Região

18 jul 19 | 7h00 Por Cristiano Mortari

Professores de Peritiba devem fazer mobilização para tentar garantir reajuste salarial de 6%

Projeto foi para a Câmara e a maioria dos vereadores sugeriu emendas que reduzem o percentual de aumento

Professores de Peritiba devem fazer mobilização para tentar garantir reajuste salarial de 6%
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Professores que atuam na rede municipal de ensino de Peritiba anunciaram que pretendem fazer uma mobilização na manhã do próximo sábado, dia 20, em frente à Câmara ou à Prefeitura. Eles pedem um aumento salarial de 6%, mas a maioria dos vereadores pretende aprovar o reajuste com um percentual menor. A ideia da mobilização é sensibilizar os vereadores para que aceitem o valor proposto pelos educadores.


A proposta do novo Plano de Carreira dos professores entrou na Câmara no dia 15, mas ainda não foi votado. Seis vereadores sugeriram na Sessão, que o reajuste seja menor. “Nós trabalhamos desde outubro para elaborar o Plano. Temos o apoio da Administração e entendemos que o reajuste de 6% é o ideal. Nosso salário está muito defasado e é um dos menores da Amauc”, argumenta a professora Rosa Rauber. “Seis vereadores estão propondo emendas no projeto e o reajuste pode ficar em 3%. Nós entendemos que é pouco e no sábado faremos um protesto pacífico, com camisetas e faixas”, destaca.


Atualmente a rede municipal conta com cerca de 40 professores. A professora Rosa ressalta que se o projeto for aprovado com os 6%, o máximo de aumento que chegará aos servidores é de R$150,00. Ela ainda lembra que a Educação de Peritiba figura entre as melhores do Estado no Ideb. “A gente acredita que merece esse aumento como forma de reconhecimento ao trabalho. No Ideb, por exemplo, conseguimos 7.4 de nota, acima da média, entre as melhores de Santa Catarina”, frisa ela. “Se analisarmos os salários de outros servidores municipais que têm a mesma graduação que nossa, percebemos que o nosso salário é defasado”, finaliza.


Os vereadores que concordaram com emendas ao projeto foram Adriano José Krindges, Euclides Orlando Christ, Lauri João Maltauro, Darlan Rech Gerhadt, Gilberto Maciel e Vítor Antônio Bays. Já os que sugerem manter o projeto na íntegra são Cristiane Salete Hoffmann da Costa, Ivete Francisca Finger e Ozair Vieira de Britto.


O presidente da Câmara de Peritiba, Gilberto Maciel, do PP, diz que não há nada definido. Ele ressalta que o projeto ainda não foi votado e que apenas sugestões de emendas foram elencadas na Sessão do dia 15. “Isso ainda será analisado pelas Comissões na próxima Sessão que acontece na segunda-feira. Não sabemos ainda se as emendas serão aprovadas ou não”, comenta ele. “Também não está definido que a emenda reduza para 3%. O reajuste pode ficar em 5%, reduzindo apenas 1% da proposta original”, adianta.


O vereador também destaca que os parlamentares que sugerem um percentual menor que 6%, pensam na questão financeira do município e nos demais servidores da Prefeitura. “Os professores ganharam no final do ano, além do reajuste da inflação, mais 2%. Agora pedem 6%, mas e os demais servidores não merecem nada? Por isso nós estamos estudando a situação ainda. Não estamos dizendo que os professores não merecem, se pudéssemos, daríamos 10% de reajuste para eles, mas temos que pensar nos demais, que também nos procuram e que também têm suas funções”, argumenta o vereador. “Hoje o município tem as contas equilibradas, mas nos próximos a receita pode cair. Ano que vem tem eleição, não sabemos quem pode assumir e como vai conduzir o município”, observa Maciel.




18 jul 19 | 7h00 Por Cristiano Mortari

Professores de Peritiba devem fazer mobilização para tentar garantir reajuste salarial de 6%

Projeto foi para a Câmara e a maioria dos vereadores sugeriu emendas que reduzem o percentual de aumento

Professores de Peritiba devem fazer mobilização para tentar garantir reajuste salarial de 6%

Professores que atuam na rede municipal de ensino de Peritiba anunciaram que pretendem fazer uma mobilização na manhã do próximo sábado, dia 20, em frente à Câmara ou à Prefeitura. Eles pedem um aumento salarial de 6%, mas a maioria dos vereadores pretende aprovar o reajuste com um percentual menor. A ideia da mobilização é sensibilizar os vereadores para que aceitem o valor proposto pelos educadores.


A proposta do novo Plano de Carreira dos professores entrou na Câmara no dia 15, mas ainda não foi votado. Seis vereadores sugeriram na Sessão, que o reajuste seja menor. “Nós trabalhamos desde outubro para elaborar o Plano. Temos o apoio da Administração e entendemos que o reajuste de 6% é o ideal. Nosso salário está muito defasado e é um dos menores da Amauc”, argumenta a professora Rosa Rauber. “Seis vereadores estão propondo emendas no projeto e o reajuste pode ficar em 3%. Nós entendemos que é pouco e no sábado faremos um protesto pacífico, com camisetas e faixas”, destaca.


Atualmente a rede municipal conta com cerca de 40 professores. A professora Rosa ressalta que se o projeto for aprovado com os 6%, o máximo de aumento que chegará aos servidores é de R$150,00. Ela ainda lembra que a Educação de Peritiba figura entre as melhores do Estado no Ideb. “A gente acredita que merece esse aumento como forma de reconhecimento ao trabalho. No Ideb, por exemplo, conseguimos 7.4 de nota, acima da média, entre as melhores de Santa Catarina”, frisa ela. “Se analisarmos os salários de outros servidores municipais que têm a mesma graduação que nossa, percebemos que o nosso salário é defasado”, finaliza.


Os vereadores que concordaram com emendas ao projeto foram Adriano José Krindges, Euclides Orlando Christ, Lauri João Maltauro, Darlan Rech Gerhadt, Gilberto Maciel e Vítor Antônio Bays. Já os que sugerem manter o projeto na íntegra são Cristiane Salete Hoffmann da Costa, Ivete Francisca Finger e Ozair Vieira de Britto.


O presidente da Câmara de Peritiba, Gilberto Maciel, do PP, diz que não há nada definido. Ele ressalta que o projeto ainda não foi votado e que apenas sugestões de emendas foram elencadas na Sessão do dia 15. “Isso ainda será analisado pelas Comissões na próxima Sessão que acontece na segunda-feira. Não sabemos ainda se as emendas serão aprovadas ou não”, comenta ele. “Também não está definido que a emenda reduza para 3%. O reajuste pode ficar em 5%, reduzindo apenas 1% da proposta original”, adianta.


O vereador também destaca que os parlamentares que sugerem um percentual menor que 6%, pensam na questão financeira do município e nos demais servidores da Prefeitura. “Os professores ganharam no final do ano, além do reajuste da inflação, mais 2%. Agora pedem 6%, mas e os demais servidores não merecem nada? Por isso nós estamos estudando a situação ainda. Não estamos dizendo que os professores não merecem, se pudéssemos, daríamos 10% de reajuste para eles, mas temos que pensar nos demais, que também nos procuram e que também têm suas funções”, argumenta o vereador. “Hoje o município tem as contas equilibradas, mas nos próximos a receita pode cair. Ano que vem tem eleição, não sabemos quem pode assumir e como vai conduzir o município”, observa Maciel.