Opinião

01 mai 19 | 6h00 Por Rádio Aliança

Agroindústrias deveriam ser chamadas para a responsabilidade dos animais mortos

Com a decisão da CBRASA, produtores rurais não podem ficar na mão com o custo para destinar animais mortos.

Agroindústrias deveriam ser chamadas para a responsabilidade dos animais mortos
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O impasse sobre o recolhimento de animais mortos, não abatidos, em propriedades rurais agora suscita a ideia de chamar as agroindústrias para ser parte ou elo de uma solução aos produtores e municípios. Conforme informado pela Rádio Aliança, a CBRASA, que vem realizando o trabalho de recolhimento das carcaças através de parceria com as prefeituras da região, anunciou que estará dando férias coletivas a partir da próxima segunda-feira, dia seis, podendo suspender as atividades por tempo indeterminado. 


Se isso vier a se confirmar, e tem tudo para acontecer, os produtores rurais passarão a assumir a responsabilidade de dar um destino adequado para os animais mortos nas propriedades, obedecendo critérios de preservação ambiental, o que envolverá custos. Outra alternativa, também custosa, é a contratação de outra empresa para o recolhimento dos animais mortos para processamento, que deve ser bancado pelo próprio produtor. Hoje, com a CBRASA, o criador não tem custos com esse recolhimento, ficando a cargo dos municípios.


Cabe ressaltar que o problema da CBRASA não está nos valores que são repassados pelos municípios. Mas sim, pelo fato de não poder exportar os produtos beneficiados como farinha de carne e óleo, em função da falta de uma Instrução Normativa. O que se pede é que o Ministério da Agricultura crie essa IN para possibilitar as exportações desses produtos. Com isso, a CBRASA afirma que poderá rebater financeiramente o déficit de R$ 80 mil mensais que registra hoje.


Essa questão da CBRASA é um caso a parte! Creio que é importante para os municípios e produtores de animais pensar em outra alternativa já que essa empresa anunciou que estará contingenciando suas atividades a partir da próxima semana. Uma das alternativas ventiladas e que tem fundamento é o fato de chamar as agroindústrias para a responsabilidade.


Haja vista que o processamento de animais mortos, não abatidos, envolve frangos e suínos, que compõem a cadeia da produção integrada de proteína animal pelas agroindústrias da região, o envolvimento delas nesse tema e nessa solução deveria ser maior, no que se refere a animais mortos em propriedades. Afinal de contas, num sistema de produção, o animal não é do produtor. Mas sim da agroindústria. É cedido para ser criado na granja.


Partindo desse racioncínio, se o animal é da agroindústria, então, ela também tem responsabilidade na destinação correta em caso de morte, sem abatimento. 


É um assunto longo, complexo e que tira o sono dos produtores rurais. Tanto é que há uma questão ambiental muito encrustada nesse tema. Concordo que o meio ambiente tem que ser preservado, porém o custo dessa preservação não pode recair sobre os ombros do já penalizado produtor. Se a cadeia produtiva ganha com o lucro de uma atividade, a mesma tem que ser responsável e se solidarizar com as questões e responsabilidades que hoje estão somente com o homem do campo. E os animais mortos é uma delas. É o que eu penso!

01 mai 19 | 6h00 Por Rádio Aliança

Agroindústrias deveriam ser chamadas para a responsabilidade dos animais mortos

Com a decisão da CBRASA, produtores rurais não podem ficar na mão com o custo para destinar animais mortos.

Agroindústrias deveriam ser chamadas para a responsabilidade dos animais mortos

O impasse sobre o recolhimento de animais mortos, não abatidos, em propriedades rurais agora suscita a ideia de chamar as agroindústrias para ser parte ou elo de uma solução aos produtores e municípios. Conforme informado pela Rádio Aliança, a CBRASA, que vem realizando o trabalho de recolhimento das carcaças através de parceria com as prefeituras da região, anunciou que estará dando férias coletivas a partir da próxima segunda-feira, dia seis, podendo suspender as atividades por tempo indeterminado. 


Se isso vier a se confirmar, e tem tudo para acontecer, os produtores rurais passarão a assumir a responsabilidade de dar um destino adequado para os animais mortos nas propriedades, obedecendo critérios de preservação ambiental, o que envolverá custos. Outra alternativa, também custosa, é a contratação de outra empresa para o recolhimento dos animais mortos para processamento, que deve ser bancado pelo próprio produtor. Hoje, com a CBRASA, o criador não tem custos com esse recolhimento, ficando a cargo dos municípios.


Cabe ressaltar que o problema da CBRASA não está nos valores que são repassados pelos municípios. Mas sim, pelo fato de não poder exportar os produtos beneficiados como farinha de carne e óleo, em função da falta de uma Instrução Normativa. O que se pede é que o Ministério da Agricultura crie essa IN para possibilitar as exportações desses produtos. Com isso, a CBRASA afirma que poderá rebater financeiramente o déficit de R$ 80 mil mensais que registra hoje.


Essa questão da CBRASA é um caso a parte! Creio que é importante para os municípios e produtores de animais pensar em outra alternativa já que essa empresa anunciou que estará contingenciando suas atividades a partir da próxima semana. Uma das alternativas ventiladas e que tem fundamento é o fato de chamar as agroindústrias para a responsabilidade.


Haja vista que o processamento de animais mortos, não abatidos, envolve frangos e suínos, que compõem a cadeia da produção integrada de proteína animal pelas agroindústrias da região, o envolvimento delas nesse tema e nessa solução deveria ser maior, no que se refere a animais mortos em propriedades. Afinal de contas, num sistema de produção, o animal não é do produtor. Mas sim da agroindústria. É cedido para ser criado na granja.


Partindo desse racioncínio, se o animal é da agroindústria, então, ela também tem responsabilidade na destinação correta em caso de morte, sem abatimento. 


É um assunto longo, complexo e que tira o sono dos produtores rurais. Tanto é que há uma questão ambiental muito encrustada nesse tema. Concordo que o meio ambiente tem que ser preservado, porém o custo dessa preservação não pode recair sobre os ombros do já penalizado produtor. Se a cadeia produtiva ganha com o lucro de uma atividade, a mesma tem que ser responsável e se solidarizar com as questões e responsabilidades que hoje estão somente com o homem do campo. E os animais mortos é uma delas. É o que eu penso!