Coronavírus

09 abr 20 | 15h06 Por Jocimar Soares

Sindilojas prevê demissões no comércio de Concórdia por causa da quarentena

Por outro lado, entidade aposta que a proximidade com o Dia das Mães poderá amortecer o impacto previsto.

Sindilojas prevê demissões no comércio de Concórdia por causa da quarentena
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Ao mesmo tempo que o mundo se preocupa com a expansão do coronavírus, a preocupação com a economia e com a manutenção dos empregos também começa a ganhar espaço nos debates. Com quase um mês de quarentena, várias empresas estão anunciando corte no número de trabalhadores e, até mesmo, dificuldade para retornar às atividades por dificuldades financeiras. Isso, em nível de Santa Catarina.


Em Concórdia, não será diferente! A questão agora é saber a proporção disso. A afirmação é do Sindicato do Comércio Lojista de Concórdia e Região, Sindilojas. Em entrevista ao Jornal Aliança desta quinta-feira, dia 9, o presidente da entidade classista, Leocérgio Sarturi, afirmou que é uma situação inevitável. "Vai de cada empresário. Estamos percebendo que já ha dispensas. Mas não temos um número ainda", diz Sarturi. Completa que muitas empresas, que estão sem dar o giro desde o começo da quarentena também vão ter dificuldades para reabrir as portas. A maioria delas é composta por pequenos estabelecimentos, especialmente os familiares.


A situação tem explicação no período da quarentena, já que muitas lojas dos ramos de vestuário, eletrodomésticos, móveis e afins estão de portas fechadas há quase um mês por conta de Decreto do Governo do Estado de Santa Catarina. A medida de contingenciamento, visando evitar aglomeração e circulação de pessoas, entrou em vigência no dia 17 de março já ocorreram quatro prorrogações, mas com a liberação gradativa de alguns setores empresariais. A reclamação dos empresários é que nesse período não houve e não está havendo movimentação financeira com vendas e muitos alegam dificuldades para honrar compromissos financeiros. O resultado disso, alegado por alguns lojistas, pode ser o desligamento de colaboradores e, em casos extremos, o encerramento das atividades. O motivo da paralisação é evitar o avanço do coronavírus.


Por outro lado, Leocérgio acredita que esse impacto poderá ser diminuído. O motivo, as vendas para o Dia das Mães, que será comemorado no mês de maio. A exemplo da Páscoa, que foi impactada pela quarentena, o segundo domingo de maio também é de forte apelo comercial e é considerado uma espécie de segundo natal. "Nesse caso, precisaremos de trabalhadores para atender a demanda dessa data", explica Sarturi.


Conforme anunciado pela Rádio Aliança, o governador Carlos Moisés da Silva prorrogou pela quarta vez o Decreto da Quarentena até o próximo dia 13. Porém, alguns segmentos já estão autorizados a funcionar, através de Portaria. Porém, não há uma garantia de liberação. Em função disso, várias entidades empresariais e lojistas já estão se articulando para sensibilizar o Governo do Estado a liberar os demais estabelecimentos ou, no mínimo, flexibilizar mais essa quarentena. Por enquanto, não há um indicativo seguro dessa decisão.

09 abr 20 | 15h06 Por Jocimar Soares

Sindilojas prevê demissões no comércio de Concórdia por causa da quarentena

Por outro lado, entidade aposta que a proximidade com o Dia das Mães poderá amortecer o impacto previsto.

Sindilojas prevê demissões no comércio de Concórdia por causa da quarentena

Ao mesmo tempo que o mundo se preocupa com a expansão do coronavírus, a preocupação com a economia e com a manutenção dos empregos também começa a ganhar espaço nos debates. Com quase um mês de quarentena, várias empresas estão anunciando corte no número de trabalhadores e, até mesmo, dificuldade para retornar às atividades por dificuldades financeiras. Isso, em nível de Santa Catarina.


Em Concórdia, não será diferente! A questão agora é saber a proporção disso. A afirmação é do Sindicato do Comércio Lojista de Concórdia e Região, Sindilojas. Em entrevista ao Jornal Aliança desta quinta-feira, dia 9, o presidente da entidade classista, Leocérgio Sarturi, afirmou que é uma situação inevitável. "Vai de cada empresário. Estamos percebendo que já ha dispensas. Mas não temos um número ainda", diz Sarturi. Completa que muitas empresas, que estão sem dar o giro desde o começo da quarentena também vão ter dificuldades para reabrir as portas. A maioria delas é composta por pequenos estabelecimentos, especialmente os familiares.


A situação tem explicação no período da quarentena, já que muitas lojas dos ramos de vestuário, eletrodomésticos, móveis e afins estão de portas fechadas há quase um mês por conta de Decreto do Governo do Estado de Santa Catarina. A medida de contingenciamento, visando evitar aglomeração e circulação de pessoas, entrou em vigência no dia 17 de março já ocorreram quatro prorrogações, mas com a liberação gradativa de alguns setores empresariais. A reclamação dos empresários é que nesse período não houve e não está havendo movimentação financeira com vendas e muitos alegam dificuldades para honrar compromissos financeiros. O resultado disso, alegado por alguns lojistas, pode ser o desligamento de colaboradores e, em casos extremos, o encerramento das atividades. O motivo da paralisação é evitar o avanço do coronavírus.


Por outro lado, Leocérgio acredita que esse impacto poderá ser diminuído. O motivo, as vendas para o Dia das Mães, que será comemorado no mês de maio. A exemplo da Páscoa, que foi impactada pela quarentena, o segundo domingo de maio também é de forte apelo comercial e é considerado uma espécie de segundo natal. "Nesse caso, precisaremos de trabalhadores para atender a demanda dessa data", explica Sarturi.


Conforme anunciado pela Rádio Aliança, o governador Carlos Moisés da Silva prorrogou pela quarta vez o Decreto da Quarentena até o próximo dia 13. Porém, alguns segmentos já estão autorizados a funcionar, através de Portaria. Porém, não há uma garantia de liberação. Em função disso, várias entidades empresariais e lojistas já estão se articulando para sensibilizar o Governo do Estado a liberar os demais estabelecimentos ou, no mínimo, flexibilizar mais essa quarentena. Por enquanto, não há um indicativo seguro dessa decisão.