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Foto Divulgação Internet
Professor diz que trabalho dos alunos de São Bento do Sul foi mal interpretado
Humberto Corrêa diz que o objetivo era mostrar que não existe atividade de menino ou menina
Publicado 31/10/2017
 

Por Analu Slongo

A exposição de um trabalho que falava sobre gênero por meio dança durante a 7ª edição da Mosisc, realizada em Concórdia, gerou polêmica. Duas pessoas que assistiram o trabalho solicitaram que a UnC, organizadora do evento, não permitisse que esse tipo de assunto fosse abordado. O professor de História da Escola Estadual Roberto Grant, de São Bento do Sul, Humberto Correa, que é formado em Ciências Humanas e Sociais, diz que o trabalho foi mal interpretado. “Nós discutimos gênero sem envolver sexualidade. Nosso objetivo foi mostrar que a dança aceita todos os gêneros e que menino que dança é menino. Ele não é homossexual porque está dançando”, destaca o professor.

 

Humberto comenta que mesmo que algumas funções sejam identificadas como pertencentes ao gênero masculino ou feminino, como cuidar das tarefas domésticas (feminino) ou realizar serviços mais pesados (masculino), não há atividades permitidas para homens ou mulheres. “Talvez causamos impacto porque estávamos trabalhando a questão do gênero e dizendo que a dança dá a liberdade de o jovem participar de uma escola ou ser um bailarino do Bolshoi, que não tem problema. Era isso que queríamos mostrar e não a apologia ao gênero”, afirma.

 

O professor destaca que é importante debater temas diversos e é preciso compreender que a geração atual é diferente. “Temos que evitar que as nossas crianças tenham pensamentos de discriminação. Temos que entender que existe o diferente e que ele também é igual a nós”, pontua. O trabalho foi desenvolvido pelo grupo de hip-hop da escola, que envolve 19 alunos do Ensino Médio. “O mundo não é o nosso umbigo e precisamos respeitar o espaço do outro", enfatiza Corrêa.

 

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