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25 mai 22 | 9h15 Por Jocimar Soares

Sessão especial valoriza história de Santa Catarina em defesa da sanidade animal

Sessão acontece nesta quarta-feira, dia 25

Sessão especial valoriza história de Santa Catarina em defesa da sanidade animal
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Os 15 anos de certificação de Santa Catarina como área livre de febre aftosa sem vacinação de rebanhos, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal será motivo de sessão especial da Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira, por iniciativa do presidente do parlamento, deputado Moacir Sopelsa (MDB). Ele vem de família de produtores rurais e como secretário estadual da Agricultura teve intensa participação no processo que garantiu um status diferenciado ao único estado brasileiro reconhecido internacionalmente por ter rebanhos com sanidade em padrões exigidos por mercados com grande potencial para a exportação, o que determinou a expansão do agronegócio catarinense.


 A sessão programada para às 19 horas desta quarta-feira(25), no Plenário Osni Régis, vai reverenciar instituições e personalidades que tiveram participação direta no processo de reconhecimento do status sanitário que alavancou a produção agrícola estadual.


 Sopelsa lembra que antes foi necessário controlar a aftosa com vacinação, o que só foi possível com muito esforço de técnicos, agrônomos e veterinários e produtores. Só depois de exterminada a doença no meio rural foi possível atingir o novo patamar sanitário: "Para chegar aos 15 anos de área livre de aftosa sem vacinação, antes foram mais 30 anos de vacinação do rebanho, convencimento do produtor da importância de vacinar. Eu lembro que minha mãe dizia para manter uma vaca sem vacinar porque poderíamos ficar sem leite na propriedade, e meu pai dizia para não vacinar os bois, para não perder a força de trabalho. Era o pensamento da época. E foi preciso fazer o convencimento das pessoas. Aí teve a atuação de técnicos, a participação decisiva das organizações públicas, das empresas, de lideranças comunitárias", recorda.


"A aftosa, para quem não conhece, é uma doença que causa a morte dos animais em período de aleitamento. Contamina a criação e causa a morte. Os animais também perdem os cascos. Muita gente perdeu seus rebanhos por focos de aftosa. Controlar a doença, e chegar ao status de área livre de aftosa sem vacinação foi uma trabalho de muitos governos, uma conquista", justifica Sopelsa.


 A conquista, ele lembra, passou pela superação de episódios tensos, quando Santa Catarina já tinha suspendido a vacinação, com rebanhos controlados. Num deles, houve um foco no município de Jóia, no interior gaúcho, e a pressão para que a vacinação voltasse. Anos depois, com Sopelsa secretário estadual da Agricultura, outro foco em Toledo (PR). "Foi um trabalho de muitos governos, da Secretaria da Agricultura, da Cidasc, Epagri, com participação das agroindústrias, que ajudaram a criar o Icasa, o Instituto Catarinense de Sanidade Animal, ampliando a capacidade de controle dos rebanhos, com o aporte de veterinários na inspeção animal, bem como do Ministério da Agricultura.


Tudo isso resultou numa grande evolução do setor agrícola, hoje responsável por 70 por cento das exportações de Santa Catarina. Em 2006, as exportações anuais de carnes estavam na casa dos 300 milhões de dólares. Hoje ultrapassam 5 bilhões de dólares. Sopelsa não tem dúvida de que o mercado internacional é consequência do trabalho em favor da sanidade animal. "Santa Catarina atingiu outro patamar no agronegócio por conta da certificação de área livre de aftosa sem vacinação. Hoje exporta para países como Japão, Estados Unidos e abriu mercados pelo mundo afora. Vende carne suína, de gado e por consequência abriu também mercado para a produção de aves. Isso fez toda a diferença".


(Fonte: Douglas Fortes/Especial)

25 mai 22 | 9h15 Por Jocimar Soares

Sessão especial valoriza história de Santa Catarina em defesa da sanidade animal

Sessão acontece nesta quarta-feira, dia 25

Sessão especial valoriza história de Santa Catarina em defesa da sanidade animal

Os 15 anos de certificação de Santa Catarina como área livre de febre aftosa sem vacinação de rebanhos, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal será motivo de sessão especial da Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira, por iniciativa do presidente do parlamento, deputado Moacir Sopelsa (MDB). Ele vem de família de produtores rurais e como secretário estadual da Agricultura teve intensa participação no processo que garantiu um status diferenciado ao único estado brasileiro reconhecido internacionalmente por ter rebanhos com sanidade em padrões exigidos por mercados com grande potencial para a exportação, o que determinou a expansão do agronegócio catarinense.


 A sessão programada para às 19 horas desta quarta-feira(25), no Plenário Osni Régis, vai reverenciar instituições e personalidades que tiveram participação direta no processo de reconhecimento do status sanitário que alavancou a produção agrícola estadual.


 Sopelsa lembra que antes foi necessário controlar a aftosa com vacinação, o que só foi possível com muito esforço de técnicos, agrônomos e veterinários e produtores. Só depois de exterminada a doença no meio rural foi possível atingir o novo patamar sanitário: "Para chegar aos 15 anos de área livre de aftosa sem vacinação, antes foram mais 30 anos de vacinação do rebanho, convencimento do produtor da importância de vacinar. Eu lembro que minha mãe dizia para manter uma vaca sem vacinar porque poderíamos ficar sem leite na propriedade, e meu pai dizia para não vacinar os bois, para não perder a força de trabalho. Era o pensamento da época. E foi preciso fazer o convencimento das pessoas. Aí teve a atuação de técnicos, a participação decisiva das organizações públicas, das empresas, de lideranças comunitárias", recorda.


"A aftosa, para quem não conhece, é uma doença que causa a morte dos animais em período de aleitamento. Contamina a criação e causa a morte. Os animais também perdem os cascos. Muita gente perdeu seus rebanhos por focos de aftosa. Controlar a doença, e chegar ao status de área livre de aftosa sem vacinação foi uma trabalho de muitos governos, uma conquista", justifica Sopelsa.


 A conquista, ele lembra, passou pela superação de episódios tensos, quando Santa Catarina já tinha suspendido a vacinação, com rebanhos controlados. Num deles, houve um foco no município de Jóia, no interior gaúcho, e a pressão para que a vacinação voltasse. Anos depois, com Sopelsa secretário estadual da Agricultura, outro foco em Toledo (PR). "Foi um trabalho de muitos governos, da Secretaria da Agricultura, da Cidasc, Epagri, com participação das agroindústrias, que ajudaram a criar o Icasa, o Instituto Catarinense de Sanidade Animal, ampliando a capacidade de controle dos rebanhos, com o aporte de veterinários na inspeção animal, bem como do Ministério da Agricultura.


Tudo isso resultou numa grande evolução do setor agrícola, hoje responsável por 70 por cento das exportações de Santa Catarina. Em 2006, as exportações anuais de carnes estavam na casa dos 300 milhões de dólares. Hoje ultrapassam 5 bilhões de dólares. Sopelsa não tem dúvida de que o mercado internacional é consequência do trabalho em favor da sanidade animal. "Santa Catarina atingiu outro patamar no agronegócio por conta da certificação de área livre de aftosa sem vacinação. Hoje exporta para países como Japão, Estados Unidos e abriu mercados pelo mundo afora. Vende carne suína, de gado e por consequência abriu também mercado para a produção de aves. Isso fez toda a diferença".


(Fonte: Douglas Fortes/Especial)