Opinião

30 abr 21 | 7h59

Não há mais razão para os eventos não voltarem. Claro, com os devidos cuidados

Não há mais razão para os eventos não voltarem. Claro, com os devidos cuidados
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O único setor da economia regional e catarinense em que a roda não está girando é o de eventos. Com tudo parado há mais de um ano, os promotores de eventos, empresários do setor, artistas e músicos enxergam suas economias se esvaindo dia-após-dia e, na grande maioria dos casos, já estão no cheque especial faz tempo. O segmento agoniza, não há políticas públicas de incentivo e tampouco luz no final deste túnel.


No meu entendimento, já está mais do que na hora de o Governo do Estado rever o Decreto Estadual e flexibilizar a volta dos eventos, especialmente as feiras de negócios (temáticas) e exposições agropecuárias. Quem tem pensamento idêntico é o deputado estadual Sargento Lima, da bancada do PL. Recentemente, ele solicitou na ALESC para o Governo rever urgentemente a proibição linear acerca dos eventos. Exemplificou que somente quatro feiras, que não envolvem shows musicais e consumo de bebidas alcóolicas, estão deixando de movimentar anualmente na economia catarinense em torno de R$ 1,6 bilhão.


As feiras em questão são a Mercoagro, de Chapecó, a Intermac e a Interplast, de Joinville, e a Fenahabit, de Blumenau. Das quatro, a mais importante delas pelos impactos econômicos é a Mercoagro, que vai deixar de movimentar R$ 1,1 bilhão em negócios. Não menos importante, a Intermac, de Joinville, igualmente deixará de movimentar R$ 200 milhões, mesmo montante projetado para a Interplast. Já a feira de Blumenau, tinha expectativa de levantar a cifra de R$ 100 milhões em negócios.


Nenhuma dessas feiras apresentaria em sua programação oficial shows ou atrações artísticas. São eventos com o intuito único e exclusivo de demonstrar novas tendências em diversas áreas, lançamentos de produtos, novidades tecnológicas e fechar negócios.


Alguém precisa sensibilizar o COES (Centro de Operações de Emergência em Saúde) a analisar esse cenário e tomar a decisão de flexibilizar – urgentemente - os eventos dessa natureza. A decisão cabe ao COES, que teima em manter todo e qualquer tipo de evento suspenso. Ou avançamos e mudamos esse decreto ou ficaremos na iminência de promover “a maior quebradeira da história” no setor de feiras de negócios e exposições agropecuárias. Afinal, paciência tem limite e a das pessoas envolvidas no assunto já acabou – e faz tempo!

Lúcio Mauro
Passando a limpo

30 abr 21 | 7h59 Por Lúcio Mauro

Não há mais razão para os eventos não voltarem. Claro, com os devidos cuidados

Não há mais razão para os eventos não voltarem. Claro, com os devidos cuidados

O único setor da economia regional e catarinense em que a roda não está girando é o de eventos. Com tudo parado há mais de um ano, os promotores de eventos, empresários do setor, artistas e músicos enxergam suas economias se esvaindo dia-após-dia e, na grande maioria dos casos, já estão no cheque especial faz tempo. O segmento agoniza, não há políticas públicas de incentivo e tampouco luz no final deste túnel.


No meu entendimento, já está mais do que na hora de o Governo do Estado rever o Decreto Estadual e flexibilizar a volta dos eventos, especialmente as feiras de negócios (temáticas) e exposições agropecuárias. Quem tem pensamento idêntico é o deputado estadual Sargento Lima, da bancada do PL. Recentemente, ele solicitou na ALESC para o Governo rever urgentemente a proibição linear acerca dos eventos. Exemplificou que somente quatro feiras, que não envolvem shows musicais e consumo de bebidas alcóolicas, estão deixando de movimentar anualmente na economia catarinense em torno de R$ 1,6 bilhão.


As feiras em questão são a Mercoagro, de Chapecó, a Intermac e a Interplast, de Joinville, e a Fenahabit, de Blumenau. Das quatro, a mais importante delas pelos impactos econômicos é a Mercoagro, que vai deixar de movimentar R$ 1,1 bilhão em negócios. Não menos importante, a Intermac, de Joinville, igualmente deixará de movimentar R$ 200 milhões, mesmo montante projetado para a Interplast. Já a feira de Blumenau, tinha expectativa de levantar a cifra de R$ 100 milhões em negócios.


Nenhuma dessas feiras apresentaria em sua programação oficial shows ou atrações artísticas. São eventos com o intuito único e exclusivo de demonstrar novas tendências em diversas áreas, lançamentos de produtos, novidades tecnológicas e fechar negócios.


Alguém precisa sensibilizar o COES (Centro de Operações de Emergência em Saúde) a analisar esse cenário e tomar a decisão de flexibilizar – urgentemente - os eventos dessa natureza. A decisão cabe ao COES, que teima em manter todo e qualquer tipo de evento suspenso. Ou avançamos e mudamos esse decreto ou ficaremos na iminência de promover “a maior quebradeira da história” no setor de feiras de negócios e exposições agropecuárias. Afinal, paciência tem limite e a das pessoas envolvidas no assunto já acabou – e faz tempo!