Concórdia

15 mar 20 | 6h00 Por Jocimar Soares

Irani registra receita líquida de R$ 898,8 milhões em 2019, crescimento de 12,5% em relação a 2018

Em 2019, o EBITDA Ajustado da operação continuada totalizou R$ 228,2 milhões com margem de 25,4%.

Irani registra receita líquida de R$ 898,8 milhões em 2019, crescimento de 12,5% em relação a 2018
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A Irani, uma das principais indústrias brasileiras dos segmentos de papel para embalagens e embalagem de papelão ondulado, registrou receita líquida de R$ 898,8 milhões em 2019, o que representou um crescimento de 12,5% no comparativo com 2018, reflexo da melhor performance de vendas no mercado interno nos segmentos Papel para Embalagens e Embalagens de Papelão Ondulado. Levando-se em conta apenas o 4º trimestre de 2019, a receita líquida da Irani foi de R$ 232,9 milhões, com aumento de 10,9% diante do mesmo período do ano anterior.


O mercado doméstico representou 81% das vendas da Irani e o mercado externo chegou a 19%, no ano passado. O segmento Embalagem de Papelão Ondulado (PO) respondeu por 53% da receita líquida da Irani. Papel para Embalagens correspondeu a 38% e o segmento Florestal RS e Resinas, 9%.


O lucro bruto do último trimestre do ano passado apresentou aumento de 23,9%, em comparação com o mesmo período de 2018, alcançando R$ 65,5 milhões. Diante do terceiro trimestre de 2019, houve redução de 9,9%. Em relação a 2018, esse resultado apresentou estabilidade, para R$ 268,4 milhões.


O resultado líquido das operações continuadas foi de R$ 14,1 milhões de lucro no 4º trimestre de 2019, em comparação a negativos R$ 11,9 milhões do mesmo período do ano anterior e R$ 15,3 milhões de lucro no 3º trimestre do ano passado. No comparativo dos anos, o resultado foi de R$ 26,4 milhões de lucro em 2019 frente aos R$ 27,2 milhões de lucro em 2018. O resultado das operações continuadas exclui o resultado e o impairment da fábrica de Embalagem SP Vila Maria, encerrada no 3º trimestre de 2019 e que tinha performance inferior às demais unidades. Os principais fatores foram o aumento da receita no período comparativo a 2018 e a melhor performance em custos e despesas. O resultado foi impactado negativamente pela realização da Variação Cambial do hedge accounting de operações em dólar liquidadas no período, em função da reestruturação do seu endividamento, e positivamente pelo reconhecimento de créditos de PIS e COFINS por causa de decisão judicial transitada em julgado favorável à Companhia, pela venda de ativos florestais e terras no estado do Rio Grande do Sul e, ainda, pelo reconhecimento do imposto de renda e contribuição social diferido ativo sobre o prejuízo fiscal do período e acumulado de períodos anteriores.


O EBITDA ajustado da operação continuada no último trimestre de 2019 foi apurado em R$ 80,6 milhões, com margem de 34,6%. No ano passado, o EBITDA ajustado totalizou R$ 228,2 milhões, redução de 2,9% em relação a 2018, com margem de 25,4%. O EBITDA de 2019 foi impactado positivamente pela venda de florestas da Irani localizadas no estado do Rio Grande do Sul, no montante de R$ 39,0 milhões. Considerando-se o EBITDA negativo da operação descontinuada, o EBITDA Ajustado da Companhia em 2019 foi de R$ 214,5 milhões.


Em 2019, a Irani reestruturou seu endividamento e emitiu debêntures verdes no montante de R$ 505 milhões, com 6 anos de prazo e 4 anos de carência. Também liquidou todas as principais operações em dólar, vendeu ativos não estratégicos, encerrou a unidade de Embalagem São Paulo Vila Maria e teve julgamento a seu favor de ação judicial de créditos de PIS e COFINS. O resultado destas medidas fizeram com que, ao fim de 2019, a Companhia tivesse 97,2% de seu endividamento em Reais. Já a alavancagem fechou em 3,40x e, se considerados os créditos fiscais e da venda dos ativos que serão monetizados nos próximos trimestres, a alavancagem proforma ficou em 2,28x. O saldo de caixa encerrou em R$ 110 milhões e 68% da dívida estava no longo prazo. 


Por meio de Fato Relevante publicado em 20 de janeiro de 2020, a Irani divulgou que está estudando a possibilidade de realização de uma eventual oferta pública de distribuição primária de ações. Em 3 de fevereiro de 2020, o Conselho de Administração autorizou o início dos trabalhos preparatórios para migração para o Novo Mercado da B3.


Para melhor refletir as atividades preponderantemente realizadas pela Companhia (fabricação de papel para embalagem e embalagens de papel), em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 19 de fevereiro de 2020 foi aprovada a alteração de denominação da sociedade para “IRANI PAPEL E EMBALAGEM S.A.”. 


Sobre a Irani - Fundada em 1941 e controlada desde 1994 pelo Grupo Habitasul, tradicional Grupo Empresarial da Região Sul do País, a Irani é hoje uma das líderes do setor de Embalagens de Papelão Ondulado no Brasil, além de ser referência no setor de Papel para Embalagens (rígidas e flexíveis).


Com produção integrada, florestas próprias, energia autogerada e máquinas e equipamentos constantemente atualizados, a Irani produz papéis para embalagens, chapas e embalagens de papelão ondulado, resinas de pinus, breu e terebintina, assegurando o fornecimento de produtos de matéria-prima renovável com alta qualidade e competitividade.


A Irani possui cinco unidades de negócios: Papel para Embalagens – Vargem Bonita (SC) e Santa Luzia (MG), Embalagem PO – Campina da Alegria (SC) e Indaiatuba (SP) e Resinas – Balneário Pinhal (RS), além de florestas em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e escritórios em Porto Alegre (RS) e Joaçaba (SC).


(Fonte: Alberto Komatsu/Especial)

15 mar 20 | 6h00 Por Jocimar Soares

Irani registra receita líquida de R$ 898,8 milhões em 2019, crescimento de 12,5% em relação a 2018

Em 2019, o EBITDA Ajustado da operação continuada totalizou R$ 228,2 milhões com margem de 25,4%.

Irani registra receita líquida de R$ 898,8 milhões em 2019, crescimento de 12,5% em relação a 2018

A Irani, uma das principais indústrias brasileiras dos segmentos de papel para embalagens e embalagem de papelão ondulado, registrou receita líquida de R$ 898,8 milhões em 2019, o que representou um crescimento de 12,5% no comparativo com 2018, reflexo da melhor performance de vendas no mercado interno nos segmentos Papel para Embalagens e Embalagens de Papelão Ondulado. Levando-se em conta apenas o 4º trimestre de 2019, a receita líquida da Irani foi de R$ 232,9 milhões, com aumento de 10,9% diante do mesmo período do ano anterior.


O mercado doméstico representou 81% das vendas da Irani e o mercado externo chegou a 19%, no ano passado. O segmento Embalagem de Papelão Ondulado (PO) respondeu por 53% da receita líquida da Irani. Papel para Embalagens correspondeu a 38% e o segmento Florestal RS e Resinas, 9%.


O lucro bruto do último trimestre do ano passado apresentou aumento de 23,9%, em comparação com o mesmo período de 2018, alcançando R$ 65,5 milhões. Diante do terceiro trimestre de 2019, houve redução de 9,9%. Em relação a 2018, esse resultado apresentou estabilidade, para R$ 268,4 milhões.


O resultado líquido das operações continuadas foi de R$ 14,1 milhões de lucro no 4º trimestre de 2019, em comparação a negativos R$ 11,9 milhões do mesmo período do ano anterior e R$ 15,3 milhões de lucro no 3º trimestre do ano passado. No comparativo dos anos, o resultado foi de R$ 26,4 milhões de lucro em 2019 frente aos R$ 27,2 milhões de lucro em 2018. O resultado das operações continuadas exclui o resultado e o impairment da fábrica de Embalagem SP Vila Maria, encerrada no 3º trimestre de 2019 e que tinha performance inferior às demais unidades. Os principais fatores foram o aumento da receita no período comparativo a 2018 e a melhor performance em custos e despesas. O resultado foi impactado negativamente pela realização da Variação Cambial do hedge accounting de operações em dólar liquidadas no período, em função da reestruturação do seu endividamento, e positivamente pelo reconhecimento de créditos de PIS e COFINS por causa de decisão judicial transitada em julgado favorável à Companhia, pela venda de ativos florestais e terras no estado do Rio Grande do Sul e, ainda, pelo reconhecimento do imposto de renda e contribuição social diferido ativo sobre o prejuízo fiscal do período e acumulado de períodos anteriores.


O EBITDA ajustado da operação continuada no último trimestre de 2019 foi apurado em R$ 80,6 milhões, com margem de 34,6%. No ano passado, o EBITDA ajustado totalizou R$ 228,2 milhões, redução de 2,9% em relação a 2018, com margem de 25,4%. O EBITDA de 2019 foi impactado positivamente pela venda de florestas da Irani localizadas no estado do Rio Grande do Sul, no montante de R$ 39,0 milhões. Considerando-se o EBITDA negativo da operação descontinuada, o EBITDA Ajustado da Companhia em 2019 foi de R$ 214,5 milhões.


Em 2019, a Irani reestruturou seu endividamento e emitiu debêntures verdes no montante de R$ 505 milhões, com 6 anos de prazo e 4 anos de carência. Também liquidou todas as principais operações em dólar, vendeu ativos não estratégicos, encerrou a unidade de Embalagem São Paulo Vila Maria e teve julgamento a seu favor de ação judicial de créditos de PIS e COFINS. O resultado destas medidas fizeram com que, ao fim de 2019, a Companhia tivesse 97,2% de seu endividamento em Reais. Já a alavancagem fechou em 3,40x e, se considerados os créditos fiscais e da venda dos ativos que serão monetizados nos próximos trimestres, a alavancagem proforma ficou em 2,28x. O saldo de caixa encerrou em R$ 110 milhões e 68% da dívida estava no longo prazo. 


Por meio de Fato Relevante publicado em 20 de janeiro de 2020, a Irani divulgou que está estudando a possibilidade de realização de uma eventual oferta pública de distribuição primária de ações. Em 3 de fevereiro de 2020, o Conselho de Administração autorizou o início dos trabalhos preparatórios para migração para o Novo Mercado da B3.


Para melhor refletir as atividades preponderantemente realizadas pela Companhia (fabricação de papel para embalagem e embalagens de papel), em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 19 de fevereiro de 2020 foi aprovada a alteração de denominação da sociedade para “IRANI PAPEL E EMBALAGEM S.A.”. 


Sobre a Irani - Fundada em 1941 e controlada desde 1994 pelo Grupo Habitasul, tradicional Grupo Empresarial da Região Sul do País, a Irani é hoje uma das líderes do setor de Embalagens de Papelão Ondulado no Brasil, além de ser referência no setor de Papel para Embalagens (rígidas e flexíveis).


Com produção integrada, florestas próprias, energia autogerada e máquinas e equipamentos constantemente atualizados, a Irani produz papéis para embalagens, chapas e embalagens de papelão ondulado, resinas de pinus, breu e terebintina, assegurando o fornecimento de produtos de matéria-prima renovável com alta qualidade e competitividade.


A Irani possui cinco unidades de negócios: Papel para Embalagens – Vargem Bonita (SC) e Santa Luzia (MG), Embalagem PO – Campina da Alegria (SC) e Indaiatuba (SP) e Resinas – Balneário Pinhal (RS), além de florestas em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e escritórios em Porto Alegre (RS) e Joaçaba (SC).


(Fonte: Alberto Komatsu/Especial)