Opinião

06 fev 22 | 10h09

Na eleição de Sopelsa como presidente da Alesc, Saretta surpreendeu com seu discurso!

Na eleição de Sopelsa como presidente da Alesc, Saretta surpreendeu com seu discurso!
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A semana que passou foi marcada por um fato de grande relevância para a política de Concórdia. A condução do deputado Moacir Sopelsa, do MDB, ao comando da Assembleia Legislativa. O veterano político, de 75 anos, está em seu sexto mandado no parlamento catarinense e agora ocupa o cargo máximo na Alesc. Ele foi vereador, secretário municipal e prefeito de Concórdia no início de sua carreira política. Além de deputado, Sopelsa também foi secretário de Estado da Agricultura em duas ocasiões nesse período.


Sopelsa chega ao comando da Alesc, com possibilidade de ser governador de Santa Catarina neste ano de eleições. Afinal de contas, depois de Carlos Moisés e Daniela Reihner, o ex-prefeito de Concórdia está em terceiro na hierarquia para o Executivo Estadual.


Há quem diga que este será o seu último ato de vida pública e a presidência da Alesc seria uma coroação. Também há quem aposte que não! Que Sopelsa pode surpreender e estar mais uma vez na urna neste ano. Justificativas para os dois caminhos não faltam e teríamos que dedicar um novo comentário para falar sobre isso.


Como já foi colocado pela Aliança FM, Sopelsa não é o primeiro representante da política de Concórdia a presidir a Alesc. O deputado estadual, Neodi Saretta, do PT, esteve nessa função no ano de 1998, antes de ser prefeito de Concórdia.


E veio de Saretta o segundo fato relevante na política concordiense e também estadual na abertura dos trabalhos legislativos na Alesc. Trata-se de seu discurso quando manifestou voto favorável à Sopelsa. Foi uma declaração gentil, inteligente e surpreendente dada à realidade local em que PT e MDB estão no cenário de Concórdia.


Em sua fala, Saretta dirigiu-se à Sopelsa dizendo "como conterrâneo, vejo com alegria sua candidatura. Estivemos em trincheiras políticas opostas, mas em todos esses anos aprendi a admirar e respeitar o deputado, que jamais ultrapassou os limites da civilidade e da cordialidade numa disputa política. Como concordiense, me sinto contemplado com a sua Presidência”, afirmou.


Um discurso grandioso, feito com o coração e, talvez, inédito na história da política de Concórdia.


Analiso isso como um ponto positivo que passou despercebido na política estadual, mas que não pode passar em branco na política de Concórdia, isso para quem acompanha no dia a dia. Afinal de contas, O MDB de Sopelsa e o PT de Saretta têm ideologias diferentes, uma forma de gestar também particular em si, são os maiores partidos de Concórdia e que sempre se enfrentam nas contendas municipais. São duas siglas gigantes em história e representatividade. 


Sem falar que Saretta e Sopelsa já estiveram frente a frente nas urnas nas eleições de 1992, vencida por Sopelsa. Saretta, aliás, ficou em terceiro nesta disputa, atrás de Ari Adamy e na frente de Fiorelo Ruviaro, também candidatos naquela época.


Apesar de todo esse contexto histórico que reveste o MDB e o PT de Concórdia e pelas posições ideológicas bem definidas, Saretta e Sopelsa sempre tiveram uma atuação harmoniosa no parlamento catarinense. Quem ganhou com isso foi a microrregião da Amauc. Um exemplo claro disso foi auxiliar na viabilização da revitalização e duplicação da Tancredo Neves.


A fala do Saretta, no que pese as diferenças políticas e históricas, lança um fio de esperança num futuro tão próximo em que teremos novas eleições. Já é sabido por todos que o país está polarizado entre esquerda e direita, simbolizadas por dois nomes. Não é de agora que essa conflagração existe. Ela ganhou um terreno fértil nas redes sociais, onde a atitudes inescrupulosas são manifestadas sem limites e passam a impressão de que somos um barril de pólvora prestes a explodir.


O discurso do deputado Neodi Saretta prova que é possível fazer uma política mais humana e mais racional, sem se despir do lado ideológico. Vale uma reflexão para quem busca se aproximar para somar ou trabalha para romper, já que a conveniência política está ficando inconveniente em alguns casos mais próximos.


 


Jocimar Soares
Radar

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06 fev 22 | 10h09 Por Jocimar Soares

Na eleição de Sopelsa como presidente da Alesc, Saretta surpreendeu com seu discurso!

Na eleição de Sopelsa como presidente da Alesc, Saretta surpreendeu com seu discurso!

A semana que passou foi marcada por um fato de grande relevância para a política de Concórdia. A condução do deputado Moacir Sopelsa, do MDB, ao comando da Assembleia Legislativa. O veterano político, de 75 anos, está em seu sexto mandado no parlamento catarinense e agora ocupa o cargo máximo na Alesc. Ele foi vereador, secretário municipal e prefeito de Concórdia no início de sua carreira política. Além de deputado, Sopelsa também foi secretário de Estado da Agricultura em duas ocasiões nesse período.


Sopelsa chega ao comando da Alesc, com possibilidade de ser governador de Santa Catarina neste ano de eleições. Afinal de contas, depois de Carlos Moisés e Daniela Reihner, o ex-prefeito de Concórdia está em terceiro na hierarquia para o Executivo Estadual.


Há quem diga que este será o seu último ato de vida pública e a presidência da Alesc seria uma coroação. Também há quem aposte que não! Que Sopelsa pode surpreender e estar mais uma vez na urna neste ano. Justificativas para os dois caminhos não faltam e teríamos que dedicar um novo comentário para falar sobre isso.


Como já foi colocado pela Aliança FM, Sopelsa não é o primeiro representante da política de Concórdia a presidir a Alesc. O deputado estadual, Neodi Saretta, do PT, esteve nessa função no ano de 1998, antes de ser prefeito de Concórdia.


E veio de Saretta o segundo fato relevante na política concordiense e também estadual na abertura dos trabalhos legislativos na Alesc. Trata-se de seu discurso quando manifestou voto favorável à Sopelsa. Foi uma declaração gentil, inteligente e surpreendente dada à realidade local em que PT e MDB estão no cenário de Concórdia.


Em sua fala, Saretta dirigiu-se à Sopelsa dizendo "como conterrâneo, vejo com alegria sua candidatura. Estivemos em trincheiras políticas opostas, mas em todos esses anos aprendi a admirar e respeitar o deputado, que jamais ultrapassou os limites da civilidade e da cordialidade numa disputa política. Como concordiense, me sinto contemplado com a sua Presidência”, afirmou.


Um discurso grandioso, feito com o coração e, talvez, inédito na história da política de Concórdia.


Analiso isso como um ponto positivo que passou despercebido na política estadual, mas que não pode passar em branco na política de Concórdia, isso para quem acompanha no dia a dia. Afinal de contas, O MDB de Sopelsa e o PT de Saretta têm ideologias diferentes, uma forma de gestar também particular em si, são os maiores partidos de Concórdia e que sempre se enfrentam nas contendas municipais. São duas siglas gigantes em história e representatividade. 


Sem falar que Saretta e Sopelsa já estiveram frente a frente nas urnas nas eleições de 1992, vencida por Sopelsa. Saretta, aliás, ficou em terceiro nesta disputa, atrás de Ari Adamy e na frente de Fiorelo Ruviaro, também candidatos naquela época.


Apesar de todo esse contexto histórico que reveste o MDB e o PT de Concórdia e pelas posições ideológicas bem definidas, Saretta e Sopelsa sempre tiveram uma atuação harmoniosa no parlamento catarinense. Quem ganhou com isso foi a microrregião da Amauc. Um exemplo claro disso foi auxiliar na viabilização da revitalização e duplicação da Tancredo Neves.


A fala do Saretta, no que pese as diferenças políticas e históricas, lança um fio de esperança num futuro tão próximo em que teremos novas eleições. Já é sabido por todos que o país está polarizado entre esquerda e direita, simbolizadas por dois nomes. Não é de agora que essa conflagração existe. Ela ganhou um terreno fértil nas redes sociais, onde a atitudes inescrupulosas são manifestadas sem limites e passam a impressão de que somos um barril de pólvora prestes a explodir.


O discurso do deputado Neodi Saretta prova que é possível fazer uma política mais humana e mais racional, sem se despir do lado ideológico. Vale uma reflexão para quem busca se aproximar para somar ou trabalha para romper, já que a conveniência política está ficando inconveniente em alguns casos mais próximos.