Opinião

16 jan 22 | 16h57

É preciso se despir do poscionamento para não ser uma metralhadora giratória

É preciso se despir do poscionamento para não ser uma metralhadora giratória
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É sério! Me chama a atenção a reação de algumas pessoas cada vez que é publicado uma notícia sobre a pandemia, que infelizmente está em fase de retomada no Brasil. Dias atrás, foi noticiado no site da Aliança FM e levado ao ar na mesma emissora uma matéria sobre o número total de casos de coronavírus e seus desdobramentos nos 12 meses do ano passado. Com base na pesquisa dos boletins diários, foi feito um recorte do comportamento da doença em 2021 e uma comparação com 2020.


Portanto é uma matéria jornalística no sentido analítico, visando dar uma dimensão através dos números como foi a pandemia em seu segundo ano de atuação. Entretanto, como foi enfáticamente frisado na públicação, o primeiro semestre do ano passado teve uma explosão de casos. Já a segunda parte de 2021 foi marcada por uma forte redução. O que de fato aconteceu e isso foi traduzido em números! 


É uma matéria do comportamento da pandemia, em forma de balanço do que aconteceu em 2021. Assim como foi feito balanço do crescimento da frota de veículos em Concórdia nesse período em comparação com 2020, do mesmo modo foi realizada a abordagem do crescimento no número de empresas nos últimos 12 meses e feita a comparação com o ano anterior. Teve até matéria do volume de chuva em todo o ano passado. Portanto, apenas um balanço. Algo comum em fim ou início de cada ano. Afinal de contas, são os números que mostram e retratam uma sociedade em determinados períodos, nesse caso dividido em 12 meses.


Mas voltando ao assunto, o que era para ser apenas um balanço do comportamento da pandemia em 2021, virou uma discussão desnecessária de pessoas que não quiseram entender o sentido da matéria. Sabe-se lá Deus o por quê.


"Que sem noção, matéria antiga! Qual o objetivo de publicar isso agora, mídia lixo, isso é do primeiro semestre do ano passado, isso já passou". Inclusive foram publicadas ofensas ao redador da matéria.


Claro que não se pode rebater de imediato uma crítica, seja ela de quem for e da maneira que ela foi proferida. Para um profissional da comunicação, saber assimilar, sintetizar, refletir e entender as circunstâncias em que a puxada de orelha foi feita é o mínimo que se espera. E foi isso que aconteceu. Infelizmente, esse período de análise não chegou a uma conclusão definitiva. Somente conjecturas e achismos, que não carecem de serem publicadas.


É importante as pessoas terem posições e opiniões, claro que é! Não importa se é lado A ou lado B, todo mundo tem que ter um posicionamento. Alguns fazem questão de mostrar, seja em redes sociais ou conversa de botequim. Já outros preferem ser mais reservados.


Entretanto, a defesa fervorosa de um posicionamento, seja ele qual for, faz com que com que muitas vezes chifre seja colocado em cabeça de cavalo e não se pode incorrer nesse erro. Para mergulhar em um conteúdo, é preciso migrar para o campo da isenção, depois voltar para a sua trincheira e fazer o devido filtro. Assim, haverá mais tempo para a reflexão e o risco de dissabores cai drasticamente. Caso contrário, as metralhadoras giratórias vão continuar disparando à esmo.






 


Jocimar Soares
Radar

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16 jan 22 | 16h57 Por Jocimar Soares

É preciso se despir do poscionamento para não ser uma metralhadora giratória

É preciso se despir do poscionamento para não ser uma metralhadora giratória

É sério! Me chama a atenção a reação de algumas pessoas cada vez que é publicado uma notícia sobre a pandemia, que infelizmente está em fase de retomada no Brasil. Dias atrás, foi noticiado no site da Aliança FM e levado ao ar na mesma emissora uma matéria sobre o número total de casos de coronavírus e seus desdobramentos nos 12 meses do ano passado. Com base na pesquisa dos boletins diários, foi feito um recorte do comportamento da doença em 2021 e uma comparação com 2020.


Portanto é uma matéria jornalística no sentido analítico, visando dar uma dimensão através dos números como foi a pandemia em seu segundo ano de atuação. Entretanto, como foi enfáticamente frisado na públicação, o primeiro semestre do ano passado teve uma explosão de casos. Já a segunda parte de 2021 foi marcada por uma forte redução. O que de fato aconteceu e isso foi traduzido em números! 


É uma matéria do comportamento da pandemia, em forma de balanço do que aconteceu em 2021. Assim como foi feito balanço do crescimento da frota de veículos em Concórdia nesse período em comparação com 2020, do mesmo modo foi realizada a abordagem do crescimento no número de empresas nos últimos 12 meses e feita a comparação com o ano anterior. Teve até matéria do volume de chuva em todo o ano passado. Portanto, apenas um balanço. Algo comum em fim ou início de cada ano. Afinal de contas, são os números que mostram e retratam uma sociedade em determinados períodos, nesse caso dividido em 12 meses.


Mas voltando ao assunto, o que era para ser apenas um balanço do comportamento da pandemia em 2021, virou uma discussão desnecessária de pessoas que não quiseram entender o sentido da matéria. Sabe-se lá Deus o por quê.


"Que sem noção, matéria antiga! Qual o objetivo de publicar isso agora, mídia lixo, isso é do primeiro semestre do ano passado, isso já passou". Inclusive foram publicadas ofensas ao redador da matéria.


Claro que não se pode rebater de imediato uma crítica, seja ela de quem for e da maneira que ela foi proferida. Para um profissional da comunicação, saber assimilar, sintetizar, refletir e entender as circunstâncias em que a puxada de orelha foi feita é o mínimo que se espera. E foi isso que aconteceu. Infelizmente, esse período de análise não chegou a uma conclusão definitiva. Somente conjecturas e achismos, que não carecem de serem publicadas.


É importante as pessoas terem posições e opiniões, claro que é! Não importa se é lado A ou lado B, todo mundo tem que ter um posicionamento. Alguns fazem questão de mostrar, seja em redes sociais ou conversa de botequim. Já outros preferem ser mais reservados.


Entretanto, a defesa fervorosa de um posicionamento, seja ele qual for, faz com que com que muitas vezes chifre seja colocado em cabeça de cavalo e não se pode incorrer nesse erro. Para mergulhar em um conteúdo, é preciso migrar para o campo da isenção, depois voltar para a sua trincheira e fazer o devido filtro. Assim, haverá mais tempo para a reflexão e o risco de dissabores cai drasticamente. Caso contrário, as metralhadoras giratórias vão continuar disparando à esmo.