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Foto: Divulgação Internet
Professor diz que falar de gênero na escola está previsto em lei
Ivandro Pissolo entregou no Legislativo uma carta de repúdio às notificações extrajudiciais sugeridas por Guzzatto
Publicado 02/11/2017
 

Por Analu Slongo

O professor Ivandro Pissolo fez uma carta de repúdio à estratégia do vereador Anderson Guzzatto (PR), que durante esta semana se manifestou contra o debate sobre a ideologia de gênero nas escolas. Na opinião de Ivandro Pissolo, que é formado em Filosofia e possui mestrado em História, essa manifestação do vereador “criminaliza e intimida as escolas e professores”. O documento foi protocolado na Câmara de Vereadores de Concórdia na tarde da quarta-feira, dia 1º de novembro.

 

Esse debate em Concórdia veio à tona depois de o vereador solicitar à UNC, organizadora da Mosisc, que não permitisse a exposição de um trabalho de uma escola de São Bento do Sul, que tratava o tema gênero. Durante a semana o vereador informou na imprensa que iria distribuir notificações extrajudiciais para que os pais tivessem a opção de não autorizar os filhos a participar de debates sobre ideologia de gênero.

 

Na carta do professor Ivandro ele escreve que esses tipos de debates estão previstos nas legislações que tratam de educação. Ele cita um decreto que foi assinado pelo presidente Michel Temer neste ano, que diz que a escola tem obrigação de desenvolver programas que “visem o respeito à diversidade de gênero e orientação sexual, ao enfrentamento da violência, ao desenvolvimento sustentável (...)”.

 

Ivandro Pissolo ainda ressalta que não questiona a opinião do vereador Anderson Guzzatto, mas repudia a estratégia de incentivo às notificações extrajudiciais. “A partir do momento que ele induz, organiza e orienta os pais que levem até a escola dos seus filhos uma notificação informando que as escolas estão impedidas de participar de debates sobre esse assunto, ele fere a função social da escola”, destaca. O professor também comenta que falar sobre esses temas está estabelecido na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), na Constituição Federal e nos decretos mais recentes do governo federal.

 

Ivandro Pissolo ainda diz que a ideia da notificação extrajudicial afasta a família da escola. “Ela também induz aos pais menos avisados que a escola está errada ao abordar esses temas. Então ela criminaliza e intimida o professor”, pontua.

 

O professor afirma que os alunos têm curiosidade e necessidade de informações sobre esses temas polêmicos. “A escola tem a obrigação de mostrar o mundo que nos cerca. É um grande engano acreditar que as crianças de hoje não pesquisam e engolem as curiosidades. Eu prefiro, como pai, que as minhas crianças pesquisem de forma orientada e o professor tem total condições de fazer isso”, argumenta.

 

 No documento entregue na Câmara de Vereadores o professor pede que se dêem encaminhamentos às manifestações dessa carta. Ele também sugere que se analise a legalidade dessas notificações extrajudiciais.

 

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8 COMENT�RIOS
  • Mateus
    Creio que estas questões buscam misturar questões de orientação sexual, educação contra preconceito e intolerância com ideologia de gênero, este último, uma filosofia de vida e de escolha individual... Ideologia de forma geral, seja ela de qualquer forma, é uma prática política em em que se busca adeptos e não tem nada haver em utilizar nas escolas sobre o pretexto de orientação sexual ou combate ao preconceito e intolerância, principalmente para crianças que não tem filtro de opiniões e emocionais para entender a verdadeira mensagem... Sou totalmente a favor de se utilizar a educação no combate ao preconceito e intolerância, mas sem apologia e/ou estímulos de qualquer fonte, sejam elas héteros ou homossexuais.
  • Fernando Alencar
    Enquanto isso tem alunos hoje em dia que se você perguntar a tabuada completa não sabem. Estão confundindo a cabeça das pobres crianças que não estão preparadas para discutir esse assunto. Eu mesmo já abordei propositalmente esse assunto com crianças, e detectei o quanto elas ficam atrapalhadas mentalmente quando você tenta explicar à elas os "novos gêneros" que o ser humano tratou de inventar, também pudera, é difícil até pra nós adultos. O professor contesta porque obviamente ele está amparado na lei federal, e está orientado a agir desta forma, o que não significa que a mesma esteja correta, já que vem sendo fortemente contestada. Na dúvida é importante lembrar: o diferente se adapta à sociedade e não ao contrário.
  • Ivan
    O senhor Anderson e uma otima pessoa, mas, como todo religioso que se torna um político, leva consigo os seus conceitos religiosos e os tem como regra para tudo. Esquece que está ali para representar o “cidadão” , seja este religioso ou ateu. A questão de gênero deve sim ser discutida e não se trata de nenhum pecado, geralmente é apenas o medo do que é diferente ou não conhecido.
  • vilmar
    Esse tema não mostra as crianças aquilo que elas precisam, mas coloca uma boa semente na mente delas para que se tornem homo sexuais.
  • PAULO
    Na realidade ,a Pai e Mae e a base ,fora disto todos nos sabermos que acontece com molecada largada ,
  • Homem honrado, tradicional e trabalhador
    Eles querem acesso às crianças... ...e sem sombra de dúvidas que é com boas intenções. Sempre nos garantiram que "tudo o que queriam era tolerância". e nada mais, mas pelos vistos não era só isso. Eles nunca quiseram "tolerância"; ao contrário da maioria de nós, eles planejam isto há décadas e sabem exatamente como atingir o objetivo. Eles "apenas" queriam a "tolerância" como forma de ganhar espaço no campo de batalha de onde continuam a ofensiva contra Deus. Por vezes temos a sensação de que a força que controla o globalismo e a Nova Ordem Mundial não é humana mas puramente satânica. E Agora temos a confirmação em nossa própria cidade, quem tem filhos um aviso, defendem eles porque o marxismo cultural esstá ai para destruir as famílias, a religião e tudo que nossos pais, avós e ancestrais construiram em milhares de anos...
  • Ary Barreiros
    Não ha como entrar em discussão embasado em argumentação empírica ou até mesmo ignóbil. Em não dominando a temática, existem duas opções a se buscar. A primeira e buscar alguém que seja especialista e domine com maestria e competência o assunto. A segunda, a qual entendo ser a mais sensata e mais acessível é de manter a boca fechada.
  • Jardel Silva
    Larguem mão de falar sobre sexo em salas de aula, e se tiverem interesse que crianças cresçam e fiquem inteligentes, comecem a ensinado constituição brasileira e parem de querer ensinar coisas que o mundo fora das escolas tao quanto os pais são responsáveis! Ja não basta o Brasil estar fodido com tanta merda escorrendo na cara da gente, e tenho que ver este tipo de debate ate aqui em Concórdia? Faz favor! So que me falta isso por aqui ainda...