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ANÁLISE. O que vai acabar: o governo Temer ou a greve?
Se o presidente Michel Temer não apresentar solução para o impasse, pode cair
Publicado 27/05/2018
 

Por Clelio Dal Piaz

Quanto mais fraco o governo, mais forte a mobilização dos transportadores. Usando a linguagem popular, “a boiada estourou”. O governo tenta cortar a volta para o reponte. Parece que não está conseguindo.

Nestas condições, o futuro do movimento de greve do transporte terá estreita relação com o futuro do governo Temer. A coexistência entre ambos é impossível. Se o presidente da República e sua turma não equacionarem o problema, terão que pedir o boné.

As faixas de “intervenção militar” colocadas em pontos de mobilização, em veículos que circulam pelas cidades e ditas por pessoas que participam ou apoiam o movimento, podem ser o desejo da volta dos militares, mas não só isso: podem ser lidas também como um “fora Temer”. Também é preciso entender que “intervenção militar” será o fim de qualquer manifestação popular, inclusive esta, livre e democrática, dos transportadores.

Ao mesmo tempo em que  o movimento de greve, que segundo o Palácio do Planalto, é financiado pelos grandes transportadores (o chamado locaute), joga o governo às cordas, também  inviabiliza a atividade econômica. Nestas condições e neste momento, perdem todos, grandes e pequenos. Os pequenos, no caso, os produtores de leite, suínos, aves, que têm vida tão dura quanto a dos motoristas e autônomos das estradas.

A visão deste momento é o que o futuro da grave no transporte de carga, apoiada por parcelas importantes da sociedade brasileira, e o futuro do governo poderão ter o encontro ou o desencontro definitivo em poucos dias. O encontro seria a solução do impasse. O desencontro, até a renúncia do presidente Michel Temer. Na visão de aliados do Palácio do Planalto, inclusive do partido de Temer, o MDB, este governo já acabou

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