Região

31 ago 20 | 13h00 Por Cristiano Mortari

Família de motociclista que morreu após acidente em Piratuba, não concorda com tese da Polícia Civil

Advogado vai solicitar mais diligências e pretende apresentar novas informações sobre o caso

Família de motociclista que morreu após acidente em Piratuba, não concorda com tese da Polícia Civil
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A Polícia Civil concluiu recentemente a investigação que apurava a responsabilidade pelo acidente de trânsito que aconteceu na noite do dia 19 de janeiro em Piratuba, e resultou na morte do motociclista Daniel Machado, de 41 anos. O inquérito indiciou a mulher que estaria dirigindo um Astra, por homicídio culposo, que é o que caracteriza imprudência, mas não a intenção de matar. A documentação já foi enviada ao Ministério Público, mas a família está contestando o resultado da investigação. O advogado dos familiares, Noel Antônio Baratieri, vai solicitar novas investigações. Ele afirma que há mais informações sobre o caso que precisam ser averiguadas.


Em entrevista à Rádio Aliança, Baratieri explicou que há duas questões que a família não concorda. “A primeira é o indiciamento por crime culposo. Não concordamos e entendemos que se trata de dolo eventual, ou seja, a pessoa que dirigia ultrapassou em uma curva e à noite, então ela assumiu o risco de matar e isso é crime doloso”, explica o advogado. “A vida de uma pessoa foi ceifada, uma família está sofrendo e não há como voltar atrás. Se a pessoa que dirigia for denunciada por crime culposo, a pena é mais branda e não corresponde ao que ela cometeu. Insistimos que isso seja revisto, pois entendemos que quem ultrapassa em faixa dupla, em uma curva, sem visão e à noite, assume sim, o risco de matar alguém”, reforçou.


Outra questão que será questionada pela família através do advogado é a conclusão da Polícia Civil, que indica que quem dirigia o carro era uma mulher. Segundo Noel, há indícios que apontam que um homem é que conduzia o Astra que bateu na moto de Daniel Machado. “Respeitamos muito o trabalho da Polícia Civil e do investigador que conduziu o inquérito, sabemos da seriedade da investigação, mas temos mais detalhes que precisam ser apurados e vamos solicitar novas diligências”, adiantou o advogado. “Há elementos que indicam que o companheiro da mulher indiciada é que dirigia o carro. Temos gravações de áudio que já foram apresentadas à Polícia e a família recebeu novas informações que vamos apresentar ao Ministério Público de Capinzal”, contou ele. 


Baratieri também afirmou que deve apresentar a documentação ao Ministério Público e os pedidos de novas investigações, nos próximos dias.


O acidente:

Na noite do acidente Machado conduzia uma moto pela SC-390, em Linha Serraria, fazendo o sentido Capinzal a Piratuba. Ele colidiu em um Astra que trafegava no sentido contrário. Segundo o laudo da PRE, o carro estaria ultrapassando outro veículo em uma curva quando ocorreu o acidente. Daniel sofreu ferimentos graves, foi internado na UTI do Hospital São Francisco de Concórdia, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na madrugada da terça-feira, dia 21.


A mulher que se apresentou como motorista do Astra não prestou atendimento ao motociclista e não aguardou a chegada da Polícia e dos Bombeiros no local. Ele registrou um Boletim de Ocorrência pela internet no dia seguinte, e se apresentou na sexta-feira, dia 24 de janeiro, na Delegacia de Piratuba, para prestar depoimento.


31 ago 20 | 13h00 Por Cristiano Mortari

Família de motociclista que morreu após acidente em Piratuba, não concorda com tese da Polícia Civil

Advogado vai solicitar mais diligências e pretende apresentar novas informações sobre o caso

Família de motociclista que morreu após acidente em Piratuba, não concorda com tese da Polícia Civil

A Polícia Civil concluiu recentemente a investigação que apurava a responsabilidade pelo acidente de trânsito que aconteceu na noite do dia 19 de janeiro em Piratuba, e resultou na morte do motociclista Daniel Machado, de 41 anos. O inquérito indiciou a mulher que estaria dirigindo um Astra, por homicídio culposo, que é o que caracteriza imprudência, mas não a intenção de matar. A documentação já foi enviada ao Ministério Público, mas a família está contestando o resultado da investigação. O advogado dos familiares, Noel Antônio Baratieri, vai solicitar novas investigações. Ele afirma que há mais informações sobre o caso que precisam ser averiguadas.


Em entrevista à Rádio Aliança, Baratieri explicou que há duas questões que a família não concorda. “A primeira é o indiciamento por crime culposo. Não concordamos e entendemos que se trata de dolo eventual, ou seja, a pessoa que dirigia ultrapassou em uma curva e à noite, então ela assumiu o risco de matar e isso é crime doloso”, explica o advogado. “A vida de uma pessoa foi ceifada, uma família está sofrendo e não há como voltar atrás. Se a pessoa que dirigia for denunciada por crime culposo, a pena é mais branda e não corresponde ao que ela cometeu. Insistimos que isso seja revisto, pois entendemos que quem ultrapassa em faixa dupla, em uma curva, sem visão e à noite, assume sim, o risco de matar alguém”, reforçou.


Outra questão que será questionada pela família através do advogado é a conclusão da Polícia Civil, que indica que quem dirigia o carro era uma mulher. Segundo Noel, há indícios que apontam que um homem é que conduzia o Astra que bateu na moto de Daniel Machado. “Respeitamos muito o trabalho da Polícia Civil e do investigador que conduziu o inquérito, sabemos da seriedade da investigação, mas temos mais detalhes que precisam ser apurados e vamos solicitar novas diligências”, adiantou o advogado. “Há elementos que indicam que o companheiro da mulher indiciada é que dirigia o carro. Temos gravações de áudio que já foram apresentadas à Polícia e a família recebeu novas informações que vamos apresentar ao Ministério Público de Capinzal”, contou ele. 


Baratieri também afirmou que deve apresentar a documentação ao Ministério Público e os pedidos de novas investigações, nos próximos dias.


O acidente:

Na noite do acidente Machado conduzia uma moto pela SC-390, em Linha Serraria, fazendo o sentido Capinzal a Piratuba. Ele colidiu em um Astra que trafegava no sentido contrário. Segundo o laudo da PRE, o carro estaria ultrapassando outro veículo em uma curva quando ocorreu o acidente. Daniel sofreu ferimentos graves, foi internado na UTI do Hospital São Francisco de Concórdia, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na madrugada da terça-feira, dia 21.


A mulher que se apresentou como motorista do Astra não prestou atendimento ao motociclista e não aguardou a chegada da Polícia e dos Bombeiros no local. Ele registrou um Boletim de Ocorrência pela internet no dia seguinte, e se apresentou na sexta-feira, dia 24 de janeiro, na Delegacia de Piratuba, para prestar depoimento.