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Foto Divulgação Internet
Professores estão preocupados com as notificações nas escolas
Presidente do Sindicato dos Servidores, Tayson Basseggio, diz que esse documento é uma ameaça aos educadores
Publicado 07/12/2017
 

Por Analu Slongo

O Sindicato dos Servidores Municipais de Concórdia tem mostrado preocupação com as notificações extrajudiciais que estão sendo entregues em algumas escolas. No documento, que é assinado pelos pais ou responsáveis, há uma explicação técnica sobre as legislações que envolvem crianças e adolescentes. Além disso, em um dos parágrafos está escrito que o aluno referido não está autorizado a ser exposto a temas que sejam relacionados aos comportamentos sexuais, sem o expresso consentimento dos pais.

 

 

O presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Concórdia, Tayson Basseggio, entende essas notificações como uma ameaça aos professores. “É uma ameaça por que já imaginou se cada pai, com sua ideologia, chegar na escola e notificar que não quer que se trabalhe determinada área?” , questiona. Segundo  Basseggio, a principal dúvida dos professores é como proceder nestes casos. “Eu devo trabalhar esses temas ou o pai vai me processar? Por outro, lado existe um currículo que deve ser seguido”, afirma.

 

 

Orientação da Secretaria de Educação

 

 

A secretária de educação de Concórdia, Márcia Calderolli, diz que os professores não precisam se preocupar com essas notificações. No entendimento dela, o conteúdo deste documento é mais explicativo e segue um modelo que é usado em todo o Brasil. “A escola deve receber as notificações, porque é um direito dos pais, e colocar junto à matrícula do aluno. Está muito tranquilo porque a proposta curricular é clara sobre o que a escola pode e não pode ensinar”, orienta a secretária.

 

 

Márcia ainda ressalta que é preciso que pais e professores tenham clareza do que é competência de cada um. “O nosso atendimento é puramente científico. Nós temos que respeitar as individualidades e não sermos preconceituosos, mas vamos ensinar o que é científico, que é a incumbência de uma escola”, afirma. 

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1 COMENT�RIOS
  • Ary Júnior Barreiros da Silva
    A notificação extra judicial em questão trata sim, de discriminação e, principalmente, de interferir na liberdade de cátedra dos professores. Além de ser um documento distorcido, inapropriado e de teor ambíguo o que leva muitos pais a interpretarem sob óticas distintas. É um documento que circula em todo o país com uma identidade sim. A identidade da discriminação, do preconceito e do desrespeito ao ser humano. Lamentável que educadores ainda coloquem tal documento como sendo de conteúdo valido. A idade média parece que retorna com força brutal. As igrejas com suas leituras equivocadas já cometeram crimes ao longo dos séculos (vide a "Santa Inquisição). É hora de trazermos à tona o real sentido dessas notificações extra-judiciais. Respeito ao ser humano em primeiro lugar, seja ele quem for. RESPEITO!