Opinião

05 fev 21 | 16h37

Proibir circulação de veículos no calçadão, sou contra!

Proibir circulação de veículos no calçadão, sou contra!
Imprimir

Acho salutar a Administração Municipal de Concórdia estender o debate com a sociedade para discutir a regulamentação do uso do novo calçadão na Rua do Comércio. Em linhas gerais, entre outros fatores, está em jogo a discussão se será permitida ou não a passagem de veículos pelo local. Diante da vontade dos que forem ouvidos, a Prefeitura vai tomar a decisão. 


Sobre isso, eu já tenho uma opinião formada. Não que ela vá fazer a diferença nesse debate. Nem deve! Ela tem o mesmo peso de outras, que aprovam ou não essa ideia. Porém, a diferença é que tenho o microfone na mão e esse espaço de opinião, que hoje estreia aqui na página www.radioalianca.com.br. Com isso, não estou restrito somente às redes sociais, onde a população já está dando o seu sagrado pitaco.


No meu entendimento, o trânsito de veículos tem que continuar, sim, no calçadão da Rua do Comércio. Na minha concepção é que sem a passagem de carros, mesmo com as limitações mais restritas de velocidade, seria uma via a menos para o nosso já conturbado trânsito na área central de Concórdia. Por exemplo, se fechar o trecho do calçadão do entroncamento com a Getúlio Vargas até o cruzamento com a Dr Maruri, outras vias próximas receberiam a carga de veículos que por ali passam diariamente, como a Anita Garibaldi, Deputado Carlos Buchele, Adolfo Konder e Osvaldo Zandavalli. Nos chamados horários de pico, a já histórica falta de fluidez seria maior. Sem falar que, com o hipotético fechamento do calçadão para veículos, seria necessário dar uma volta considerável para acessar por exemplo a Leonel Mosele (Rua Coberta).


O projeto da revitalização do Calçadão da Rua do Comércio está em fase final e, inicialmente, contempla sim a passagem de carros. Concordo com algumas observações, lidas em algures, de que não há uma divisão física entre a via para carros, ciclofaixa e pedestres o que em tese poderia oferecer um certo risco. Porém, entendo que a Administração neste caso deve providenciar meios que tornem mais segura a coexistência de pedestres e carros neste local, assim como sempre ocorreu. Outra narrativa que eu li e essa não me comove é o fato de que após meses de calçadão trancado, os motoristas concordienses já teriam achado uma alternativa, cada um ao seu modo. Sobre isso, vou usar um termo simplório, "uma rua trancada é uma rua trancada". Lógico que alternativas tem que ser buscadas para esse fator momentâneo. A criação ou abertura de novas vias, acho que está fora de questão pelo custo.


Se a intenção é fazer com que o calçadão seja um local de convivência, a minha sugestão é com que neste momento o calçadão tenha o trânsito para veículos interrompido no começo da tarde dos sábados e só liberado na manhã da segunda-feira. Nos fins de semana, o calçadão seria integralmente dos pedestres. Qual é a sua opinião?

Jocimar Soares
Radar

Outras publicações

05 fev 21 | 16h37 Por Jocimar Soares

Proibir circulação de veículos no calçadão, sou contra!

Proibir circulação de veículos no calçadão, sou contra!

Acho salutar a Administração Municipal de Concórdia estender o debate com a sociedade para discutir a regulamentação do uso do novo calçadão na Rua do Comércio. Em linhas gerais, entre outros fatores, está em jogo a discussão se será permitida ou não a passagem de veículos pelo local. Diante da vontade dos que forem ouvidos, a Prefeitura vai tomar a decisão. 


Sobre isso, eu já tenho uma opinião formada. Não que ela vá fazer a diferença nesse debate. Nem deve! Ela tem o mesmo peso de outras, que aprovam ou não essa ideia. Porém, a diferença é que tenho o microfone na mão e esse espaço de opinião, que hoje estreia aqui na página www.radioalianca.com.br. Com isso, não estou restrito somente às redes sociais, onde a população já está dando o seu sagrado pitaco.


No meu entendimento, o trânsito de veículos tem que continuar, sim, no calçadão da Rua do Comércio. Na minha concepção é que sem a passagem de carros, mesmo com as limitações mais restritas de velocidade, seria uma via a menos para o nosso já conturbado trânsito na área central de Concórdia. Por exemplo, se fechar o trecho do calçadão do entroncamento com a Getúlio Vargas até o cruzamento com a Dr Maruri, outras vias próximas receberiam a carga de veículos que por ali passam diariamente, como a Anita Garibaldi, Deputado Carlos Buchele, Adolfo Konder e Osvaldo Zandavalli. Nos chamados horários de pico, a já histórica falta de fluidez seria maior. Sem falar que, com o hipotético fechamento do calçadão para veículos, seria necessário dar uma volta considerável para acessar por exemplo a Leonel Mosele (Rua Coberta).


O projeto da revitalização do Calçadão da Rua do Comércio está em fase final e, inicialmente, contempla sim a passagem de carros. Concordo com algumas observações, lidas em algures, de que não há uma divisão física entre a via para carros, ciclofaixa e pedestres o que em tese poderia oferecer um certo risco. Porém, entendo que a Administração neste caso deve providenciar meios que tornem mais segura a coexistência de pedestres e carros neste local, assim como sempre ocorreu. Outra narrativa que eu li e essa não me comove é o fato de que após meses de calçadão trancado, os motoristas concordienses já teriam achado uma alternativa, cada um ao seu modo. Sobre isso, vou usar um termo simplório, "uma rua trancada é uma rua trancada". Lógico que alternativas tem que ser buscadas para esse fator momentâneo. A criação ou abertura de novas vias, acho que está fora de questão pelo custo.


Se a intenção é fazer com que o calçadão seja um local de convivência, a minha sugestão é com que neste momento o calçadão tenha o trânsito para veículos interrompido no começo da tarde dos sábados e só liberado na manhã da segunda-feira. Nos fins de semana, o calçadão seria integralmente dos pedestres. Qual é a sua opinião?