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BRF registra prejuízo de R$ 114 milhões nos primeiros três meses do ano
Empresa também reduziu níveis de investimentos neste início de ano
Publicado 14/05/2018
 

Por Clelio Dal Piaz

 A BRF, maior processadora de carne de frango do mundo, fechou o primeiro trimestre com prejuízo de R$ 114 milhões, valor 60% menor que as perdas registradas pela companhia um ano antes. Apesar de ter sido o principal alvo da Operação Trapaça, uma desdobramento da Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal em 05 de março, que levou à prisão seu ex-presidente Pedro Faria e fechou algumas de suas plantas industriais, a BRF reportou um aumento de 5% em sua receita líquida, que atingiu R$ 8,2 bilhões, refletindo o avanço das vendas "especialmente no Brasil, Turquia, China e Hong Kong que, juntos, registraram alta de 5,7%".

O resultado operacional ajustado (EBITDA, que é o resultado antes do pagamento de impostos, juros, amortizações e depreciações) totalizou R$ 802 milhões, alta de 40,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Brasil, a empresa destacou o crescimento de volumes comercializados, de 9,6%, puxado principalmente pela categoria in natura (+22,5% a/a) e processados (+4,7% a/a).

"Este desempenho reflete a estratégia de oferecer um portfólio de produtos mais adequado para a atual realidade de consumo no país, ajustando a execução comercial em um mercado com maior disponibilidade de produtos, dadas as restrições em outros mercados, tais como, Europa e Rússia.", disse a empresa em comunicado.

Segundo a BRF, a OneFoods, subsidiária dedicada ao atendimento dos mercados muçulmanos, também registrou um bom desempenho operacional, com receita líquida de R$1,8 bilhão no primeiro trimestre do ano, aumento de 39,6% ante igual período do ano anterior. Se for excluída a aquisição de Banvit, em junho de 2017, a receita líquida cresceu 1,4%, frente uma queda de 10,4% nos volumes.

"Este resultado reflete o melhor equilíbrio da oferta e demanda e um esforço local para recuperação de margem", afirmou a companhia.

Os investimentos realizados no trimestre, segundo a companhia, totalizaram R$467 milhões, dos quais R$146 milhões destinados para crescimento, eficiência e suporte; R$254 milhões para ativos biológicos; R$33 milhões para arrendamento mercantil e R$35 milhões de outros investimentos.

"Destacamos a redução do nível de investimento da companhia em R$13 milhões quando comparado ao primeiro trimestre de 2017, reflexo de uma postura mais criteriosa na alocação de capital e comprometimento da companhia com a trajetória de redução do patamar de alavancagem", concluiu a empresa.

Informações de G1 O Globo 

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