Opinião

23 abr | 16h22 Por Rádio Aliança

Expo Concórdia: Os expositores locais poderiam ter mais espaços

De um lado, a CCO argumenta a isonomia nos critérios por ser evento público. Do outro, os expositores que estão na fila.

Expo Concórdia: Os expositores locais poderiam ter mais espaços
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O critério adotado pela Comissão Central Organizadora da Expo Concórdia para a definição dos expositores e espaços no Parque de Exposições tem gerado alguns questionamentos pela internet. O assunto, óbvio, ganhou as redes sociais nos últimos dias. Hoje pela parte da manhã o secretário Municipal do Desenvolvimento Econômico e Turismo e presidente da Comissão Central Organizadora, Wágner Simioni, também falou sobre esse assunto em entrevista no Jornal Primeira Hora desta terça-feira, dia 23.


Os principais pontos colocados por alguns empresários se resumem no fato destes terem ficado sem espaço ou contemplados, mediante sorteio, com estandes considerados "inadequados" para o negócio ou produto que eles pretendem mostrar no evento.


No Edital de Credenciamento, a comissão organizadora assegura que 70% dos espaços destinados para expositores foram reservados para empresas do município. Por outro lado, subentende-se que 30% desses são para as empresas de outras cidades.


As empresas que tiveram representantes no ato de lançamento, no último dia 12, fizeram um pré-cadastramento, onde receberam uma senha e, mediante sorteio, escolheram os espaços onde estarão expondo no mês de setembro, na Expo Concórdia.


Conforme a CCO, todos os espaços já estão reservados e 40 empresas estão na fila de espera - boa parte é de Concórdia - aguardando uma possível desistência. Ou seja, muitos expositores não terão a oportunidade de participar, pelo menos, dessa Expo 2019.


De acordo com o secretário Wágner Simioni, em entrevista hoje pela parte da manhã, a Comissão Organizadora deliberou pelo sorteio dos estandes entre os credenciados para fazer o processo da maneira mais justa e sem direcionamentos. É um entendimento e isso não é errado! E sobre esse entendimento, tomou-se essa decisão!


Por outro lado, analisando a história, não é novidade o fato de uma Expo não conseguir contemplar todos os interessados e gerar questionamentos em relação ao espaço para exposição de determinadas empresas ou produtos. Isso sempre existiu em variáveis proporções em eventos anteriores.


Há várias manifestações sobre o que deveria ser feito em relação aos expositores para o evento de 2019. Uma delas passa a ter a minha concordância. Essa tese versa de que a Comissão Central Organizadora poderia priorizar ao máximo os expositores do município e os espaços que vierem a sobrar, serem ofertados para empresas de fora. No meu entendimento, isso é perfeitamente possível. Na prática, reconheço, essa garantia não iria contemplar todos os empresários de Concórdia interessados em expor, haja vista que já são 40 empresas na fila de espera hoje. Mas certamente, iria evitar questionamentos de toda ordem sobre a reserva de vagas para expositores de outras cidades, o que já está  acontecendo!


Pode soar como algo "protecionista" e que vá contra a premissa da isonomia, tão apregoada e praticada pela organização da Expo Concórdia no trato com os empresários. Mas penso que limitar os espaços destinados para os expositores de Concórdia, é deixar de dar mais abrangência para quem arrecada, gera emprego e faz a economia da cidade girar. É apenas um ponto de vista!

 

A Expo Concórdia 2019 é uma retomada depois de seis anos de ausência. Como toda retomada, ajustes sempre são demandados. Porém, os questionamentos feitos nas redes sociais sobre a distribuição dos espaços para exposição não deixam de ser uma lição para a próxima expofeira. Porém, entendo que isso não pode redundar em um desgaste desnecessário para o evento, que já está recheado de expectativas.

23 abr | 16h22 Por Rádio Aliança

Expo Concórdia: Os expositores locais poderiam ter mais espaços

De um lado, a CCO argumenta a isonomia nos critérios por ser evento público. Do outro, os expositores que estão na fila.

Expo Concórdia: Os expositores locais poderiam ter mais espaços

O critério adotado pela Comissão Central Organizadora da Expo Concórdia para a definição dos expositores e espaços no Parque de Exposições tem gerado alguns questionamentos pela internet. O assunto, óbvio, ganhou as redes sociais nos últimos dias. Hoje pela parte da manhã o secretário Municipal do Desenvolvimento Econômico e Turismo e presidente da Comissão Central Organizadora, Wágner Simioni, também falou sobre esse assunto em entrevista no Jornal Primeira Hora desta terça-feira, dia 23.


Os principais pontos colocados por alguns empresários se resumem no fato destes terem ficado sem espaço ou contemplados, mediante sorteio, com estandes considerados "inadequados" para o negócio ou produto que eles pretendem mostrar no evento.


No Edital de Credenciamento, a comissão organizadora assegura que 70% dos espaços destinados para expositores foram reservados para empresas do município. Por outro lado, subentende-se que 30% desses são para as empresas de outras cidades.


As empresas que tiveram representantes no ato de lançamento, no último dia 12, fizeram um pré-cadastramento, onde receberam uma senha e, mediante sorteio, escolheram os espaços onde estarão expondo no mês de setembro, na Expo Concórdia.


Conforme a CCO, todos os espaços já estão reservados e 40 empresas estão na fila de espera - boa parte é de Concórdia - aguardando uma possível desistência. Ou seja, muitos expositores não terão a oportunidade de participar, pelo menos, dessa Expo 2019.


De acordo com o secretário Wágner Simioni, em entrevista hoje pela parte da manhã, a Comissão Organizadora deliberou pelo sorteio dos estandes entre os credenciados para fazer o processo da maneira mais justa e sem direcionamentos. É um entendimento e isso não é errado! E sobre esse entendimento, tomou-se essa decisão!


Por outro lado, analisando a história, não é novidade o fato de uma Expo não conseguir contemplar todos os interessados e gerar questionamentos em relação ao espaço para exposição de determinadas empresas ou produtos. Isso sempre existiu em variáveis proporções em eventos anteriores.


Há várias manifestações sobre o que deveria ser feito em relação aos expositores para o evento de 2019. Uma delas passa a ter a minha concordância. Essa tese versa de que a Comissão Central Organizadora poderia priorizar ao máximo os expositores do município e os espaços que vierem a sobrar, serem ofertados para empresas de fora. No meu entendimento, isso é perfeitamente possível. Na prática, reconheço, essa garantia não iria contemplar todos os empresários de Concórdia interessados em expor, haja vista que já são 40 empresas na fila de espera hoje. Mas certamente, iria evitar questionamentos de toda ordem sobre a reserva de vagas para expositores de outras cidades, o que já está  acontecendo!


Pode soar como algo "protecionista" e que vá contra a premissa da isonomia, tão apregoada e praticada pela organização da Expo Concórdia no trato com os empresários. Mas penso que limitar os espaços destinados para os expositores de Concórdia, é deixar de dar mais abrangência para quem arrecada, gera emprego e faz a economia da cidade girar. É apenas um ponto de vista!

 

A Expo Concórdia 2019 é uma retomada depois de seis anos de ausência. Como toda retomada, ajustes sempre são demandados. Porém, os questionamentos feitos nas redes sociais sobre a distribuição dos espaços para exposição não deixam de ser uma lição para a próxima expofeira. Porém, entendo que isso não pode redundar em um desgaste desnecessário para o evento, que já está recheado de expectativas.