Região

06 jul 15 | 8h46 Por Rádio Aliança

Família de Ipumirim indenizada após encontrar lesma em extrato de tomate

Empresa terá que pagar R$ 24 mil

Família de Ipumirim indenizada após encontrar lesma em extrato de tomate
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A Justiça da Comarca de Ipumirim condenou nesta semana uma empresa de alimentos a pagar R$ 24 mil de indenização a uma família de Ipumirim após uma lesma aparecer dentro de uma embalagem de produto. A decisão é do juiz Leandro Paasch da Comarca local. Mesmo com a embalagem já aberta, a Justiça deu ganho de causa para a família.

Conforme os autos, em 2012 uma moradora da cidade comprou um sachê de extrato de tomate em um mercado, o abriu com um “leve corte” e usou para alimentação dela, do marido e do filho menor de idade. Após, o produto foi acondicionado em geladeira e depois de dois dias a vítima tentou retirar o extrato de tomate pelo espaço aberto anteriormente, mas não conseguiu, pois “algo” estaria obstruindo a saída. Então, ela forçou “e saiu um negócio escuro, inseto/lesma do pacote”. Imediatamente ela levou o produto para a Vigilância Sanitária de Ipumirim.
O material, então, foi encaminhado para o laboratório de uma universidade para análises. Uma testemunha informou que “não dava para constatar o que era, mas havia um corpo estranho, que não tiraram o corpo estranho da embalagem durante o manuseio, pois o mesmo estava entalado”. A descrição “entalado” permitiu à Justiça concluir que o molusco era maior que o tamanho da abertura da embalagem feito pela vítima, e por isso o “corpo estranho” não teria sido introduzido após o corte da embalagem.

Posteriormente, o laudo do produto assinado por uma universidade apresentou a seguinte conclusão: “presença macroscópica e microscópica de corpo estranho, sendo identificado excrementos de insetos ou de outro material animal com oito centímetros de comprimento por três de largura”. Mas não ficou claro que tipo de inseto ou molusco era, mas as características apontaram para um espécie de lesma.

Diante do caso, o juiz decidiu que “analisando as circunstâncias, o fato de um dos autores sem menor de idade, a notícia de que não é a primeira vez que um objeto estranho é encontrado nos produtos da referida empresa, entendo justo arbitrar em R$ 8 mil o valor da compensação para cada um dos três autores (mãe, pai e filho)”. Ainda está relacionada correção monetária e juros, junto aos R$ 24 mil. A empresa de extrato de tomate também foi condenada a pagar as custas processuais e honorários advocatícios.O advogado Willian Fabry, que ingressou com a ação, explica que a decisão foi da Comarca local e ainda cabe recurso.

Mais casos

Em 2013, um aposentado de Xanxerê informou que teria encontrado uma lesma dentro de um pacote de extrato de tomate. O material foi encaminhado para análise após ser vinculado na Ric Record. Mas os casos não pararam por aí. Em Campo Grande, Mato Grosso, uma família afirmou que um “tipo de lesma” estava na embalagem de extrato de tomate, também em 2013. No mesmo ano, uma moradora da cidade paulista de Franca informou que um material estranho estava dentro do pacote de extrato de tomate que ela havia comprado. O corpo estranho foi encaminhado para análise, sob suspeita de ser uma espécie de sapo. Em nota, a empresa afirmou que “embalagens como as de sachês podem sofrer danos que ocasionam a entrada de ar no produto, deixando-o vulnerável para o desenvolvimento de micro-organismos”.

Barata achada em pepinos

Este não é o primeiro caso de “coisas estranhas” em produtos no Vale da Produção. Há cerca de três anos um morador de Lindóia do Sul ficou surpreso ao encontrar uma barata em uma conserva de pepinos. O produto estava lacrado e não havia suspeita de fraude, sendo que era possível ver o inseto. Fotos foram tiradas e o consumidor entrou na Justiça contra a empresa. O repórter de O Jornal foi procurado à época pela vítima para fotografar o fato e constatou ser verídica a situação. O processo, agora, corre pela Comarca de Ipumirim, mas ainda não há desfecho.

Em conversa com a reportagem de O Jornal, a vítima informou que antes de ingressar judicialmente tentou, sem sucesso, contato com a empresa para que explicasse o ocorrido. Segundo ele, o proprietário chegou a debochar da situação e diante disso ele resolveu acionar a Justiça. “Ele (dono da empresa) me disse que poderia ser uma broca. Mas era uma barata grande, como as fotos provam e todos viram”, descreve. O vidro lacrado com os pepinos e a barata foi levado ao Fórum de Ipumirim.

Mas as histórias de “corpo estranho” não pararam por aí. Outros dois casos chamam a atenção por desrespeito ao consumidor. No primeiro, um morador ipumirinense apresentou fotos de uma lagarta, já “seca”, em uma lasanha adquirida em um estabelecimento. No outro, um consumidor, morador de Lindóia do Sul, em viagem pelo Paraná, teria achado uma espécie de larva em meio a teias semelhantes à de aranhas em um chocolate. Nestas duas situações, nenhuma das vítimas procurou indenização.

Fonte: Juliane Rell                         

06 jul 15 | 8h46 Por Rádio Aliança

Família de Ipumirim indenizada após encontrar lesma em extrato de tomate

Empresa terá que pagar R$ 24 mil

Família de Ipumirim indenizada após encontrar lesma em extrato de tomate

A Justiça da Comarca de Ipumirim condenou nesta semana uma empresa de alimentos a pagar R$ 24 mil de indenização a uma família de Ipumirim após uma lesma aparecer dentro de uma embalagem de produto. A decisão é do juiz Leandro Paasch da Comarca local. Mesmo com a embalagem já aberta, a Justiça deu ganho de causa para a família.

Conforme os autos, em 2012 uma moradora da cidade comprou um sachê de extrato de tomate em um mercado, o abriu com um “leve corte” e usou para alimentação dela, do marido e do filho menor de idade. Após, o produto foi acondicionado em geladeira e depois de dois dias a vítima tentou retirar o extrato de tomate pelo espaço aberto anteriormente, mas não conseguiu, pois “algo” estaria obstruindo a saída. Então, ela forçou “e saiu um negócio escuro, inseto/lesma do pacote”. Imediatamente ela levou o produto para a Vigilância Sanitária de Ipumirim.
O material, então, foi encaminhado para o laboratório de uma universidade para análises. Uma testemunha informou que “não dava para constatar o que era, mas havia um corpo estranho, que não tiraram o corpo estranho da embalagem durante o manuseio, pois o mesmo estava entalado”. A descrição “entalado” permitiu à Justiça concluir que o molusco era maior que o tamanho da abertura da embalagem feito pela vítima, e por isso o “corpo estranho” não teria sido introduzido após o corte da embalagem.

Posteriormente, o laudo do produto assinado por uma universidade apresentou a seguinte conclusão: “presença macroscópica e microscópica de corpo estranho, sendo identificado excrementos de insetos ou de outro material animal com oito centímetros de comprimento por três de largura”. Mas não ficou claro que tipo de inseto ou molusco era, mas as características apontaram para um espécie de lesma.

Diante do caso, o juiz decidiu que “analisando as circunstâncias, o fato de um dos autores sem menor de idade, a notícia de que não é a primeira vez que um objeto estranho é encontrado nos produtos da referida empresa, entendo justo arbitrar em R$ 8 mil o valor da compensação para cada um dos três autores (mãe, pai e filho)”. Ainda está relacionada correção monetária e juros, junto aos R$ 24 mil. A empresa de extrato de tomate também foi condenada a pagar as custas processuais e honorários advocatícios.O advogado Willian Fabry, que ingressou com a ação, explica que a decisão foi da Comarca local e ainda cabe recurso.

Mais casos

Em 2013, um aposentado de Xanxerê informou que teria encontrado uma lesma dentro de um pacote de extrato de tomate. O material foi encaminhado para análise após ser vinculado na Ric Record. Mas os casos não pararam por aí. Em Campo Grande, Mato Grosso, uma família afirmou que um “tipo de lesma” estava na embalagem de extrato de tomate, também em 2013. No mesmo ano, uma moradora da cidade paulista de Franca informou que um material estranho estava dentro do pacote de extrato de tomate que ela havia comprado. O corpo estranho foi encaminhado para análise, sob suspeita de ser uma espécie de sapo. Em nota, a empresa afirmou que “embalagens como as de sachês podem sofrer danos que ocasionam a entrada de ar no produto, deixando-o vulnerável para o desenvolvimento de micro-organismos”.

Barata achada em pepinos

Este não é o primeiro caso de “coisas estranhas” em produtos no Vale da Produção. Há cerca de três anos um morador de Lindóia do Sul ficou surpreso ao encontrar uma barata em uma conserva de pepinos. O produto estava lacrado e não havia suspeita de fraude, sendo que era possível ver o inseto. Fotos foram tiradas e o consumidor entrou na Justiça contra a empresa. O repórter de O Jornal foi procurado à época pela vítima para fotografar o fato e constatou ser verídica a situação. O processo, agora, corre pela Comarca de Ipumirim, mas ainda não há desfecho.

Em conversa com a reportagem de O Jornal, a vítima informou que antes de ingressar judicialmente tentou, sem sucesso, contato com a empresa para que explicasse o ocorrido. Segundo ele, o proprietário chegou a debochar da situação e diante disso ele resolveu acionar a Justiça. “Ele (dono da empresa) me disse que poderia ser uma broca. Mas era uma barata grande, como as fotos provam e todos viram”, descreve. O vidro lacrado com os pepinos e a barata foi levado ao Fórum de Ipumirim.

Mas as histórias de “corpo estranho” não pararam por aí. Outros dois casos chamam a atenção por desrespeito ao consumidor. No primeiro, um morador ipumirinense apresentou fotos de uma lagarta, já “seca”, em uma lasanha adquirida em um estabelecimento. No outro, um consumidor, morador de Lindóia do Sul, em viagem pelo Paraná, teria achado uma espécie de larva em meio a teias semelhantes à de aranhas em um chocolate. Nestas duas situações, nenhuma das vítimas procurou indenização.

Fonte: Juliane Rell