Opinião

08 jan | 12h33 Por Rádio Aliança

As primeiras impressões dos novos governos

Mesmo com uma semana de gestão, Jair Bolsonaro e Carlos Moisés da Silva já dão o tom de seus governos.

As primeiras impressões dos novos governos
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Estamos alcançando nesta terça-feira uma semana dos governos Carlos Moisés da Silva em Santa Catarina e de Jair Bolsonaro, na Presidência do Brasil. Claro! Concordo que ainda é muito cedo para estabelecer qualquer avaliação. Para isso é preciso de um tempo maior para, por exemplo, uma comparação de indicadores com outros períodos, cujos números e dados não são mensurados em uma semana. Pelo menos não com confiabilidade! Porém, as primeiras impressões já estão sendo deixadas pelos novos mandatários em Florianópolis e em Brasília.

 

Na Capital Federal, na minha visão, o Presidente da República ainda não tomou as rédeas de um protagonismo que lhe é esperado e que é peculiar para esse cargo, especialmente nas decisões que já estão sendo ou serão tomadas. Houve episódios, em que Bolsonaro falava uma coisa na imprensa e membros de sua equipe, especialmente a econômica, falavam outra coisa. Essa falta de sintonia não é nada desastrosa, mas dá pano para manga especialmente na área do discurso. É um erro primário em qualquer estratégica de comunicação governamental.

 

Por falar em discurso, o excelentíssimo Presidente da República precisa abandonar em sua fala o espírito da campanha política e parar de atacar a esquerda, imprensa ou qualquer outra fonte de manifestação, seja ela oral ou escrita, que seja considerada uma espécie de afronte ideológico. É preciso olhar para frente e falar mais de futuro, que é o que todo o brasileiro dito de bem quer ouvir. Assim eu presumo! As divergências sempre vão existir, ainda mais se tratando de política. Mas o gestor tem que saber focar no que é importante. Nesta condição, ir para o “estouro” com os críticos nunca foi o melhor caminho.

 

Por outro lado, o Presidente Jair Bolsonaro conseguiu, ao meu ver, montar um time de ministros predominantemente técnico. Uma promessa de campanha que em tese está sendo cumprida. Os nomes da área econômica, por sinal, já têm uma proposta pronta para a retomada do crescimento da economia, sem falar na reforma da Previdência, cuja necessidade se tornou urgente e caminha para acontecer ainda neste governo. Ou seja, nesta área, o governo tem tudo para não ser inerte.

 

Por aqui, em Santa Catarina, o comandante Moisés, do mesmo partido de Bolsonaro, provocou uma boa impressão. Nas poucas manifestações para a imprensa e até mesmo nos seus discursos, o novo governador deu a entender de que está por dentro da situação econômica de Santa Catarina e as primeiras medidas já anunciadas apontam que o foco neste momento será na busca do equilíbrio financeiro do caixa da administração. Isso sem falar no perfil ponderado, firme, com ênfase para a união e para o futuro que o novo governador vem proferindo em suas manifestações. Um discurso agradável!

 

Moisés ainda buscou montar um time de secretários com perfil técnico, mesmo que para isso fosse manter alguns nomes que estavam na gestão passada e enfrentar algumas reações adversas da própria base.

 

Por outro lado, é pouco provável que o novo governador estabeleça a sua marca em termos de obras e realizações. Como já frisado, Carlos Moisés da Silva pega um estado atolado em dívidas e com pouca capacidade de investimentos. Para recuperar essa capacidade, o caminho vai ser longo e exigirá um trabalho duro por parte do governo para alcançar esse objetivo. Também será preciso estabelecer uma estratégica de comunicação para informar a população do estado sobre essa dificuldade e diminuir um iminente desgaste pela ausência de obras.

 

Somente os próximos dias, meses ou anos é que vão dar o tom dos governos que assumiram em Brasília e em Florianópolis há uma semana. Porém, as primeiras impressões já estão sendo deixadas tanto lá como cá.

08 jan | 12h33 Por Rádio Aliança

As primeiras impressões dos novos governos

Mesmo com uma semana de gestão, Jair Bolsonaro e Carlos Moisés da Silva já dão o tom de seus governos.

As primeiras impressões dos novos governos

Estamos alcançando nesta terça-feira uma semana dos governos Carlos Moisés da Silva em Santa Catarina e de Jair Bolsonaro, na Presidência do Brasil. Claro! Concordo que ainda é muito cedo para estabelecer qualquer avaliação. Para isso é preciso de um tempo maior para, por exemplo, uma comparação de indicadores com outros períodos, cujos números e dados não são mensurados em uma semana. Pelo menos não com confiabilidade! Porém, as primeiras impressões já estão sendo deixadas pelos novos mandatários em Florianópolis e em Brasília.

 

Na Capital Federal, na minha visão, o Presidente da República ainda não tomou as rédeas de um protagonismo que lhe é esperado e que é peculiar para esse cargo, especialmente nas decisões que já estão sendo ou serão tomadas. Houve episódios, em que Bolsonaro falava uma coisa na imprensa e membros de sua equipe, especialmente a econômica, falavam outra coisa. Essa falta de sintonia não é nada desastrosa, mas dá pano para manga especialmente na área do discurso. É um erro primário em qualquer estratégica de comunicação governamental.

 

Por falar em discurso, o excelentíssimo Presidente da República precisa abandonar em sua fala o espírito da campanha política e parar de atacar a esquerda, imprensa ou qualquer outra fonte de manifestação, seja ela oral ou escrita, que seja considerada uma espécie de afronte ideológico. É preciso olhar para frente e falar mais de futuro, que é o que todo o brasileiro dito de bem quer ouvir. Assim eu presumo! As divergências sempre vão existir, ainda mais se tratando de política. Mas o gestor tem que saber focar no que é importante. Nesta condição, ir para o “estouro” com os críticos nunca foi o melhor caminho.

 

Por outro lado, o Presidente Jair Bolsonaro conseguiu, ao meu ver, montar um time de ministros predominantemente técnico. Uma promessa de campanha que em tese está sendo cumprida. Os nomes da área econômica, por sinal, já têm uma proposta pronta para a retomada do crescimento da economia, sem falar na reforma da Previdência, cuja necessidade se tornou urgente e caminha para acontecer ainda neste governo. Ou seja, nesta área, o governo tem tudo para não ser inerte.

 

Por aqui, em Santa Catarina, o comandante Moisés, do mesmo partido de Bolsonaro, provocou uma boa impressão. Nas poucas manifestações para a imprensa e até mesmo nos seus discursos, o novo governador deu a entender de que está por dentro da situação econômica de Santa Catarina e as primeiras medidas já anunciadas apontam que o foco neste momento será na busca do equilíbrio financeiro do caixa da administração. Isso sem falar no perfil ponderado, firme, com ênfase para a união e para o futuro que o novo governador vem proferindo em suas manifestações. Um discurso agradável!

 

Moisés ainda buscou montar um time de secretários com perfil técnico, mesmo que para isso fosse manter alguns nomes que estavam na gestão passada e enfrentar algumas reações adversas da própria base.

 

Por outro lado, é pouco provável que o novo governador estabeleça a sua marca em termos de obras e realizações. Como já frisado, Carlos Moisés da Silva pega um estado atolado em dívidas e com pouca capacidade de investimentos. Para recuperar essa capacidade, o caminho vai ser longo e exigirá um trabalho duro por parte do governo para alcançar esse objetivo. Também será preciso estabelecer uma estratégica de comunicação para informar a população do estado sobre essa dificuldade e diminuir um iminente desgaste pela ausência de obras.

 

Somente os próximos dias, meses ou anos é que vão dar o tom dos governos que assumiram em Brasília e em Florianópolis há uma semana. Porém, as primeiras impressões já estão sendo deixadas tanto lá como cá.