Momento Agro

22 abr 20 | 6h00 Por Jocimar Soares

Presidente da ACCS afirma que os produtores já trabalham no vermelho

Desvalorização já chega a 30% nas últimas semana.

Presidente da ACCS afirma que os produtores já trabalham no vermelho
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Em um mês de distanciamento social como medida para conter o avanço da pandemia de coronavírus pelo mundo, os suinocultores independentes amargam um imenso prejuízo na atividade. Conforme levantamento da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), a desvalorização da Bolsa de Suínos de SC totaliza 30%. Um dos fatores que impacta diretamente no mercado são as rígidas medidas adotas por SP para barrar a progressão da Covid-19 – que travou a economia do maior mercado consumidor do País.

 

Na segunda semana de março, o preço pago pelo quilo do suíno vivo aos produtores independentes era R$ 5,67. Após sucessivas baixas, que ocorreram também nos demais Estados produtores de proteína animal, a Bolsa de Suínos de SC foi cotada na quinta-feira (16) a R$ 3,97 – uma desvalorização semanal média de R$ 0,28.

 

Conforme o presidente da ACCS, Losivanio Luiz de Lorenzi, os custos para produzir o quilo da proteína também aumentaram, ficando perto dos R$ 4,30. Em algumas regiões a saca do milho está cotada a R$ 56 e a tonelada do farelo de soja R$ 1.800,00. “Os produtores já estão trabalhando no vermelho. Muitos precisarão reduzir a alimentação dos animais para atrasar a chegada deles nos frigoríficos e controlar a oferta”.

 

O presidente da Associação alerta para que os suinocultores vendam apenas os animais que estejam no peso de abate a fim de estabilizar os preços pagos pelos frigoríficos.

 

“Estamos esperando o posicionamento dos governos estadual e federal sobre os recursos que serão destinados para salvar a suinocultura. É muito fácil mandar parar tudo, mas não entendem os problemas que acarretam na atividade. Quem continuou trabalhando para abastecer a população agora está desassistido. Aplicaram recursos para vários setores da economia, menos para a suinocultura”, enfatiza o presidente da ACCS.

 

Política Internacional


Cerca de 58% da produção de carne suína catarinense é exportada para a China, sendo um dos grandes parceiros comerciais do Brasil. Na opinião de Losivanio, é inadmissível que membros ligados ao governo tornem públicas opiniões que manche a reputação dos asiáticos. “Qualquer percentual que os chineses deixarem de importar do Brasil será uma catástrofe para a suinocultura catarinense. O consumo interno não teria capacidade de absorver o excedente.


(Fonte: Ascom/ACCS)

22 abr 20 | 6h00 Por Jocimar Soares

Presidente da ACCS afirma que os produtores já trabalham no vermelho

Desvalorização já chega a 30% nas últimas semana.

Presidente da ACCS afirma que os produtores já trabalham no vermelho

Em um mês de distanciamento social como medida para conter o avanço da pandemia de coronavírus pelo mundo, os suinocultores independentes amargam um imenso prejuízo na atividade. Conforme levantamento da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), a desvalorização da Bolsa de Suínos de SC totaliza 30%. Um dos fatores que impacta diretamente no mercado são as rígidas medidas adotas por SP para barrar a progressão da Covid-19 – que travou a economia do maior mercado consumidor do País.

 

Na segunda semana de março, o preço pago pelo quilo do suíno vivo aos produtores independentes era R$ 5,67. Após sucessivas baixas, que ocorreram também nos demais Estados produtores de proteína animal, a Bolsa de Suínos de SC foi cotada na quinta-feira (16) a R$ 3,97 – uma desvalorização semanal média de R$ 0,28.

 

Conforme o presidente da ACCS, Losivanio Luiz de Lorenzi, os custos para produzir o quilo da proteína também aumentaram, ficando perto dos R$ 4,30. Em algumas regiões a saca do milho está cotada a R$ 56 e a tonelada do farelo de soja R$ 1.800,00. “Os produtores já estão trabalhando no vermelho. Muitos precisarão reduzir a alimentação dos animais para atrasar a chegada deles nos frigoríficos e controlar a oferta”.

 

O presidente da Associação alerta para que os suinocultores vendam apenas os animais que estejam no peso de abate a fim de estabilizar os preços pagos pelos frigoríficos.

 

“Estamos esperando o posicionamento dos governos estadual e federal sobre os recursos que serão destinados para salvar a suinocultura. É muito fácil mandar parar tudo, mas não entendem os problemas que acarretam na atividade. Quem continuou trabalhando para abastecer a população agora está desassistido. Aplicaram recursos para vários setores da economia, menos para a suinocultura”, enfatiza o presidente da ACCS.

 

Política Internacional


Cerca de 58% da produção de carne suína catarinense é exportada para a China, sendo um dos grandes parceiros comerciais do Brasil. Na opinião de Losivanio, é inadmissível que membros ligados ao governo tornem públicas opiniões que manche a reputação dos asiáticos. “Qualquer percentual que os chineses deixarem de importar do Brasil será uma catástrofe para a suinocultura catarinense. O consumo interno não teria capacidade de absorver o excedente.


(Fonte: Ascom/ACCS)