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Plenário do Legislativo ficou lotado na manhã de hoje / Foto: Analu Slongo
Votação sobre o horário do comércio fica para segunda
Vereadores deverão aprovar o projeto que permitirá que as lojas possam abrir aos sábados e domingo
Publicado 01/12/2017
 

Por Analu Slongo

A sessão da Câmara de Vereadores realizada na manhã desta sexta-feira, 1º de dezembro, foi uma das mais tensas já vistas em Concórdia. Tudo porque entrou para o debate a liberação do horário de funcionamento do comércio local, assunto que ainda não foi esgotado. Entre discursos, bate-boca entre os vereadores e até algumas manifestações da plateia, a sessão durou quase três horas e a votação do projeto que prevê a liberação do horário do comércio local ficou para a próxima segunda-feira, quatro de dezembro, às 18h.

 

 

O plenário da sessão desta sexta-feira ficou lotado por empresários e trabalhadores, que são as pessoas diretamente envolvidas neste debate. Na pauta oficial estava apenas a votação do projeto substitutivo, apresentado pelos vereadores do PT, com a proposta de manter os dois primeiros sábados à tarde de cada mês, e preservar o domingo. No entanto, a conversa que circulava nos bastidores é que havia um acordo entre os vereadores da situação e entidades que representam os empresários, para que o projeto enviado pelo prefeito Rogério Pacheco, que vai possibilitar que o comércio trabalhe de segunda a domingo, das 6h às 22h, tivesse a primeira votação ainda hoje.

 

 

A bancada do PT fez todas as manobras possíveis para que isso não ocorresse. Depois de vários discursos e pedidos de adiamento, a última cartada foi apresentar uma emenda ao projeto do Executivo. A proposta dos petistas André Rizelo e Evandro Pegoraro foi permitir que o comércio trabalhe de segunda a sábado, das 6h às 22h, e fique fechado aos domingos. Essa estratégia forçou que o projeto enviado pelo prefeito fosse retirado de pauta para que as comissões emitissem os pareceres, e a votação que a bancada governista pretendia ter feito hoje ficou para segunda-feira.

 

Manifestações foram fortes

 

Evandro Pegoraro, PT, defendeu que esse projeto deve ser votado em uma sessão em que o horário seja às 18h, para que trabalhadores e empresários possam acompanhar a discussão. "Aqui hoje se quebou uma raiz da democracia. É um golpe contra os trabalhadores do comércio e eu fico muito triste com essas atitudes".

 

 

O presidente do Legislativo, Artêmio Ortigara, PR, rebateu as afirmações de Pegoraro. “Eu sei que o propósito de alguns vereadores é protelar essa discussão para o ano que vem. Não há mais o que se discutir porque todo mundo aqui já tem posição. Estamos querendo chegar aonde com isso?”.

 

 

O vereador Anderson Guzzato, PR, também lamentou o fato de o projeto não ter sido votado hoje. “Eu vou dar meu posicionamento e vou justificar. Se for meu último mandato como vereador, ou o primeiro de muitos, vou pagar esse preço. Depois vão chamar nós de cagão lá fora, e eu não sou cagão”, desabafou.

 

 

O líder do governo na Câmara, Fabiano Caitano, PSDB, disse que não houve justificativa para se adiar essa votação. “Estamos passando uma imagem horrível para a sociedade. Todo mundo já sabe seus votos e o resultado da votação de segunda-feira. O que fizerem aqui foi só protelar e enrolar”, pontuou.

 

 

O vereador Edno Gonçalves, PR, usou a tribuna para dizer que esse assunto foi tratado na campanha eleitoral do ano passado. “O atual prefeito e alguns vereadores prometeram aos trabalhadores que não iriam entrar com esse projeto para conquistar votos e agora está aí, mordendo a língua. Eu quero ver o prefeito se manifestar publicamente por ter prometido e não cumprir. É por isso que a classe política está desgastada do jeito que está”, destacou.

 

 

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