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Divulgação.
Semana Leonardo Boff! Todos os notáveis merecem homenagens
Todo formador de opinião não quer ser unanimidade. E sim, despertar a reflexão.
Publicado 07/07/2018
 

Por Jocimar Soares

Encerrou na de sexta-feira, dia seis, a Semana Leonardo Boff, em Concórdia. Desde a última segunda-feira, dia dois, uma série de atividades foi desenvolvida para homenagear um dos mais notórios concordienses. Outro objetivo é dar conhecimento ao público sobre a obra do teólogo, que é um dos expoentes da Teologia da Libertação no Brasil.

 

Fiquei surpreso com o fato da Semana Leonardo Boff, um evento aberto ao público e gratuito, não constar na Programação Oficial de Aniversário de 84 anos Concórdia, recentemente lançada pela municipalidade. Digo isso pela notoriedade mundial de Boff e pelo reconhecimento como pensador e formador de opinião, que ajudam a referenciar Concórdia em todo o planeta. Afinal de contas, ele é natural da Capital do Trabalho. Haja vista que a Programação oficial de aniversário, muito bem diversificada, tem dois eventos fechados ao público, como o "Arraiá do Servidor" e a Homenagem aos Servidores que se Aposentaram no primeiro semestre desse ano. Mas isso é assunto para outro debate. Entretanto, temos que afirmar a Semana Leonardo Boff teve o apoio da Fundação Municipal de Cultura.

 

O fato é que Leonardo Boff, como já frisado, é um filósofo e formador de opinião. Seus ideais são aceitos por uns e rejeitados por outros. Situação normal nesta relação de interlocução de ideias. O papel de um formador de opinião é despertar a reflexão sobre os assuntos pautados. Jamais ser unanimidade! Assim é Leonardo Boff.

 

Suas posições em relação à teologia também são aceitas por uns e descartadas por outras pessoas. Quem leu sobre a  teologia da libertação sabe do que estou falando. A mesma situação vale para a posição política de Boff, que tem sido um dos críticos mais contundentes da situação judicial envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba.

 

Independente de concordar, ou não, com as posições do notável concordiense, isso jamais deve ofuscar o conjunto de obras já realizados por Boff. Amado ou odiado, o teólogo conseguiu chegar onde poucos estiveram. É uma figura reconhecida mundialmente e até o Papa Francisco já fez referências públicas à trechos da bibliografia de Leonardo. Portanto, é importante a opinião popular separar os ideais particulares de Boff da sua caminhada dentro da teologia, a sua obra. Uma situação não pode sobrepor a outra.

 

Aproveitando o gancho, além de Boff, Concórdia também teve, e tem, outros notáveis. Alguns nomes não tão conhecidos do grande público, mas venerados no ramo onde atuaram. Um deles foi Paulo Henrique Müller, músico concordiense que faleceu no ano passado. Pouco conhecido aqui, mas de grande relevância na música erudita brasileira. Recentemente, ele, merecidamente, cedeu o nome para o Auditório do Centro Cultural, em Concórdia.

 

Outro exemplo, talvez o mais clássico, é o de Attílio Fontana. Empreendedor, visionário, criador de uma das maiores agroindústrias mundiais. O empenho de Attílio Fontana em vida também foi preponderante para que a região prosperasse no agronegócio. Fontana também militou na política e teve, em algum momento, suas ideias rejeitadas. Porém, isso não manchou o brilhantismo de sua história. As homenagens ao fundador da Sadia são permanentes por aqui.

 

Guardadas as devidas proporções, todos os notáveis que nasceram ou fizeram história aqui, merecem ser homenageados e respeitados. Inclusive, Leonardo Boff.

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