Opinião

11 jun 21 | 16h18

HSF publica nota contrapondo reunião do Executivo em Florianópolis

HSF publica nota contrapondo reunião do Executivo em Florianópolis
Imprimir

O Hospital São Francisco de Concórdia voltou a se manifestar sobre os impasses com o Poder Público Municipal em relação ao remanejamento de leitos de UTI para tratamento covid. Uma nota foi enviada para a imprensa na tarde desta sexta-feira, dia 11, em que a direção do hospital faz algumas ponderações sobre a viagem de representantes do Executivo Municipal para Florianópolis para discutir com o Estado sobre a disponibilidade desses leitos e os valores extra teto, que são recursos adicionais repassados ao hospital e pagos pelo município.


Conforme noticiado pela Aliança FM, esse encontro aconteceu no último dia 9 e a Secretaria de Estado da Saúde disse que não houve autorização para realizar a redução no número de leitos SUS para tratamento do coronavírus. Também não houve diminuição no valor mensal do Estado para a unidade hospitalar. O Executivo Municipal, representado também pelo prefeito Rogério Pacheco, disse que nos últimos meses já foram pagos mais de R$ 4 milhões de extra teto e esse montante pode chegar a R$ 10 milhões até o fim do ano.


Em nova nota (foto abaixo), publicada na tarde da sexta-feira, dia 11, o Hospital São Francisco de Concórdia disse receber com espanto a notícia dessa reunião ocorrida em Florianópolis e o debate desse assunto através da imprensa. 


Nesse comunicado, a instituição hospitalar enfatiza que enviou um ofício por e-mail para várias autoridades municipais e estaduais no dia 18 de maio desse ano, comunicando a decisão de converter o espaço onde funcionam seis leitos temporários de UTI em leitos de enfermaria clínica para pacientes de outras enfermidades, espaço hoje que comporta 12 leitos clínicos.


O Hospital São Francisco reforça nesse documento que a readequação foi "motivada pela necessidade de racionalizar a utilização dos recursos humanos disponíveis nos leitos clínicos, tendo em vista o crescimento das doenças não relacionadas ao covid, represadas nos últimos meses. A direção do hospital esclarece que esta iniciativa não implicou em desmobilização dos leitos de UTI, que continuarão equipados para eventual situação de retomada do aumento da demanda. Ou seja, o hospital nega o fechamento de leitos de UTI para pacientes covid sem aviso.


No documento, o hospital São Francisco informa que na última quinta-feira, dia 10, a casa de saúde apresentava 97% dos seus leitos ocupados, sendo que apenas 23% são de pacientes covid. Completa que não é "razoável, nem justificável do ponto de vista humanitário, reservar metade dos leitos do hospital para atendimento do que considera uma possível eventual terceira onda, em detrimento de pessoas com outras comorbidades".


Por fim, o Hospital São Francisco de Concórdia diz crer que as atitudes e iniciativas do Executivo tenham se originado de falha de comunicação e reitera disposição para dialogar com o Executivo Municipal para a busca de soluções.


Recentemente, o Hospital São Francisco também divulgou nota respondendo ao ofício do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Amauc, o CIS-Amauc sobre a destinação de leitos que até então estão credenciados para covid para tratamento de outras comorbidades. Tal fato gerou repercussão, inclusive tratado pela Aliança FM, e o HSF reiterou que isso se deve ao crescimento no número de atendimentos de outras doenças.


Jocimar Soares
Radar

Outras publicações

11 jun 21 | 16h18 Por Jocimar Soares

HSF publica nota contrapondo reunião do Executivo em Florianópolis

HSF publica nota contrapondo reunião do Executivo em Florianópolis

O Hospital São Francisco de Concórdia voltou a se manifestar sobre os impasses com o Poder Público Municipal em relação ao remanejamento de leitos de UTI para tratamento covid. Uma nota foi enviada para a imprensa na tarde desta sexta-feira, dia 11, em que a direção do hospital faz algumas ponderações sobre a viagem de representantes do Executivo Municipal para Florianópolis para discutir com o Estado sobre a disponibilidade desses leitos e os valores extra teto, que são recursos adicionais repassados ao hospital e pagos pelo município.


Conforme noticiado pela Aliança FM, esse encontro aconteceu no último dia 9 e a Secretaria de Estado da Saúde disse que não houve autorização para realizar a redução no número de leitos SUS para tratamento do coronavírus. Também não houve diminuição no valor mensal do Estado para a unidade hospitalar. O Executivo Municipal, representado também pelo prefeito Rogério Pacheco, disse que nos últimos meses já foram pagos mais de R$ 4 milhões de extra teto e esse montante pode chegar a R$ 10 milhões até o fim do ano.


Em nova nota (foto abaixo), publicada na tarde da sexta-feira, dia 11, o Hospital São Francisco de Concórdia disse receber com espanto a notícia dessa reunião ocorrida em Florianópolis e o debate desse assunto através da imprensa. 


Nesse comunicado, a instituição hospitalar enfatiza que enviou um ofício por e-mail para várias autoridades municipais e estaduais no dia 18 de maio desse ano, comunicando a decisão de converter o espaço onde funcionam seis leitos temporários de UTI em leitos de enfermaria clínica para pacientes de outras enfermidades, espaço hoje que comporta 12 leitos clínicos.


O Hospital São Francisco reforça nesse documento que a readequação foi "motivada pela necessidade de racionalizar a utilização dos recursos humanos disponíveis nos leitos clínicos, tendo em vista o crescimento das doenças não relacionadas ao covid, represadas nos últimos meses. A direção do hospital esclarece que esta iniciativa não implicou em desmobilização dos leitos de UTI, que continuarão equipados para eventual situação de retomada do aumento da demanda. Ou seja, o hospital nega o fechamento de leitos de UTI para pacientes covid sem aviso.


No documento, o hospital São Francisco informa que na última quinta-feira, dia 10, a casa de saúde apresentava 97% dos seus leitos ocupados, sendo que apenas 23% são de pacientes covid. Completa que não é "razoável, nem justificável do ponto de vista humanitário, reservar metade dos leitos do hospital para atendimento do que considera uma possível eventual terceira onda, em detrimento de pessoas com outras comorbidades".


Por fim, o Hospital São Francisco de Concórdia diz crer que as atitudes e iniciativas do Executivo tenham se originado de falha de comunicação e reitera disposição para dialogar com o Executivo Municipal para a busca de soluções.


Recentemente, o Hospital São Francisco também divulgou nota respondendo ao ofício do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Amauc, o CIS-Amauc sobre a destinação de leitos que até então estão credenciados para covid para tratamento de outras comorbidades. Tal fato gerou repercussão, inclusive tratado pela Aliança FM, e o HSF reiterou que isso se deve ao crescimento no número de atendimentos de outras doenças.