Opinião

14 mar 22 | 13h14

Que vire uma peça de museu!

Que vire uma peça de museu!
Imprimir

Enfim, o uso de máscara passou a ser facultativo em Santa Catarina. Trocando em miúdos, com exceção de alguns casos específicos (é recomendada em ambientes fechados em que não é possível manter o distanciamento, transporte público, hospitais e pessoas com sintomas da doença), a proteção facial não é mais obrigatória mediante Decreto Estadual. Quem quiser continuar usando, poderá fazê-lo, sem problema nenhum. Afinal de contas, a pandemia mudou comportamentos e padrões e não será pecado nenhum continuar se protegendo. Há quem diga - sem embasamento científico - que o uso da máscara nos últimos meses ajudou a diminuir a incidência das ditas gripes normais. Repito! É uma afirmação a olho nu e sem uma base de dados, apenas na observação.


Porém convém lembrar que a abolição da máscara não significa que a pandemia acabou. Há neste momento uma diminuição de novas ocorrências. Essa linha decrescente, sim, encontra fundamento no avanço da vacinação e nos cuidados que a população teve que adotar. Porém, convém lembrar que o vírus continua circulando e com potencial de criar novas variantes, cujo potencial de risco ainda não se sabe.


Queira Deus que a máscara seja permanentemente uma peça para ser exposta em museu, ou, no acervo particular de cada pessoa que a usou ou sofreu de alguma forma com os efeitos da doença. Assim, cada vez que ela for olhada, as lembranças de um período recentemente difícil da humanidade seja evocada e para que os erros (sejam eles quais forem - fica a critério de cada um a definção de "erros") cometidos antes ou durante a pandemia não sejam repetidos depois que isso tudo acabar em definitivo. 


Eu, particularmente, apesar de ter sofrido também os efeitos do coronavírus, não era fã da máscara. Não gostava de usar. Porém, partindo do princípio de que a minha vontade não pode comprometer o coletivo, eu usava. Tudo dentro do que diz a legislação vigente. A partir do momento em que houve a flexibilização que tornou facultativo o uso de máscara em locais abertos, também passei a não usar mais nesses espaços. A partir de agora, se algum espaço privado, por ventura, exigir o uso de máscara para adentrar no recinto, também respeitarei.


Por outro lado, reconheço que o uso de máscara - aliado à outros fatores como higiene, alcool em gel, distancianciamento social e afins - ajudou para que não tivessemos um quadro pior na pandemia. Também foi importante!


Por outro lado, a máscara foi uma espécie de ícone de discussões acaloradas através de redes sociais e na mídia tradicional, muitas com viés ideológico. Todas desnecessárias, afinal de contas o uso de máscara era obrigatório por lei. E legislação não se discute, se cumpre concordando ou não.


Mas enfim, a obrigatoriedade do uso de máscara deixou de existir. Que ela vire uma peça de museu para que as próximas gerações - independente da classe social - vejam e assimilem tudo que foi escrito e que estiverem nos livros de história lá do futuro e tenham um comportamento diferente se uma nova moléstia vier a provocar pânico mundial.

Jocimar Soares
Radar

Outras publicações

14 mar 22 | 13h14 Por Jocimar Soares

Que vire uma peça de museu!

Que vire uma peça de museu!

Enfim, o uso de máscara passou a ser facultativo em Santa Catarina. Trocando em miúdos, com exceção de alguns casos específicos (é recomendada em ambientes fechados em que não é possível manter o distanciamento, transporte público, hospitais e pessoas com sintomas da doença), a proteção facial não é mais obrigatória mediante Decreto Estadual. Quem quiser continuar usando, poderá fazê-lo, sem problema nenhum. Afinal de contas, a pandemia mudou comportamentos e padrões e não será pecado nenhum continuar se protegendo. Há quem diga - sem embasamento científico - que o uso da máscara nos últimos meses ajudou a diminuir a incidência das ditas gripes normais. Repito! É uma afirmação a olho nu e sem uma base de dados, apenas na observação.


Porém convém lembrar que a abolição da máscara não significa que a pandemia acabou. Há neste momento uma diminuição de novas ocorrências. Essa linha decrescente, sim, encontra fundamento no avanço da vacinação e nos cuidados que a população teve que adotar. Porém, convém lembrar que o vírus continua circulando e com potencial de criar novas variantes, cujo potencial de risco ainda não se sabe.


Queira Deus que a máscara seja permanentemente uma peça para ser exposta em museu, ou, no acervo particular de cada pessoa que a usou ou sofreu de alguma forma com os efeitos da doença. Assim, cada vez que ela for olhada, as lembranças de um período recentemente difícil da humanidade seja evocada e para que os erros (sejam eles quais forem - fica a critério de cada um a definção de "erros") cometidos antes ou durante a pandemia não sejam repetidos depois que isso tudo acabar em definitivo. 


Eu, particularmente, apesar de ter sofrido também os efeitos do coronavírus, não era fã da máscara. Não gostava de usar. Porém, partindo do princípio de que a minha vontade não pode comprometer o coletivo, eu usava. Tudo dentro do que diz a legislação vigente. A partir do momento em que houve a flexibilização que tornou facultativo o uso de máscara em locais abertos, também passei a não usar mais nesses espaços. A partir de agora, se algum espaço privado, por ventura, exigir o uso de máscara para adentrar no recinto, também respeitarei.


Por outro lado, reconheço que o uso de máscara - aliado à outros fatores como higiene, alcool em gel, distancianciamento social e afins - ajudou para que não tivessemos um quadro pior na pandemia. Também foi importante!


Por outro lado, a máscara foi uma espécie de ícone de discussões acaloradas através de redes sociais e na mídia tradicional, muitas com viés ideológico. Todas desnecessárias, afinal de contas o uso de máscara era obrigatório por lei. E legislação não se discute, se cumpre concordando ou não.


Mas enfim, a obrigatoriedade do uso de máscara deixou de existir. Que ela vire uma peça de museu para que as próximas gerações - independente da classe social - vejam e assimilem tudo que foi escrito e que estiverem nos livros de história lá do futuro e tenham um comportamento diferente se uma nova moléstia vier a provocar pânico mundial.