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Divulgação.
Bolsonaro passa por cima do discurso para poder "governar o governo"
A tal da ruptura com a velha política é coisa do passado e o enlace com o centrão já está feito.
Publicado 29/10/2018
 

Por Jocimar Soares

Prevaleceu a tendência! A maioria da população queria mudança e ela se concretizou através das urnas. Bolsonaro é o novo Presidente da República a partir do dia primeiro de janeiro de 2019. Numa eleição marcada por muitos ataques entre os candidatos, tensões entre seus eleitores e medo, uma coisa dá para se afirmar com segurança: O Brasil não terá uma nova ditadura militar ou algo do gênero. Outra coisa certa é que o novo chefe do Executivo nacional terá muitas dificuldades para colocar o país nos eixos. Isso já foi comentado aqui.


Porém, no aspecto governabilidade, tudo aquilo que foi ventilado nos últimos dias já está acontecendo. Bolsonaro abriu os braços para o bloco do centrão e o centrão abriu os braços para o Jair Messias Bolsonaro. Isso sepulta o discurso da "ruptura com a velha política e suas práticas", tão falada nesta campanha política. Por outro lado, essa aproximação garante a governabilidade de Bolsonaro. Ou seja, mesmo sendo eleito em chapa pura, Bolsonaro terá condições de "governar o governo" e isso é inegavelmente muito importante para o novo mandatário colocar em prática as poucas promessas de campanha, entre elas a Reforma da Previdência.


Negociar projetos com o centrão acredito que não será necessário a partir de agora. O alinhamento já existe e isso é notório. Tão logo soube da confirmação de sua eleição, Bolsonaro falou pela primeira vez e depois participou de uma roda de oração, de mãos dadas com Magno Malta, senador da República pelo PR, cuja sigla integra o centrão. Depois veio a notícia de que o deputado federal Onyx Lorenzoni, do DEM, está sendo cotado para ser o ministro-chefe da Casa Civil do próximo governo. Democratas, outro partido do bloco centrão. Então, o enlace já estava consumado antes mesmo da eleição.


Embora questione o já existente desencontro da teoria e da prática em relação ao discurso da ruptura política com o velho sistema que hoje está em vigência na política brasileira, eu não vejo problema nenhum nesta aproximação do novo Presidente da República com a turma do centrão. Afinal de contas, ele precisa "governar o governo". E para governar o governo é preciso ter o aval do Congresso Nacional. Como o centrão é um bloco importante e decisivo pelo seu número de parlamentarse, então, vale o diálogo. Porém, espero que essa relação não seja promíscua.


No mais, torço para que o próximo Presidente da República confirme as expectativas e faça um bom governo. Torcer contra ou adotar o mantra do "quanto pior, melhor" será um tiro no pé. Ainda mais na situação que nós estamos. Porém, isso não me exime do dever da crítica. 

 

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