A semana terminou com uma notícia relevante pelos lados do Estádio Domingos Machado de Lima. A possibilidade do atacante Rodrigo Gral vir defender o Concórdia Atlético Clube. Atualmente, o jogador veste as cores do Gama-DF. Pelas informações obtidas, o atleta até encara com certa simpatia essa possibilidade de retornar para o futebol de Santa Catarina. Por outro lado, existe uma cláusula no contrato dele com a equipe candanga que prevê a renovação automática, caso o Gama conquiste a vaga para disputar a Série D do Campeonato Brasileiro de 2015.

Na última semana, o irmão do jogador, Rafael Gral, esteve em Concórdia e se reuniu com a direção do CAC para alinhavar essa questão. Porém, como já foi dito, é algo que não depende das duas partes. 

Nos últimos anos, Rodrigo Gral participou dos momentos mais importantes da história da Chapecoense e no ano passado ajudou o Juventus de Seara a conquistar a Série C do Campeonato Catarinense.

A hipotética vinda do atacante, de 38 anos, poderia ter dois vieses. O primeiro deles é o de mídia e marketing para o Concórdia Atlético Clube. Encima disso, o CAC poderia atrair mais torcedores e criar um cenário de adesão bem diferente do verificado no ano passado, quando as arquibancadas do Estádio Domingos Machado de Lima ficaram mais vazias do que lotadas. Pode ser uma peça importante para deixar o time na berlinda midiática e valorizar anunciantes e patrocinadores do clube.

O segundo está dentro de campo. O jogador teve atuação destacada pela Chapecoense e pelo Juventus de Seara, recentemente. Esse "faro de gol" e liderança no vestiário poderiam ser uma importante arma para o Galo do Oeste brigar pelo acesso à elite de 2016. 

Porém, esse quesito é passível de questionamento. Até que ponto, o atacante de 38 anos pode contribuir numa competição acirrada como a Série B do Catarinense? Salientando que ele teve bons momentos no Verdão do Oeste porque a estrutura da Chapecoense, a filosofia de trabalho, o esquema de jogo e a qualidade dos jogadores lhe favoreceram. Em Seara, ele foi o artilheiro da equipe numa série C e essa não é parâmetro para uma segunda divisão. A diferença técnica das duas competições é extremamente gritante. É a minha opinião!

Acho salutar a intenção da direção do Concórdia em ter o jogador e, com isso, criar um fato novo. Mas sugiro cuidado nesta questão. A própria história recente do Concórdia ensina isso!