Opinião

12 mar 21 | 6h58

Um ano de Covid-19 e a pandemia piorou. Tá faltando atitude?

Um ano de Covid-19 e a pandemia piorou. Tá faltando atitude?
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Algum dia você imaginou que estaríamos vivendo algo como agora? A impressão que a gente geralmente tem, é a de que coisas catastróficas só acontecem “longe”. A impressão é a de que aqui não vai chegar... Mas, vivemos dias difíceis, cruéis e de angústia. Estamos vivendo o pior momento dessa pandemia. Sim, pessoas aguardando leitos de internação, precisando de oxigênio, precisando de vagas em UTIs, pedindo uma “vaga para a vida”. É fato, a pandemia chegou até nós e o pior é que está a cada dia mais grave.

 

Já parou pra pensar que a Covid-19 começou a nos assustar há um ano? Sim, estamos convivendo com notícias ruins e tristes desde março de 2020. No dia 16 de março do ano passado o Governo de SC anunciava a paralisação das aulas presenciais, que aconteceria dias depois, no dia 19. Santa Catarina registrava naquele dia, sete casos de Coronavírus. Poucos dias depois veio o decreto de situação de emergência, já com mais de 200 pessoas contaminadas. Em seguida, paralisação de muitas atividades e medidas de distanciamento social. Quase tudo fechado por 27 dias.

 

Logo depois, ao longo dos meses, lemos, assistimos e ouvimos discursos de que as medidas de distanciamento, a paralisação antecipada, mostravam resultados positivos. Sim, o governo sempre exaltou as medidas. O tempo foi passando, atividades foram sendo retomadas, sempre com regras, mas voltaram praticamente ao normal. E claro, tinham que voltar mesmo, afinal todos precisam trabalhar, fazer a economia girar, mas tenho alguns questionamentos.

 

O fato é que completamos um ano de pandemia e o vírus está aí, mais forte, mais cruel e mais transmissível. Tenho lido muita coisa a respeito de medidas adotadas e resultados. Os especialistas, não governantes, mas sim os médicos e cientistas, têm afirmado que a forma de frear o contágio e dar fôlego aos Hospitais, é restringindo a circulação de pessoas por pelo menos 14 dias.  

 

Sim, tem a economia, o trabalhador, o menos favorecido que precisa trabalhar. É difícil meter a caneta e parar tudo, mas, repito, segundo os especialistas, é uma das formas de amenizar o problema. Tem gente morrendo todos os dias e precisamos pensar nisso. Ou em 14 dias se amplia leitos de enfermaria e de UTIs e se contrata profissionais de saúde rapidinho? Sabemos que não!!

 

Sobre os questionamentos, os que faço são os seguintes:


1 – O governo estadual exaltava o resultado da paralisação, quase total, no ano passado. Agora que tem gente na fila de espera por leitos, as medidas exaltadas não valem mais?

 

2 – A paralisação das atividades não essenciais por 14 dias, como pedem especialistas e até o Ministério Público, pode acontecer?

 

3 – Se a paralisação for realmente feita, se há essa possibilidade, se o governo está pensando nisso, por que esperar tanto e arriscar mais vidas?

 

Nós, cidadãos, precisamos respeitar as regras, precisamos ter empatia e não brincar com o problema. Devemos fazer nossa parte! Mas penso que vivemos um momento que requer medidas e atitudes mais firmes dos gestores públicos. Em um ano poderiam ter se preparado para oferecer mais estrutura. O vírus nunca deu sinais que estava de partida, ele só se fortaleceu!


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Cristiano Mortari
Conexão Regional

12 mar 21 | 6h58 Por Cristiano Mortari

Um ano de Covid-19 e a pandemia piorou. Tá faltando atitude?

Um ano de Covid-19 e a pandemia piorou. Tá faltando atitude?

Algum dia você imaginou que estaríamos vivendo algo como agora? A impressão que a gente geralmente tem, é a de que coisas catastróficas só acontecem “longe”. A impressão é a de que aqui não vai chegar... Mas, vivemos dias difíceis, cruéis e de angústia. Estamos vivendo o pior momento dessa pandemia. Sim, pessoas aguardando leitos de internação, precisando de oxigênio, precisando de vagas em UTIs, pedindo uma “vaga para a vida”. É fato, a pandemia chegou até nós e o pior é que está a cada dia mais grave.

 

Já parou pra pensar que a Covid-19 começou a nos assustar há um ano? Sim, estamos convivendo com notícias ruins e tristes desde março de 2020. No dia 16 de março do ano passado o Governo de SC anunciava a paralisação das aulas presenciais, que aconteceria dias depois, no dia 19. Santa Catarina registrava naquele dia, sete casos de Coronavírus. Poucos dias depois veio o decreto de situação de emergência, já com mais de 200 pessoas contaminadas. Em seguida, paralisação de muitas atividades e medidas de distanciamento social. Quase tudo fechado por 27 dias.

 

Logo depois, ao longo dos meses, lemos, assistimos e ouvimos discursos de que as medidas de distanciamento, a paralisação antecipada, mostravam resultados positivos. Sim, o governo sempre exaltou as medidas. O tempo foi passando, atividades foram sendo retomadas, sempre com regras, mas voltaram praticamente ao normal. E claro, tinham que voltar mesmo, afinal todos precisam trabalhar, fazer a economia girar, mas tenho alguns questionamentos.

 

O fato é que completamos um ano de pandemia e o vírus está aí, mais forte, mais cruel e mais transmissível. Tenho lido muita coisa a respeito de medidas adotadas e resultados. Os especialistas, não governantes, mas sim os médicos e cientistas, têm afirmado que a forma de frear o contágio e dar fôlego aos Hospitais, é restringindo a circulação de pessoas por pelo menos 14 dias.  

 

Sim, tem a economia, o trabalhador, o menos favorecido que precisa trabalhar. É difícil meter a caneta e parar tudo, mas, repito, segundo os especialistas, é uma das formas de amenizar o problema. Tem gente morrendo todos os dias e precisamos pensar nisso. Ou em 14 dias se amplia leitos de enfermaria e de UTIs e se contrata profissionais de saúde rapidinho? Sabemos que não!!

 

Sobre os questionamentos, os que faço são os seguintes:


1 – O governo estadual exaltava o resultado da paralisação, quase total, no ano passado. Agora que tem gente na fila de espera por leitos, as medidas exaltadas não valem mais?

 

2 – A paralisação das atividades não essenciais por 14 dias, como pedem especialistas e até o Ministério Público, pode acontecer?

 

3 – Se a paralisação for realmente feita, se há essa possibilidade, se o governo está pensando nisso, por que esperar tanto e arriscar mais vidas?

 

Nós, cidadãos, precisamos respeitar as regras, precisamos ter empatia e não brincar com o problema. Devemos fazer nossa parte! Mas penso que vivemos um momento que requer medidas e atitudes mais firmes dos gestores públicos. Em um ano poderiam ter se preparado para oferecer mais estrutura. O vírus nunca deu sinais que estava de partida, ele só se fortaleceu!


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