Região

22 jul 22 | 6h00 Por Jocimar Soares

Justiça condena unidade de saúde de Itá ao pagamento de indenização por queimaduras em recém-nascido

Sentença foi proferida nesta semana pela Justiça da Comarca deste município

Justiça condena unidade de saúde de Itá ao pagamento de indenização por queimaduras em recém-nascido
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A Justiça da Comarca de Itá condenou a associação que administra o hospital de Itá ao pagamento de indenização por queimaduras em criança recém-nascida, ainda dentro da unidade hospitalar. A sentença foi proferida nos últimos dias. Por conta disso, a entidade que administra a unidade de saúde foi condenada ao pagamento de R$ 30 mil à criança e outros R$ 20 mil à mãe, a título de indenização por danos morais. O acidente teria acontecido durante o banho


Consta nos autos, que tramitam na Vara Única da comarca de Itá, que a cesárea da autora ocorreu sem complicações em julho de 2017, e que o bebê, acolhido pela mãe assim que saiu do útero, estava em perfeitas condições de saúde. A mãe foi orientada pelas enfermeiras que somente as profissionais fariam as trocas de fraldas e que tivesse bastante cuidado ao pegar a criança no colo, porque ela estava com um “pequeno problema”. Passadas 48 horas do nascimento, e após insistência da mãe em acessar o prontuário do filho, a genitora recebeu a confirmação de que se tratava de queimaduras e que a criança precisaria ficar mais 13 dias internada para tratamento.


Na decisão, o juiz Rodrigo Clímaco José ponderou que as fotografias anexadas ao processo, bem como o laudo pericial, não deixam dúvidas do ocorrido. “[...] é surreal imaginar que alguém possa justificar aquelas lesões afirmando que são decorrentes de alergia. E com certeza a água não estava quente, estava fervendo! O caso, inclusive, deveria ter sido analisado criminalmente e administrativamente, para que as enfermeiras responsáveis respondessem pelo delito que cometeram e [...] sofressem sanções administrativas. A imperícia foi gritante”.


Bolhas de queimadura foram identificadas nas nádegas, saco escrotal e parte traseira da coxa esquerda do bebê. Além da internação, ele precisou de curativos diários ao longo do primeiro mês de vida. E a cicatrização se deu após quatro meses. As partes podem recorrer da decisão. 


(Com informações do TJSC)


22 jul 22 | 6h00 Por Jocimar Soares

Justiça condena unidade de saúde de Itá ao pagamento de indenização por queimaduras em recém-nascido

Sentença foi proferida nesta semana pela Justiça da Comarca deste município

Justiça condena unidade de saúde de Itá ao pagamento de indenização por queimaduras em recém-nascido

A Justiça da Comarca de Itá condenou a associação que administra o hospital de Itá ao pagamento de indenização por queimaduras em criança recém-nascida, ainda dentro da unidade hospitalar. A sentença foi proferida nos últimos dias. Por conta disso, a entidade que administra a unidade de saúde foi condenada ao pagamento de R$ 30 mil à criança e outros R$ 20 mil à mãe, a título de indenização por danos morais. O acidente teria acontecido durante o banho


Consta nos autos, que tramitam na Vara Única da comarca de Itá, que a cesárea da autora ocorreu sem complicações em julho de 2017, e que o bebê, acolhido pela mãe assim que saiu do útero, estava em perfeitas condições de saúde. A mãe foi orientada pelas enfermeiras que somente as profissionais fariam as trocas de fraldas e que tivesse bastante cuidado ao pegar a criança no colo, porque ela estava com um “pequeno problema”. Passadas 48 horas do nascimento, e após insistência da mãe em acessar o prontuário do filho, a genitora recebeu a confirmação de que se tratava de queimaduras e que a criança precisaria ficar mais 13 dias internada para tratamento.


Na decisão, o juiz Rodrigo Clímaco José ponderou que as fotografias anexadas ao processo, bem como o laudo pericial, não deixam dúvidas do ocorrido. “[...] é surreal imaginar que alguém possa justificar aquelas lesões afirmando que são decorrentes de alergia. E com certeza a água não estava quente, estava fervendo! O caso, inclusive, deveria ter sido analisado criminalmente e administrativamente, para que as enfermeiras responsáveis respondessem pelo delito que cometeram e [...] sofressem sanções administrativas. A imperícia foi gritante”.


Bolhas de queimadura foram identificadas nas nádegas, saco escrotal e parte traseira da coxa esquerda do bebê. Além da internação, ele precisou de curativos diários ao longo do primeiro mês de vida. E a cicatrização se deu após quatro meses. As partes podem recorrer da decisão. 


(Com informações do TJSC)