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Residências que foram atingidas pelo deslizamento estão em situação de abandono / Foto: Divulgação
Moradores pedem pagamento do aluguel e agilidade nas perícias
Deslizamento nas ruas Horácio Sandi e Victor Sopelsa vai completar um ano em 31 de maio
Publicado 10/05/2018
 

Por Analu Slongo

A situação dos moradores das ruas Horácio Sandi e Victor Sopelsa, que tiveram que deixar as residências por causa do deslizamento que ocorreu em 31 de maio do ano passado, está complicada. Na tarde desta quinta-feira, 10 de maio, eles realizaram uma coletiva de imprensa para relatar os problemas. O que eles pedem é a retomada do pagamento do aluguel social e agilidade nas perícias de avaliação dos imóveis.

 

A vereadora Marilane Fiametti Stuani, que também teve que deixar a residência, diz que há dois meses eles não estão recebendo o aluguel social de R$ 1 mil. “A Prefeitura depositou a parte dela em juízo, mas estamos sem receber do proprietário do terreno. Ele alega que não pode pagar porque os bens estão bloqueados”, afirma Marilane. 

 

Os moradores estão organizando uma mobilização para o dia 31 de maio, data em que irá completar um ano desta tragédia, que fez com que 18 famílias tivessem que deixar as residências. “Queremos mostrar para as pessoas a nossa situação que já dura há um ano. Estamos sem receber parte do aluguel, sem casa para morar e fazendo várias mudanças”, afirma o morador Elizandro Tavares. Ele ainda conta que algumas pessoas estão em depressão severa e até falando em suicídio. “Eles temem que não vão ter mais as casas para morar e não querem fazer tratamento”, completa.

 

A moradora Elisangela Bruniera diz que a situação de algumas famílias é desesperadora. “Elas não estão conseguindo honrar com os compromissos financeiros, os idosos estão depressivos e as crianças sentem falta dos amigos da rua”, ressalta. Ela ainda conta que há casos em que os moradores têm que pagar e o aluguel e o financiamento do imóvel que está interditado. 

 

Os moradores chegaram a contrataram uma avaliação imobiliária e a estimativa é que o custo para indenizar todos os imóveis interditados seria de R$ 5 milhões. Os proprietários das casas também reclamam de atos de vandalismos e contam que para entrar no local precisam de autorização do juiz. 

 

 

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