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Divulgação.
Mais de 400 candidatos a deputado de outras regiões pescaram votos aqui
Tema do "voto regionalizado" não foi tão batido nestas eleições. Clamor por mudança, sim.
Publicado 11/10/2018
 

Por Jocimar Soares

Uma enxurrada de candidatos pescou pelo menos um votinho em Concórdia durante o último domingo, dia sete. Entre estaduais e federais, foram 448 nomes que apareceram na urna eletrônica, referendados pelos mais de 47 mil eleitores de Concórdia. A maioria dos votos foi para os candidatos do município ou que têm relação política com a cidade e com uma base constituída por aqui. O restante, ou a grande maioria, é de paraquedistas. Candidatos que, talvez, não pisaram na Capital do Trabalho. A maioria não sabe quem são e, mesmo assim, fizeram com que alguém se sentisse representado por aqui.

 

Analisando a soma, é impossível não nos remeter ao tema "voto regionalizado", que não foi muito batido nesta eleição como outrora. Seria de incentivar o eleitor local a votar em candidatos que são de sua localidade ou que façam uma representatividade na prática dessa localidade. Porém, a Legislação eleitoral permite que votos daqui sejam pescados por candidatos de outros lugares, através do princípio da isonomia entre os candidatos e liberdade do eleitor.

 

Mesmo com esse quantitativo de votos de fora, Concórdia e a região do Alto Uruguai Catarinense não perderam a sua representatividade. A Amauc continuará com dois deputados estaduais, Moacir Sopelsa e Neodi Saretta, e quase ganhou uma terceira cadeira com Rutinéia Rossi, que por pouco não entrou pelos votos de legenda.

 

No plano federal, os tradicionais Celso Maldaner e Pedro Uczai, que são do Oeste, também foram reeleitos. Essa representativdade poderá ser aumentada com a eleição de Caroline De Toni, do PSL, a mais votada em Concórdia para a Câmara Federal. Pela votação que fez, a novata do PSL certamente adotará Concórdia e região. 

 

Comparando as vizinhas regiões de Joaçaba e Videira, o prejuízo de representatividade é maior. Joaçaba ganhou um Senador, mas não tem deputado federal e nem estadual. Já Videira, que nesta legislatura passou a ter um deputado estadual após várias décadas, voltará a ficar sem nenhum a partir do próximo ano.


A realidade mostra que a vontade pela mudança, pelo novo, fez com que o "votar em quem é daqui" fosse deixado de lado. Talvez isso explique o número de gente de fora que apareceu por aqui faturando uns votinhos. Quem se elegeu pela primeira vez, cabe cumprir a promessa de ser o diferente. Quem conseguiu a reeleição, cabe uma observação do cenário e se adequar a ele.

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