai desagradar quem ainda sofre com as restrições. Mas a indiferença no trato com a doença de boa parte dos que foram "liberados" também contribuiu para que a gente chegasse nesse ponto. Além disso, o afrouxamento nas normas sanitárias por parte dos entes públicos também tem sua parcela de culpa. 


Que a história recente sirva de lição!