Coronavírus

26 nov 20 | 11h18 Por Jocimar Soares

Ação do MP do Trabalho pede que frigorífico de Seara adote medidas para evitar o covid

MPT afirma que 338 dos 3.530 empregados das unidades de Abate de Aves e Suínos da empresa testaram positivo para coronavírus.

Ação do MP do Trabalho pede que frigorífico de Seara adote medidas para evitar o covid
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O Ministério Público do Trabalho (MPT) em Santa Catarina entrou com uma ação civil pública em que pede que o frigorífico da Seara Alimentos, localizado no Oeste catarinense na cidade de mesmo nome, seja obrigado a cumprir diversas normas para prevenção e combate à Covid-19 entre os funcionários. Segundo o MPT, 338 dos 3.530 empregados das unidades de Abate de Aves e Suínos da empresa testaram positivo para a doença.


O MPT entrou com a ação nesta quarta-feira (25). A empresa pertence ao Grupo JBS. Em nota, a JBS afirmou que "A JBS reitera que a proteção e a saúde de seus colaboradores é o seu principal objetivo. A empresa adota um protocolo robusto de controle, prevenção e segurança contra a Covid-19 em todas as suas 135 unidades, em conformidade com a Portaria interministerial nº 19, de 18 de junho de 2020 (ministérios da Saúde, Agricultura e Economia)".


Também disse na nota que "desde o início da pandemia tem realizado o afastamento imediato de todos os colaboradores dos grupos de risco ou que apresentem quadro sintomático, conforme os critérios dos órgãos de saúde e recomendação médica" e que investiu mais de R$ 250 milhões em medidas, sistemas e processos de contingência de saúde e segurança em todas as instalações da empresa no Brasil.


Investigação


Segundo o MPT, documentos enviados pela própria empresa mostraram falhas nos procedimentos de acompanhamento da saúde dos trabalhadores dos frigoríficos de abate de aves e suínos de Seara.


As irregularides mais graves encontradas pelo Ministério Público estão relacionadas ao monitoramento dos trabalhadores e de casos suspeitos. Entre os problemas estão o não afastamento precoce de funcionários que estejam com suspeita de Covid-19 ou daqueles que tiveram contato com casos confirmados ou suspeitos. Também foram encontradas situações em que empregados pertecentes a grupos de risco não foram afastados.


De acordo com o MPT, a empresa também não submete os trabalhadores a exames médicos específicos ou à testagem para a Covid-19. Isso impede o monitoramente eficaz do estado de saúde dos empregados.


Também foram encontradas outras irregularidades, como a violação do distanciamento mínimo, o não fornecimento de máscaras adequadas para os funcionários durante o transporte e a inadequação dos sistemas de ventilação e exaustão em ambientes artificionalmente frios.


Pedido


Na ação, o MPT pede a testagem obrigatória dos trabalhadores, afastamento de casos suspeitos e confirmados e a notificação desses pacientes nos sistemas de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) e da Vigilância Sanitária de Santa Catarina.


(Fonte: G1/SC)

26 nov 20 | 11h18 Por Jocimar Soares

Ação do MP do Trabalho pede que frigorífico de Seara adote medidas para evitar o covid

MPT afirma que 338 dos 3.530 empregados das unidades de Abate de Aves e Suínos da empresa testaram positivo para coronavírus.

Ação do MP do Trabalho pede que frigorífico de Seara adote medidas para evitar o covid

O Ministério Público do Trabalho (MPT) em Santa Catarina entrou com uma ação civil pública em que pede que o frigorífico da Seara Alimentos, localizado no Oeste catarinense na cidade de mesmo nome, seja obrigado a cumprir diversas normas para prevenção e combate à Covid-19 entre os funcionários. Segundo o MPT, 338 dos 3.530 empregados das unidades de Abate de Aves e Suínos da empresa testaram positivo para a doença.


O MPT entrou com a ação nesta quarta-feira (25). A empresa pertence ao Grupo JBS. Em nota, a JBS afirmou que "A JBS reitera que a proteção e a saúde de seus colaboradores é o seu principal objetivo. A empresa adota um protocolo robusto de controle, prevenção e segurança contra a Covid-19 em todas as suas 135 unidades, em conformidade com a Portaria interministerial nº 19, de 18 de junho de 2020 (ministérios da Saúde, Agricultura e Economia)".


Também disse na nota que "desde o início da pandemia tem realizado o afastamento imediato de todos os colaboradores dos grupos de risco ou que apresentem quadro sintomático, conforme os critérios dos órgãos de saúde e recomendação médica" e que investiu mais de R$ 250 milhões em medidas, sistemas e processos de contingência de saúde e segurança em todas as instalações da empresa no Brasil.


Investigação


Segundo o MPT, documentos enviados pela própria empresa mostraram falhas nos procedimentos de acompanhamento da saúde dos trabalhadores dos frigoríficos de abate de aves e suínos de Seara.


As irregularides mais graves encontradas pelo Ministério Público estão relacionadas ao monitoramento dos trabalhadores e de casos suspeitos. Entre os problemas estão o não afastamento precoce de funcionários que estejam com suspeita de Covid-19 ou daqueles que tiveram contato com casos confirmados ou suspeitos. Também foram encontradas situações em que empregados pertecentes a grupos de risco não foram afastados.


De acordo com o MPT, a empresa também não submete os trabalhadores a exames médicos específicos ou à testagem para a Covid-19. Isso impede o monitoramente eficaz do estado de saúde dos empregados.


Também foram encontradas outras irregularidades, como a violação do distanciamento mínimo, o não fornecimento de máscaras adequadas para os funcionários durante o transporte e a inadequação dos sistemas de ventilação e exaustão em ambientes artificionalmente frios.


Pedido


Na ação, o MPT pede a testagem obrigatória dos trabalhadores, afastamento de casos suspeitos e confirmados e a notificação desses pacientes nos sistemas de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) e da Vigilância Sanitária de Santa Catarina.


(Fonte: G1/SC)