Política

04 out 21 | 16h22 Por Jocimar Soares

Procuradoria do TRE dá parecer favorável à condenação do prefeito e vice de Xavantina

Decisão foi publicada no último dia 27 e Tribunal Regional Eleitoral deve julgar o caso nos próximos meses

Procuradoria do TRE dá parecer favorável à condenação do prefeito e vice de Xavantina
Imprimir

A Procuradorira Regional Eleitoral de Santa Catarina desproveu o recurso da defesa do prefeito e vice eleitos em Xavantina e recomenda a cassação do diploma de Ari Parisoto e Ariel Malacarne pelo crime de compra de votos nas eleições municipais de 2020. Esse parecer, assinado pelo procurador Antré Stefani Bertuol, foi publicado no úlitmo dia 27. Agora, o pleno do Tribunal Regional Eleitoral deverá fazer o julgamento até o fim do ano. 


Conforme já informado pela Aliança FM, os atuais gestores desse município, mais Mauro Junes Poletto e Elizeo Pinzetta, que trabalharam na campanha política para a chapa vencedora, foram denunciados pelos crimes de compra de voto e abuso do poder econômico relativo ao pleito do ano passado. Todos haviam sido condenados pela Justiça Eleitoral de Seara no mês de maio desse ano a perda do diploma, a ficarem inelegíveis, pagamento de multa e realização de novas eleições. Dessa decisão, houve recurso no TRE em Florianópolis. Com a condenação de primeira instância, prefeito e vice perderiam os mandatos e ficariam inelegíveis por até oito anos, além do pagamento de multa. Nesse momento, os atuais administradores permanecem nos cargos.


Em sua decisão, André Stefani Bertuol destaca que "considerando o tamanho do município e o número de votos válidos, a desiguladade na disputa eleitoral, gerada pelo uso do poder econômico na prática de captação ilícita, torna a gravidade da conduta e sua influência no resultado do pleito indiscutível (...)". 


O procurador ainda sustenta que "Ari, o candidato a prefeito, tinha pleno conhecimento da prática ilícita e com ela anuiu, haja vista o liame demonstrado nos autos entre os representados, bem como a proximidades entre eles (...). Conforme os autos, uma parte dos envolvidos visitava as famílias para levantar o número de votos e a outra vinha depois oferecendo vantagem financeira em troca de votos.


O procurador, por sua vez, não descreve a participação do vice-prefeito, Ariel Malacarne nos fatos narrados. Mas como ele fez parte da chapa vencedora, também se beneficiou do esquema.


04 out 21 | 16h22 Por Jocimar Soares

Procuradoria do TRE dá parecer favorável à condenação do prefeito e vice de Xavantina

Decisão foi publicada no último dia 27 e Tribunal Regional Eleitoral deve julgar o caso nos próximos meses

Procuradoria do TRE dá parecer favorável à condenação do prefeito e vice de Xavantina

A Procuradorira Regional Eleitoral de Santa Catarina desproveu o recurso da defesa do prefeito e vice eleitos em Xavantina e recomenda a cassação do diploma de Ari Parisoto e Ariel Malacarne pelo crime de compra de votos nas eleições municipais de 2020. Esse parecer, assinado pelo procurador Antré Stefani Bertuol, foi publicado no úlitmo dia 27. Agora, o pleno do Tribunal Regional Eleitoral deverá fazer o julgamento até o fim do ano. 


Conforme já informado pela Aliança FM, os atuais gestores desse município, mais Mauro Junes Poletto e Elizeo Pinzetta, que trabalharam na campanha política para a chapa vencedora, foram denunciados pelos crimes de compra de voto e abuso do poder econômico relativo ao pleito do ano passado. Todos haviam sido condenados pela Justiça Eleitoral de Seara no mês de maio desse ano a perda do diploma, a ficarem inelegíveis, pagamento de multa e realização de novas eleições. Dessa decisão, houve recurso no TRE em Florianópolis. Com a condenação de primeira instância, prefeito e vice perderiam os mandatos e ficariam inelegíveis por até oito anos, além do pagamento de multa. Nesse momento, os atuais administradores permanecem nos cargos.


Em sua decisão, André Stefani Bertuol destaca que "considerando o tamanho do município e o número de votos válidos, a desiguladade na disputa eleitoral, gerada pelo uso do poder econômico na prática de captação ilícita, torna a gravidade da conduta e sua influência no resultado do pleito indiscutível (...)". 


O procurador ainda sustenta que "Ari, o candidato a prefeito, tinha pleno conhecimento da prática ilícita e com ela anuiu, haja vista o liame demonstrado nos autos entre os representados, bem como a proximidades entre eles (...). Conforme os autos, uma parte dos envolvidos visitava as famílias para levantar o número de votos e a outra vinha depois oferecendo vantagem financeira em troca de votos.


O procurador, por sua vez, não descreve a participação do vice-prefeito, Ariel Malacarne nos fatos narrados. Mas como ele fez parte da chapa vencedora, também se beneficiou do esquema.