Momento Agro

02 ago 19 | 9h56 Por Analu Slongo

Sopelsa diz que aumento do ICMS sobre defensivos agrícolas é uma decisão equivocada

Parlamentar trabalha para reverter a situação que é muito ruim para a economia de Santa Catarina

Sopelsa diz que aumento do ICMS sobre defensivos agrícolas é uma decisão equivocada
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O presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo, deputado Moacir Sopelsa (MDB), está articulando uma reunião conjunta entre a Comissão de Finanças e as Frentes Parlamentares da Alesc para segunda-feira, dia 5 de agosto. “Estou sugerindo um novo encontro com as lideranças do setor e o secretário da Fazenda, Paulo Eli para encaminhar uma solução rápida para esta questão do ICMS sobre os defensivos agrícolas, se for necessário, podemos realizar uma Audiência Pública na terça-feira, dia 6”, explica Sopelsa.


A decisão de mudança na tributação sobre os defensivos agrícolas, voltando a alíquota do imposto para 17%, gerou preocupação nas entidades ligadas ao agronegócio catarinense. Ao tomar conhecimento da decisão do governo do Estado, o deputado Moacir Sopelsa intensificou o trabalho para sensibilizar as autoridades estaduais e reverter a questão.


“É uma medida equivocada. O governo pensa em proibir o uso dos defensivos agrícolas e não tem como proibir. Pois, não há produção sem o uso de defensivos, vivemos outros tempos e o uso vai ser da mesma forma. O Estado vai perder de vender. A diferença do imposto - com 17% em Santa Catarina e no Paraná e no Rio Grande do Sul entre 3,8 e 4%, teremos um imposto aproximadamente 13% mais caro em Santa Catarina. Com isso, quem tem mais poder de compra vai comprar fora. Basta atravessar o Rio Uruguai e comprar no Rio Grande do Sul e atravessar a divisa com o Paraná e comprar lá”, aponta Sopelsa.


Na opinião de Sopelsa esta decisão vai encarecer toda a cadeia produtiva do agronegócio: grãos, carne e leite. “Santa Catarina perde em competitividade, todo o setor agropecuário que tenha comércio destes produtos, incluindo os produtos de ração animal, e a pecuária de corte e de leite, também estão sendo sacrificadas com esta alíquota de 17%”, alerta o deputado.


O parlamentar chama atenção que a medida de aumento do ICMS isola Santa Catarina. Num primeiro momento, um número menor de pessoas vai pagar a conta, até se adequar e depois disso, quem vai pagar a conta vai ser o produtor e o consumidor. “O governo precisa repensar a medida e se adequar até a próxima reunião do Confaz. Não somos uma ilha, Florianópolis é uma ilha, as demais regiões estão no conjunto do Estado. Para se ter uma ideia, a produção de um hectare de soja deve ficar R$ 170,00 mais caro. Se você pegar a saca de soja a R$ 70,00 , será preciso aproximadamente duas sacas e meia, somente para cobrir esta diferença”, exemplifica.


Fonte: Douglas Fortes


02 ago 19 | 9h56 Por Analu Slongo

Sopelsa diz que aumento do ICMS sobre defensivos agrícolas é uma decisão equivocada

Parlamentar trabalha para reverter a situação que é muito ruim para a economia de Santa Catarina

Sopelsa diz que aumento do ICMS sobre defensivos agrícolas é uma decisão equivocada

O presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo, deputado Moacir Sopelsa (MDB), está articulando uma reunião conjunta entre a Comissão de Finanças e as Frentes Parlamentares da Alesc para segunda-feira, dia 5 de agosto. “Estou sugerindo um novo encontro com as lideranças do setor e o secretário da Fazenda, Paulo Eli para encaminhar uma solução rápida para esta questão do ICMS sobre os defensivos agrícolas, se for necessário, podemos realizar uma Audiência Pública na terça-feira, dia 6”, explica Sopelsa.


A decisão de mudança na tributação sobre os defensivos agrícolas, voltando a alíquota do imposto para 17%, gerou preocupação nas entidades ligadas ao agronegócio catarinense. Ao tomar conhecimento da decisão do governo do Estado, o deputado Moacir Sopelsa intensificou o trabalho para sensibilizar as autoridades estaduais e reverter a questão.


“É uma medida equivocada. O governo pensa em proibir o uso dos defensivos agrícolas e não tem como proibir. Pois, não há produção sem o uso de defensivos, vivemos outros tempos e o uso vai ser da mesma forma. O Estado vai perder de vender. A diferença do imposto - com 17% em Santa Catarina e no Paraná e no Rio Grande do Sul entre 3,8 e 4%, teremos um imposto aproximadamente 13% mais caro em Santa Catarina. Com isso, quem tem mais poder de compra vai comprar fora. Basta atravessar o Rio Uruguai e comprar no Rio Grande do Sul e atravessar a divisa com o Paraná e comprar lá”, aponta Sopelsa.


Na opinião de Sopelsa esta decisão vai encarecer toda a cadeia produtiva do agronegócio: grãos, carne e leite. “Santa Catarina perde em competitividade, todo o setor agropecuário que tenha comércio destes produtos, incluindo os produtos de ração animal, e a pecuária de corte e de leite, também estão sendo sacrificadas com esta alíquota de 17%”, alerta o deputado.


O parlamentar chama atenção que a medida de aumento do ICMS isola Santa Catarina. Num primeiro momento, um número menor de pessoas vai pagar a conta, até se adequar e depois disso, quem vai pagar a conta vai ser o produtor e o consumidor. “O governo precisa repensar a medida e se adequar até a próxima reunião do Confaz. Não somos uma ilha, Florianópolis é uma ilha, as demais regiões estão no conjunto do Estado. Para se ter uma ideia, a produção de um hectare de soja deve ficar R$ 170,00 mais caro. Se você pegar a saca de soja a R$ 70,00 , será preciso aproximadamente duas sacas e meia, somente para cobrir esta diferença”, exemplifica.


Fonte: Douglas Fortes