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Divulgação.
A tragédia nossa de cada dia escamba para a "grenalização" da política
Enquanto segmentos ideológicos apontam o dedo entre si, fica a pergunta sobre o papel da família!
Publicado 14/03/2019
 

Por Jocimar Soares

O Brasil assiste atônito os desdobramentos desse massacre ocorrido em uma escola na cidade de Suzano, na grande São Paulo. Infelizmente dez vidas foram perdidas e o mais estarrecedor, não será a última tragédia desse gênero. Analisando friamente os números, é mais um triste episódio que marca esses primeiros meses de 2019, que já teve outras tragédias que fizeram o Brasil chorar.


O que levou dois jovens a cometerem essa atrocidade ainda está sendo investigado. Porém, algumas linhas apontam que o bullying é uma das razões para que houvesse esse derramamento de sangue.


É preciso ter cuidado nesse momento para tentar achar explicação para o que ainda é inexplicável. Os corpos das vítimas e dos atiradores ainda não haviam sido retirados do interior da escola e pelas redes sociais já corriam versões e deduções de várias ordem, a maioria política, para tentar estabelecer uma conexão com o fato. Era uma espécie de grenalização da política. Eram direitistas acusando os governos anteriores de forte interferência ideológica e de apregoar a vitimização do jovem. Por outro lado, a esquerda apontava o dedo para o atual governo, que tem uma filosofia de facilitar o armamento da população, o que daria liberdade para alguns se acharem no direito de tirar a vida de outros.

 

Vamos os fatos: Primeiro lugar, não dá para culpar a polêmica flexibilização da posse de armas porque a tal flexibilização não aconteceu na prática. Continua tudo praticamente igual e, certamente, as armas dos dois agressores já estavam no "mercado" bem antes dessa discussão vir à tona.


Em segundo, não dá para culpar o atual presidente e seu gestual de "arminha" pelo fatídico episódio. Claro que um ato dessa monstruosidade pode ter o seu gatilho numa liderança. Mas não é qualquer liderança! Trata-se de alguém que venha a ter inteligência, persuasão, respeito e forte influência sobre seus liderados. Predicados que ao meu ver não se aplicam ao Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro. 


Mesmo ainda sem uma origem definida, o fatídico episódio nos remete também a reflexão sobre a proximidade e aglutinação das pessoas no seio familiar. A pergunta é, até que ponto os pais estão dispensando atenção necessária para os problemas que afetam os filhos, sejam crianças ou adolescente? As famílias estão observando ou vigiando para que haja a harmonia e o bom comportamento dos filhos para com a sociedade? Há a vigilância sobre o que assistem ou jogam pela internet? Estão incentivando a conversa ou o diálogo aberto sobre os dramas atuais, que acometem os adolescentes? E o mais importante, estão sendo esse elo entre os filhos e a exorcisação de seus fantasmas?


Não quero aqui cravar que tenha faltado família para esses dois jovens, que são os responsáveis pelas mortes. Mas é um assunto que, naturalmente, nos empurra para essa discussão. Convenhamos, é uma temática que vale muito a pena. Já que estamos vivendo dias cada vez mais difíceis!

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