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Revista Globo Rural
Embargo europeu deve impactar também o setor de transportes
Em algumas plantas agroindustriais, caminhões já estão servindo para estocar a produção que iria para o velho continente
Publicado 26/04/2018
 

Por Jocimar Soares

O embargo a compra de carne de frango imposto pela União Européia à 20 plantas frigoríficas do Brasil, anunciada na última semana, pode trazer consequências não somente para as agroindustrias e cadeia produtiva da avicultura. O setor dos transportes também deve sentir o impacto em breve. A análise é do Sindicato das Empresas Transportadoras de Cargas do Oeste e Meio Oeste Catarinense, o Setcom.


Em entrevista a Rádio Aliança, o presidente do Setcom, Ederson Vendrame, relata que o primeiro impacto, perceptível neste momento, é que em algumas agroindústrias, os caminhões frigorificados estão sendo usados para estocar a produção, que já não cabem mais nos armazéns das agroindústrias. Vale salientar que a proibição do embarque de carne de frango para o bloco europeu não iniciou no último dia 19, quando houve a confirmação do embargo pelo velho continente. Começou na metade do mês passado, quando o próprio Ministério da Agricultura embargou essas plantas industriais, algumas pertencentes a BRF, em função de possíveis inconformidades no processo de produção.


Para Vendrame, essa proibição faz com que haja diminuição no embarque de produtos frigorificados e isso deve fazer com que muitas empresas migrem para outros segmentos de transporte. "Isso deve provocar um inchaço e a consequente queda no faturamento das empresas em fumção da concorrência. Na região, as empresas devem sofrer muito, já que as agorindústrias são os principais embarcadores", completa. 


O presidente do Setcom, diz que o sindicato está acompanhando a movimentação de entidades que representam as agroindústrias, como o Sindicarne, e de órgãos governamentais como o Ministério da Agricultura no sentido de reverter esse cenário junto aos europeus.

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