Agronegócio

10 set 20 | 17h32 Por Jocimar Soares

ACCS volta a se manifestar sobre construção do Centro de Acolhimento de Animais

Entidade diz que aguarda retorno da Administração Municipal

ACCS volta a se manifestar sobre construção do Centro de Acolhimento de Animais
Imprimir

A Associação Catarinense de Criadores de Suínos, ACCS, voltou a se manifestar sobre a construção do Centro de Acolhimento de Animais abandonados nas proximidades da Central de Difusão Genética, em Fragosos. A ACCS lançou uma nota de esclarecimento, através de sua assessoria, informando que o Município ainda não teria se manifestado para a entidade sobre o assunto.


A questão iniciou na segunda quinzena do mês passado. A entidade classista se manifestou sobre a construção do Centro de Acolhimento de Animais em situação da abandono. Para a associação, esse empreendimento, que já está sendo erguido, poderia trazer prejuízos ao Centro de Difusão Genética em função da proximidade. A entidade disse não ser contra o empreendimento, desde que seja em outro local.


Por outro lado, a Administração também se manifestou e disse que a construção do centro está bastante adiantada. Porém, não descartou uma nova conversa desde que a ACCS apresente fatos novos.


Confira a nota:


A Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS) foi fundada em 24 de julho de 1959, e desde o princípio teve como missão o desenvolvimento genético para melhorar o plantel de suínos do Estado. Sua trajetória exitosa se confunde com o sucesso mundial do segmento, que nosso Estado ostenta a condição de maior produtor e exportador de carne suína do País, além de ser o único livre de febre aftosa sem vacinação, o que permite a exportação para os países mais exigentes do mundo, como EUA e Japão, este segundo já sendo, inclusive, o quinto maior importador. 


Sob o comando de dirigentes visionários, há 44 anos a ACCS implantou a primeira Central de Coleta e Difusão Genética de sêmen suíno do Brasil, a qual está localizada na comunidade de Fragosos em Concórdia - SC. 


Além disso, diante das mudanças exigidas pelo mercado internacional para a produção dentro do Bem-Estar Animal (BEA), no ano de 2016, a ACCS inovou outra vez e investiu R$ 4.500.000.00 (quatro milhões e quinhentos mil reais) na construção da primeira Central de Difusão Genética do País dentro do BEA, com o que há de melhor no mundo em tecnologia para avaliação espermática. 


Nesta instalação são produzidas e comercializadas 19 mil doses de sêmen por mês, com uma média de 119 mil matrizes inseminadas/ano, e produção de 1.800.000 (um milhão e oitocentos mil) leitões. Ou seja, aproximadamente 217 mil toneladas de carne que, comercializadas pelo preço da bolsa de suínos de Santa Catarina, corresponde a R$ 1.540.080.000,00 (um bilhão, quinhentos e quarenta milhões e oitenta mil reais), revelando a magnitude da Central.


A continuação do caminho exitoso trilhado até o momento pela suinocultura nacional depende de dois fatores: a “sanidade animal” e o “bem-estar animal”, que são verdadeiros tesouros da economia Concordiense, Catarinense e Brasileira, pois abrem portas comerciais em todo o mundo. E justamente estes dois pilares da atividade econômica estão sendo gravemente ameaçados pela intenção do Município de Concórdia de promover a construção de um abrigo de animais domésticos abandonados ao lado da Central de Difusão Genética.


A ACCS reconhece como benéfica a construção do abrigo para animais, mas deve ser desenvolvida em outro local, para evitar comprometimento da Central de Coleta e Difusão Genética.


Desde que tomou conhecimento, pela imprensa, da iniciativa do Município (que sequer verificou as consequências desta ação), a ACCS tem mantido contato com a Administração Pública, a fim de posicionar as instalações do abrigo em outro imóvel. 


Nestas oportunidades, foram fornecidas informações acerca da gravidade dos efeitos da iniciativa do Município, que aponta a possibilidade de volumosos prejuízos ao Município (que será demandado a indenizar danos resultantes da interrupção ou cessação das atividades da ACCS no local), como também pela perda de receita. Ainda que o reposicionamento da obra possa gerar pequeno atraso e até pequenos prejuízos, tais perdas são infinitamente menores do que os danos decorrentes de eventual interdição da Central, que inevitavelmente afetará a economia local, estadual e nacional, com risco de perda de certificações sanitárias que o Estado possui.


Lamentavelmente o Município de Concórdia ainda não se sensibilizou com os alertas emitidos pela ACCS e pela sua disponibilidade em contribuir com soluções alternativas para a construção do abrigo de animais em outro local. Prossegue com a iniciativa, voltando às costas a um dos principais segmentos da atividade econômica do Município e Estado.

10 set 20 | 17h32 Por Jocimar Soares

ACCS volta a se manifestar sobre construção do Centro de Acolhimento de Animais

Entidade diz que aguarda retorno da Administração Municipal

ACCS volta a se manifestar sobre construção do Centro de Acolhimento de Animais

A Associação Catarinense de Criadores de Suínos, ACCS, voltou a se manifestar sobre a construção do Centro de Acolhimento de Animais abandonados nas proximidades da Central de Difusão Genética, em Fragosos. A ACCS lançou uma nota de esclarecimento, através de sua assessoria, informando que o Município ainda não teria se manifestado para a entidade sobre o assunto.


A questão iniciou na segunda quinzena do mês passado. A entidade classista se manifestou sobre a construção do Centro de Acolhimento de Animais em situação da abandono. Para a associação, esse empreendimento, que já está sendo erguido, poderia trazer prejuízos ao Centro de Difusão Genética em função da proximidade. A entidade disse não ser contra o empreendimento, desde que seja em outro local.


Por outro lado, a Administração também se manifestou e disse que a construção do centro está bastante adiantada. Porém, não descartou uma nova conversa desde que a ACCS apresente fatos novos.


Confira a nota:


A Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS) foi fundada em 24 de julho de 1959, e desde o princípio teve como missão o desenvolvimento genético para melhorar o plantel de suínos do Estado. Sua trajetória exitosa se confunde com o sucesso mundial do segmento, que nosso Estado ostenta a condição de maior produtor e exportador de carne suína do País, além de ser o único livre de febre aftosa sem vacinação, o que permite a exportação para os países mais exigentes do mundo, como EUA e Japão, este segundo já sendo, inclusive, o quinto maior importador. 


Sob o comando de dirigentes visionários, há 44 anos a ACCS implantou a primeira Central de Coleta e Difusão Genética de sêmen suíno do Brasil, a qual está localizada na comunidade de Fragosos em Concórdia - SC. 


Além disso, diante das mudanças exigidas pelo mercado internacional para a produção dentro do Bem-Estar Animal (BEA), no ano de 2016, a ACCS inovou outra vez e investiu R$ 4.500.000.00 (quatro milhões e quinhentos mil reais) na construção da primeira Central de Difusão Genética do País dentro do BEA, com o que há de melhor no mundo em tecnologia para avaliação espermática. 


Nesta instalação são produzidas e comercializadas 19 mil doses de sêmen por mês, com uma média de 119 mil matrizes inseminadas/ano, e produção de 1.800.000 (um milhão e oitocentos mil) leitões. Ou seja, aproximadamente 217 mil toneladas de carne que, comercializadas pelo preço da bolsa de suínos de Santa Catarina, corresponde a R$ 1.540.080.000,00 (um bilhão, quinhentos e quarenta milhões e oitenta mil reais), revelando a magnitude da Central.


A continuação do caminho exitoso trilhado até o momento pela suinocultura nacional depende de dois fatores: a “sanidade animal” e o “bem-estar animal”, que são verdadeiros tesouros da economia Concordiense, Catarinense e Brasileira, pois abrem portas comerciais em todo o mundo. E justamente estes dois pilares da atividade econômica estão sendo gravemente ameaçados pela intenção do Município de Concórdia de promover a construção de um abrigo de animais domésticos abandonados ao lado da Central de Difusão Genética.


A ACCS reconhece como benéfica a construção do abrigo para animais, mas deve ser desenvolvida em outro local, para evitar comprometimento da Central de Coleta e Difusão Genética.


Desde que tomou conhecimento, pela imprensa, da iniciativa do Município (que sequer verificou as consequências desta ação), a ACCS tem mantido contato com a Administração Pública, a fim de posicionar as instalações do abrigo em outro imóvel. 


Nestas oportunidades, foram fornecidas informações acerca da gravidade dos efeitos da iniciativa do Município, que aponta a possibilidade de volumosos prejuízos ao Município (que será demandado a indenizar danos resultantes da interrupção ou cessação das atividades da ACCS no local), como também pela perda de receita. Ainda que o reposicionamento da obra possa gerar pequeno atraso e até pequenos prejuízos, tais perdas são infinitamente menores do que os danos decorrentes de eventual interdição da Central, que inevitavelmente afetará a economia local, estadual e nacional, com risco de perda de certificações sanitárias que o Estado possui.


Lamentavelmente o Município de Concórdia ainda não se sensibilizou com os alertas emitidos pela ACCS e pela sua disponibilidade em contribuir com soluções alternativas para a construção do abrigo de animais em outro local. Prossegue com a iniciativa, voltando às costas a um dos principais segmentos da atividade econômica do Município e Estado.