Opinião

29 jan 22 | 11h30

2022: "Ou vai, ou racha", ACF!

2022: "Ou vai, ou racha", ACF!
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Foi por um triz! Por muito pouco, a Associação Concordiense de Futsal não retornou à Liga Nacional já em 2022. A informação foi dada nos últimos dias pela Aliança FM, através de entrevista com o novo presidente do clube, Marlos Franceschini. Ele comentou que houve uma tratativa para que Concórdia voltasse a figurar no cenário do salonismo brasileiro já neste ano, o que não se concretizou por detalhes.


A reportagem da Aliança FM buscou mais pontos sobre esse episódio que quase culminou com a ACF de volta à LNF já neste ano. A informação é de que houve um diálogo com a empresa materiais esportivos Umbro, uma das detentoras de vaga - franquia - na principal competição brasileira. Aliás, essa parceria existiu de 2011 a 2017, quando time concordiense disputou a competição brasileira com a vaga alugada desta, mediante o valor de R$ 120 mil anuais.


Conforme apurado, as tratativas estavam avançando bem para a reedição desse contrato já para 2022. Porém, houve uma avaliação interna na diretoria da ACF sobre esse novo enlace. A reflexão é que haveria investimento considerável em montar uma equipe competitiva, sem uma garantia de longo prazo para dar sustentação ao projeto da LNF. Trocando em miúdos, expirado o prazo de aluguel da vaga, mediante contrato, a mesma poderia ir para outra equipe ou cidade, se a locatária (Umbro) viesse a julgar interessante. Algo perfeitamente natural no mundo dos negócios e a Liga Nacional também é um negócio!


Diante da "insegurança" em relação à esse risco, em outubro de 2021 a diretoria da ACF iniciou um trabalho para adquirir o direito de estar na principal competição brasileira já para esse ano. O objetivo foi justamente eliminar o percalço da dúvida e trabalhar com mais tranquilidade no longo prazo, o que viabilizaria um espelho, perspectiva e continuidade para o amplo trabalho de base - através de escolinhas e polos - que o clube desenvolve atualmente.


O levantamento de valores apontou que eram necessários R$ 720 mil para que a vaga ficasse definitivamente com a ACF. Desde então, houve um trabalho de busca de recursos com patrocinadores, que fariam o adiantamento desse dinheiro. Foram conseguidos aproximadamente R$ 500 mil na ocasião. O valor restante não foi viabilizado em tempo hábil viabilizar a ACF na competição já em 2022. Esse valor restante poderia ser buscado através de instituições financeiras, mas houve o entendimento interno de que não seria interessante recomeçar um projeto dessa envergadura com dívida.


Mesmo assim, com novo presidente, mesma diretoria e filosofia de trabalho, o pensamento de todos dentro da Associação Concordiense de Futsal é de que o clube esteja novamente na Liga Nacional em 2023. Os próximos meses desse ano serão cruciais para isso. O próprio presidente Franceschini falou "que o projeto não tem sentido sem estar na Liga". Nas entrelinhas é de que o ditado popular "ou vai ou racha", circunstancialmente pode ser aplicado nesse cenário da ACF.




Jocimar Soares
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29 jan 22 | 11h30 Por Jocimar Soares

2022: "Ou vai, ou racha", ACF!

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Foi por um triz! Por muito pouco, a Associação Concordiense de Futsal não retornou à Liga Nacional já em 2022. A informação foi dada nos últimos dias pela Aliança FM, através de entrevista com o novo presidente do clube, Marlos Franceschini. Ele comentou que houve uma tratativa para que Concórdia voltasse a figurar no cenário do salonismo brasileiro já neste ano, o que não se concretizou por detalhes.


A reportagem da Aliança FM buscou mais pontos sobre esse episódio que quase culminou com a ACF de volta à LNF já neste ano. A informação é de que houve um diálogo com a empresa materiais esportivos Umbro, uma das detentoras de vaga - franquia - na principal competição brasileira. Aliás, essa parceria existiu de 2011 a 2017, quando time concordiense disputou a competição brasileira com a vaga alugada desta, mediante o valor de R$ 120 mil anuais.


Conforme apurado, as tratativas estavam avançando bem para a reedição desse contrato já para 2022. Porém, houve uma avaliação interna na diretoria da ACF sobre esse novo enlace. A reflexão é que haveria investimento considerável em montar uma equipe competitiva, sem uma garantia de longo prazo para dar sustentação ao projeto da LNF. Trocando em miúdos, expirado o prazo de aluguel da vaga, mediante contrato, a mesma poderia ir para outra equipe ou cidade, se a locatária (Umbro) viesse a julgar interessante. Algo perfeitamente natural no mundo dos negócios e a Liga Nacional também é um negócio!


Diante da "insegurança" em relação à esse risco, em outubro de 2021 a diretoria da ACF iniciou um trabalho para adquirir o direito de estar na principal competição brasileira já para esse ano. O objetivo foi justamente eliminar o percalço da dúvida e trabalhar com mais tranquilidade no longo prazo, o que viabilizaria um espelho, perspectiva e continuidade para o amplo trabalho de base - através de escolinhas e polos - que o clube desenvolve atualmente.


O levantamento de valores apontou que eram necessários R$ 720 mil para que a vaga ficasse definitivamente com a ACF. Desde então, houve um trabalho de busca de recursos com patrocinadores, que fariam o adiantamento desse dinheiro. Foram conseguidos aproximadamente R$ 500 mil na ocasião. O valor restante não foi viabilizado em tempo hábil viabilizar a ACF na competição já em 2022. Esse valor restante poderia ser buscado através de instituições financeiras, mas houve o entendimento interno de que não seria interessante recomeçar um projeto dessa envergadura com dívida.


Mesmo assim, com novo presidente, mesma diretoria e filosofia de trabalho, o pensamento de todos dentro da Associação Concordiense de Futsal é de que o clube esteja novamente na Liga Nacional em 2023. Os próximos meses desse ano serão cruciais para isso. O próprio presidente Franceschini falou "que o projeto não tem sentido sem estar na Liga". Nas entrelinhas é de que o ditado popular "ou vai ou racha", circunstancialmente pode ser aplicado nesse cenário da ACF.