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25 nov 19 | 20h51 Por Jocimar Soares

Pegadas de animal selvagem e sumiço de ovelhas intrigam moradores do interior de Irani

Em uma propriedade rural, quatro ovelhas podem ter sido devoradas.

Pegadas de animal selvagem e sumiço de ovelhas intrigam moradores do interior de Irani
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Uma série de pegadas de animal selvagem e o sumiço de ovelhas em uma localidade no interior tem deixado intrigada a comunidade de Irani. Nas últimas horas, uma série de fotografias e filmagens de pegadas do que pode ser uma onça parda, também conhecida como leão baio, estão viralizando nas redes sociais. Parte desse material foi registrado em uma propriedade rural na Linha Lageado Cordeiro, onde pegadas foram achadas no barro da despesca de um açude. Conforme o relato, o espaçamento entre os passos do animal é de aproximadamente 70 centímetros.


Porém, a situação mais inusitada aconteceu com um pecuarista, que tem uma granja naquela localidade, que é vizinha do local onde as pegadas foram achadas. Nos últimos dias ele perdeu quatro ovelhas do seu rebanho em um intervalo de 30 horas, isso há praticamente 20 dias. Dos animais que sumiram, somente a carcaça de dois ovinos foram achados, devorados nas proximidades da propriedade rural. "Teve borrego de 25 e 30 quilos que foram levados inteiros", diz o produtor Moacir Fabrício. Em entrevista a Rádio Aliança, ele afirma que o sítio dele é cercado com tela, com arame farpado e vigotes abaixo da tela. "Nem cachorro entra lá! Só pode ser esse bicho", raciocina. Sobre o fato de não ter avistado os ataques ou o animal selvagem que pode ter provocado o ataque ao rebanho, ele é categórico em dizer, "só vi os pelos dele no arame farpado".


Embora a região do Irani seja comum o avistamento de animais como a onça parda, o ataque desse felino às criações é bastante raro. Moacir afirma que é a primeira vez que ele teve ataques no seu rebanho e por causa disso teve que colocar todas as 20 ovelhas em um local mais seguro e mais próximo da residência, nesta propriedade rural. 


Onça parda ou leão baio


A onça-parda (português brasileiro) ou puma (português europeu) (nome científico: Puma concolor), também conhecida no Brasil por suçuarana e leão-baio, é um mamífero carnívoro da família Felidae e gênero Puma, nativo da América. Foi originalmente classificada no gênero Felis, mas estudos genéticos demonstram que a espécie evoluiu em uma linhagem próxima à chita (Acinonyx jubatus) e ao gato-mourisco (Puma yagouaroundi). É o mamífero terrestre com a maior distribuição geográfica no ocidente, ocorrendo desde a Columbia Britânica, no Canadá, até o extremo sul do Chile, habitando desde florestas densas, até áreas desérticas, com clima tropical ou subártico, exceto a tundra. É capaz de sobreviver em áreas extremamente alteradas pelo homem, como pastagens e cultivos agrícolas.


É o maior membro da subfamília Felinae, medindo até 155 cm de comprimento, sem a cauda, e pesando até 72 kg, com porte semelhante ao do leopardo (Panthera pardus), sendo o segundo maior felídeo das Américas. Possui coloração variando do cinzento ao marrom-avermelhado, com a ponta da cauda de cor preta, áreas laterais do focinho e ventre de cor brancas. Os filhotes nascem com manchas escuras na pelagem, que geralmente persistem até 14 semanas de idade. Possui as mais longas patas traseiras dentre os felinos. Vivem em média, entre 7,5 e 9 anos de idade.


É um animal solitário e mais ativo à noite. Alimenta-se predominantemente de cervídeos, mas pode variar a dieta, sendo considerada um predador oportunista. A presença de outros carnívoros influencia diretamente a escolha das presas e ambientes de caça. As áreas de vida variam de 50 a 1000 km², com machos sendo territoriais e possuindo grandes áreas se sobrepondo ao de várias fêmeas. As fêmeas possuem vários estros no ano, possuem uma gestação que dura entre 90 e 96 dias e geralmente nascem entre 3 e 4 filhotes, a cada 2 anos, aproximadamente.


A onça-parda não é considerada em risco de extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais, mas já foi extinta na América do Norte e em algumas localidades das Américas Central e do Sul. As principais causas disso são a caça, seja por esporte ou retaliação por ataques ao gado, fragmentação e destruição do habitat, e em áreas muito populosas, atropelamentos. A dizimação dessas populações no leste dos Estados Unidos, na Flórida, é um bom exemplo dos efeitos deletérios do isolamento populacional. Apesar disso, existe uma tendência de recolonização do centro-leste norte-americano. Dado sua força e elegância, esse felino foi representado em inúmeras culturas americanas, mas nas sociedades ocidentais atuais, as relações muitas vezes são conflituosas, seja por ataques aos animais domésticos, seja por ataques aos seres humanos.


(Fonte: Wickpedia)









25 nov 19 | 20h51 Por Jocimar Soares

Pegadas de animal selvagem e sumiço de ovelhas intrigam moradores do interior de Irani

Em uma propriedade rural, quatro ovelhas podem ter sido devoradas.

Pegadas de animal selvagem e sumiço de ovelhas intrigam moradores do interior de Irani

Uma série de pegadas de animal selvagem e o sumiço de ovelhas em uma localidade no interior tem deixado intrigada a comunidade de Irani. Nas últimas horas, uma série de fotografias e filmagens de pegadas do que pode ser uma onça parda, também conhecida como leão baio, estão viralizando nas redes sociais. Parte desse material foi registrado em uma propriedade rural na Linha Lageado Cordeiro, onde pegadas foram achadas no barro da despesca de um açude. Conforme o relato, o espaçamento entre os passos do animal é de aproximadamente 70 centímetros.


Porém, a situação mais inusitada aconteceu com um pecuarista, que tem uma granja naquela localidade, que é vizinha do local onde as pegadas foram achadas. Nos últimos dias ele perdeu quatro ovelhas do seu rebanho em um intervalo de 30 horas, isso há praticamente 20 dias. Dos animais que sumiram, somente a carcaça de dois ovinos foram achados, devorados nas proximidades da propriedade rural. "Teve borrego de 25 e 30 quilos que foram levados inteiros", diz o produtor Moacir Fabrício. Em entrevista a Rádio Aliança, ele afirma que o sítio dele é cercado com tela, com arame farpado e vigotes abaixo da tela. "Nem cachorro entra lá! Só pode ser esse bicho", raciocina. Sobre o fato de não ter avistado os ataques ou o animal selvagem que pode ter provocado o ataque ao rebanho, ele é categórico em dizer, "só vi os pelos dele no arame farpado".


Embora a região do Irani seja comum o avistamento de animais como a onça parda, o ataque desse felino às criações é bastante raro. Moacir afirma que é a primeira vez que ele teve ataques no seu rebanho e por causa disso teve que colocar todas as 20 ovelhas em um local mais seguro e mais próximo da residência, nesta propriedade rural. 


Onça parda ou leão baio


A onça-parda (português brasileiro) ou puma (português europeu) (nome científico: Puma concolor), também conhecida no Brasil por suçuarana e leão-baio, é um mamífero carnívoro da família Felidae e gênero Puma, nativo da América. Foi originalmente classificada no gênero Felis, mas estudos genéticos demonstram que a espécie evoluiu em uma linhagem próxima à chita (Acinonyx jubatus) e ao gato-mourisco (Puma yagouaroundi). É o mamífero terrestre com a maior distribuição geográfica no ocidente, ocorrendo desde a Columbia Britânica, no Canadá, até o extremo sul do Chile, habitando desde florestas densas, até áreas desérticas, com clima tropical ou subártico, exceto a tundra. É capaz de sobreviver em áreas extremamente alteradas pelo homem, como pastagens e cultivos agrícolas.


É o maior membro da subfamília Felinae, medindo até 155 cm de comprimento, sem a cauda, e pesando até 72 kg, com porte semelhante ao do leopardo (Panthera pardus), sendo o segundo maior felídeo das Américas. Possui coloração variando do cinzento ao marrom-avermelhado, com a ponta da cauda de cor preta, áreas laterais do focinho e ventre de cor brancas. Os filhotes nascem com manchas escuras na pelagem, que geralmente persistem até 14 semanas de idade. Possui as mais longas patas traseiras dentre os felinos. Vivem em média, entre 7,5 e 9 anos de idade.


É um animal solitário e mais ativo à noite. Alimenta-se predominantemente de cervídeos, mas pode variar a dieta, sendo considerada um predador oportunista. A presença de outros carnívoros influencia diretamente a escolha das presas e ambientes de caça. As áreas de vida variam de 50 a 1000 km², com machos sendo territoriais e possuindo grandes áreas se sobrepondo ao de várias fêmeas. As fêmeas possuem vários estros no ano, possuem uma gestação que dura entre 90 e 96 dias e geralmente nascem entre 3 e 4 filhotes, a cada 2 anos, aproximadamente.


A onça-parda não é considerada em risco de extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais, mas já foi extinta na América do Norte e em algumas localidades das Américas Central e do Sul. As principais causas disso são a caça, seja por esporte ou retaliação por ataques ao gado, fragmentação e destruição do habitat, e em áreas muito populosas, atropelamentos. A dizimação dessas populações no leste dos Estados Unidos, na Flórida, é um bom exemplo dos efeitos deletérios do isolamento populacional. Apesar disso, existe uma tendência de recolonização do centro-leste norte-americano. Dado sua força e elegância, esse felino foi representado em inúmeras culturas americanas, mas nas sociedades ocidentais atuais, as relações muitas vezes são conflituosas, seja por ataques aos animais domésticos, seja por ataques aos seres humanos.


(Fonte: Wickpedia)