Opinião

11 mar 21 | 6h55

A nova finalidade da UPA

A nova finalidade da UPA
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E poderá haver uma reviravolta com relação à destinação de uso do prédio da UPA (Unidade de Pronto Atendimento), localizado no bairro Jardim Europa. Está em estudo dentro da administração pública de Concórdia a possibilidade de transferência da Unidade Sanitária Central, hoje instalada na rua Osvaldo Zandavalli, centro da cidade, para as dependências do prédio onde seria a UPA. A situação foi admitida, dias atrás, pela secretária municipal da Saúde, Leide Mara Bender, que já está tratando do assunto.


Inicialmente, a estrutura construída para a UPA abrigaria o Programa ESF (Estratégia Saúde da Família); entretanto, como a construção é ampla – 1.503 metros quadrados – o município está pensando em também transferir para o local a Unidade Sanitária Central. Nas reformas do prédio, estão sendo investidos pela prefeitura em torno de R$ 560 mil e os trabalhos deverão ser concluídos por volta de julho.


Confirmando-se na prática a mudança, a Unidade Sanitária Central daria lugar para o Centro de Especialidades. Hoje, todas as campanhas de vacinação na área central da cidade ficam concentradas na unidade e com a alteração ainda não é possível afirmar se essa condição seria mantida ou não. No máximo até o final de março, teremos essas definições.


Independentemente de situação A ou B, será um acerto do governo municipal pôr para funcionar o prédio da UPA. É uma base a mais que estará se abrindo para atendimento da população em tudo o que se tratar de saúde pública. Deixar àquela edificação sem utilidade no que tange à saúde ou destinar seu uso para outra área (Educação, apenas por exemplo), seria um pecado. E, de igual forma, funcionar como UPA não seria o mais recomendado, especialmente pelos elevados custos mensais de manutenção. Estima-se que, aberta, a UPA geraria custos mensais da ordem de R$ 800 mil, 10 vezes mais do que custa para a municipalidade manter funcionando um posto de saúde (cerca de R$ 80 mil mensais) Em várias cidades do Brasil, as “tais” UPAs viraram um legítimo engodo!


Lúcio Mauro
Passando a limpo

11 mar 21 | 6h55 Por Lúcio Mauro

A nova finalidade da UPA

A nova finalidade da UPA

E poderá haver uma reviravolta com relação à destinação de uso do prédio da UPA (Unidade de Pronto Atendimento), localizado no bairro Jardim Europa. Está em estudo dentro da administração pública de Concórdia a possibilidade de transferência da Unidade Sanitária Central, hoje instalada na rua Osvaldo Zandavalli, centro da cidade, para as dependências do prédio onde seria a UPA. A situação foi admitida, dias atrás, pela secretária municipal da Saúde, Leide Mara Bender, que já está tratando do assunto.


Inicialmente, a estrutura construída para a UPA abrigaria o Programa ESF (Estratégia Saúde da Família); entretanto, como a construção é ampla – 1.503 metros quadrados – o município está pensando em também transferir para o local a Unidade Sanitária Central. Nas reformas do prédio, estão sendo investidos pela prefeitura em torno de R$ 560 mil e os trabalhos deverão ser concluídos por volta de julho.


Confirmando-se na prática a mudança, a Unidade Sanitária Central daria lugar para o Centro de Especialidades. Hoje, todas as campanhas de vacinação na área central da cidade ficam concentradas na unidade e com a alteração ainda não é possível afirmar se essa condição seria mantida ou não. No máximo até o final de março, teremos essas definições.


Independentemente de situação A ou B, será um acerto do governo municipal pôr para funcionar o prédio da UPA. É uma base a mais que estará se abrindo para atendimento da população em tudo o que se tratar de saúde pública. Deixar àquela edificação sem utilidade no que tange à saúde ou destinar seu uso para outra área (Educação, apenas por exemplo), seria um pecado. E, de igual forma, funcionar como UPA não seria o mais recomendado, especialmente pelos elevados custos mensais de manutenção. Estima-se que, aberta, a UPA geraria custos mensais da ordem de R$ 800 mil, 10 vezes mais do que custa para a municipalidade manter funcionando um posto de saúde (cerca de R$ 80 mil mensais) Em várias cidades do Brasil, as “tais” UPAs viraram um legítimo engodo!