Coronavírus

10 jun 21 | 15h32 Por Jocimar Soares

HSF se manifesta sobre redução de leitos e justifica questões financeiras e falta de mão de obra

Instituição enviou nota respondendo solicitação enviada por ofício pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde

HSF se manifesta sobre redução de leitos e justifica questões financeiras e falta de mão de obra
Imprimir

Através de nota, a direção do Hospital São Francisco de Concórdia se manifestou através sobre a decisão de remanejamento de leitos de UTI, ocorrido nos últimos dias e que provocou reação de autoridades regionais. O maior hospital da região passou a destinar apenas 10 dos 20 leitos de Unidade de Terapia Intensiva para tratamento de casos graves de coronavírus. Tal medida fez com que entidades como o Consórcio Intermunicipal de Saúde e Associação dos Vereadores do Alto Uruguai de Santa Catarina enviassem ofício à direção do HSF pedindo uma reavaliação dessas medidas. Até a Terceira Promotoria da Comarca de Concórdia iniciou procedimento de levantamento de informações sobre o assunto.


Em uma nota de três páginas, assinada também pelo diretor geral, Claudemir Andrighi, a instituição hospitalar confirma esse remanejamento de leitos. Das 16 vagas de UTI temporárias para atendimento de pacientes credenciados ao SUS na Terapia Intensiva, foram mantidos dez leitos. A destinação de outros quatro não foi informada. No espaço dos outros seis, foi convertido em 12 leitos de enfermaria clínica normal, que estão todas ocupadas. A direção do HSF faz questão de ressaltar que todos os equipamentos necessários ao funcionamento dos leitos de UTI continuam no interior do hospital


Ainda conforme a nota, essa decisão foi tomada mediante o déficit financeiro, aumento de custos operacionais, remuneração pelo SUS e dificuldades com equipamentos e medicamentos.


Porém, o remanejamento também se deve a carência de pessoal de enfermagem, "cujos quadros já vinham defasados e não foi possível a recomposição, em razão da inexistência de profissionais no mercado". Conforme a instituição, some-se a isso o atestado de funcionários que apresentaram sintomas, que são oito, e de trabalhadoras gestantes, que foram afastadas por força de lei, num total de 18 pessoas.


A direção do Hospital São Francisco de Concórdia chama a atenção de que alguns municípios chegaram a se comprometer em fornecer mão de obra para auxiliar na assistência aos pacientes. Tal auxílio ocorreu por durante dois meses. Porém, parte da carência foi suprida. Da necessidade de 25 profissionais, oito foram enviados. Atualmente, nenhum destes colaboradores terceirizados se encontra atuando no interior do hospital. Essa assistência aos pacientes covid é prestada apenas por seu quadro funcional.


Outra situação apontada pelo hospital para tomar essa medida foi a desaceleração na internação de pacientes com covid-19 em estado grave e, paralelamente, um aumento significativo de internação de pacientes graves com outras enfermidades. Sobre isso, "houve a necessidade de fazer uma realocação de leitos para que o Hospital pudesse dar condições clínicas a todos os pacientes internados, tanto com a patologia covid, como os não covid.


A direção do Hospital São Francisco de Concórdia encerra seu manifesto, dizendo que está se adaptando à realidade atual. Não descartando voltar a disponibilizar a sua estrutura mediante cooperação financeira dos gestores públicos e retaguarda para encaminhamento de pacientes não covid graves para outras unidades de referência. O hospital reforça que a sua atuação é limitada a sua capacidade física, estrutural e humana.


Durante o período mais crítico, o Hospital São Francisco chegou a atuar com 85 leitos de enfermaria e 20 de UTI para covid, chegando a ter 140 pacientes internados.






 

10 jun 21 | 15h32 Por Jocimar Soares

HSF se manifesta sobre redução de leitos e justifica questões financeiras e falta de mão de obra

Instituição enviou nota respondendo solicitação enviada por ofício pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde

HSF se manifesta sobre redução de leitos e justifica questões financeiras e falta de mão de obra

Através de nota, a direção do Hospital São Francisco de Concórdia se manifestou através sobre a decisão de remanejamento de leitos de UTI, ocorrido nos últimos dias e que provocou reação de autoridades regionais. O maior hospital da região passou a destinar apenas 10 dos 20 leitos de Unidade de Terapia Intensiva para tratamento de casos graves de coronavírus. Tal medida fez com que entidades como o Consórcio Intermunicipal de Saúde e Associação dos Vereadores do Alto Uruguai de Santa Catarina enviassem ofício à direção do HSF pedindo uma reavaliação dessas medidas. Até a Terceira Promotoria da Comarca de Concórdia iniciou procedimento de levantamento de informações sobre o assunto.


Em uma nota de três páginas, assinada também pelo diretor geral, Claudemir Andrighi, a instituição hospitalar confirma esse remanejamento de leitos. Das 16 vagas de UTI temporárias para atendimento de pacientes credenciados ao SUS na Terapia Intensiva, foram mantidos dez leitos. A destinação de outros quatro não foi informada. No espaço dos outros seis, foi convertido em 12 leitos de enfermaria clínica normal, que estão todas ocupadas. A direção do HSF faz questão de ressaltar que todos os equipamentos necessários ao funcionamento dos leitos de UTI continuam no interior do hospital


Ainda conforme a nota, essa decisão foi tomada mediante o déficit financeiro, aumento de custos operacionais, remuneração pelo SUS e dificuldades com equipamentos e medicamentos.


Porém, o remanejamento também se deve a carência de pessoal de enfermagem, "cujos quadros já vinham defasados e não foi possível a recomposição, em razão da inexistência de profissionais no mercado". Conforme a instituição, some-se a isso o atestado de funcionários que apresentaram sintomas, que são oito, e de trabalhadoras gestantes, que foram afastadas por força de lei, num total de 18 pessoas.


A direção do Hospital São Francisco de Concórdia chama a atenção de que alguns municípios chegaram a se comprometer em fornecer mão de obra para auxiliar na assistência aos pacientes. Tal auxílio ocorreu por durante dois meses. Porém, parte da carência foi suprida. Da necessidade de 25 profissionais, oito foram enviados. Atualmente, nenhum destes colaboradores terceirizados se encontra atuando no interior do hospital. Essa assistência aos pacientes covid é prestada apenas por seu quadro funcional.


Outra situação apontada pelo hospital para tomar essa medida foi a desaceleração na internação de pacientes com covid-19 em estado grave e, paralelamente, um aumento significativo de internação de pacientes graves com outras enfermidades. Sobre isso, "houve a necessidade de fazer uma realocação de leitos para que o Hospital pudesse dar condições clínicas a todos os pacientes internados, tanto com a patologia covid, como os não covid.


A direção do Hospital São Francisco de Concórdia encerra seu manifesto, dizendo que está se adaptando à realidade atual. Não descartando voltar a disponibilizar a sua estrutura mediante cooperação financeira dos gestores públicos e retaguarda para encaminhamento de pacientes não covid graves para outras unidades de referência. O hospital reforça que a sua atuação é limitada a sua capacidade física, estrutural e humana.


Durante o período mais crítico, o Hospital São Francisco chegou a atuar com 85 leitos de enfermaria e 20 de UTI para covid, chegando a ter 140 pacientes internados.