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Prefeito gaúcho é investigado por oferta à menina de 13 anos para sexo
Segundo Ministério Público, político ainda tentou comprar o silêncio dos pais da adolescente
Publicado 15/05/2018
 

Por Clelio Dal Piaz


Residências e o gabinete do prefeito do município de Planalto, no Norte do Rio Grande do Sul,  foram alvos de três mandados de busca e apreensão, na manhã desta terça-feira (15), em uma investigação do Ministério Público (MP) por estupro de vulnerável. Conforme as investigações, Antonio Carlos Damin, o Tonho (PDT), teria oferecido R$ 1 mil para uma garota de 13 anos para que fizesse sexo com ele. 

 

A investigação começou em março de 2018 e chegou até o conhecimento do MP após denúncia ao Conselho Tutelar. De acordo com o promotor Alexandre Salim, a menina contou que vinha sendo procurada pelo chefe do Executivo municipal para que mantivesse relações sexuais com ele. Para isso, Damin teria se aproveitado de ser chefe da mãe dela, que era caseira de uma propriedade rural do político.

 

 — A menina confirmou que na época em que tinha 13 anos e que residia em uma chácara com a mãe dela havia toda uma insistência por parte do prefeito para a prática de sexo com ela. O prefeito tentava, mostrava fotos, vídeos, tudo de conteúdo erótico com outras meninas nuas — comenta o promotor.   

 

Conforme Salim, as investidas chegaram ao extremo de o prefeito tocar nas partes íntimas da menina, que reagiu à ação. O ato configura estupro de vulnerável. O promotor afirma que ainda não pediu a prisão de Damin porque irá, antes, analisar o conteúdo apreendido nos celulares e computadores que foram apreendidos com ele.

 

Há suspeitas de que o prefeito, que é oficial de Justiça aposentado, foi informado de forma ilegal sobre a investigação. A Procuradoria de Prefeitos identificou que o prefeito marcou encontro em um local de baixa movimentação com os pais da menina para tentar convencê-los a retirar a representação. A mãe da menina teria sido levada por um assessor da prefeitura até o local, onde encontrou Damin dentro de um carro.

 

Durante o cumprimento dos mandados, o MP encontrou uma espingarda calibre 36 sem registro e uma pistola calibre 380, registrada em nome do prefeito. Por isso, ele foi levado até a delegacia de Polícia Civil. Ele foi autuado por posse ilegal de arma de fogo. O delegado Ercílio Carletti estipulou fiança de R$ 2 mil, que foi paga por Damin. Ele deixou na manhã desta terça-feira o órgão e foi para casa. 

 

Além das buscas, a 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça também proibiu que o prefeito entre em contato com a vítima e os pais dela, por qualquer meio, seja pessoalmente ou por terceiros, ou mesmo por meios eletrônicos ou telefônicos, além de guardar distância mínima de 200 metros da família. Ele também está proibido de sair da cidade sem autorização judicial.

Com informações de Gaúcha ZH 

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