Se o futsal brasileiro está passando por um período de turbulência! O futsal de Santa Catarina também precisa passar por um "choque". Antes de discorrer sobre o assunto, quero deixar claro que a Confederação Brasileira de Futsal está nessa crise pela falta de transparência. Não é o caso do estado barriga-verde. Por aqui, na minha opinião, falta inovação!

A tão propalada tabela de jogos da Divisão Especial de 2015 ainda não foi publicada no site oficial da Federação Catarinense de Futsal. A única coisa que se sabe é que a competição vai começar em maio. Até então, havia a expectativa de iniciar ainda neste mês. Mas a coisa foi protelada por causa da desistência de, ao menos, duas equipes: Rio do Sul e Caça e Tiro de Lages. Essas retiradas ensejam uma nova reunião entre os clubes que ainda permanecem na competição para rediscutir a fórmula de disputa, que inevitavelmente precisa ser revista.

Soma-se a isso o fato dos clubes da primeira divisão de 2014, que por direito conquistaram a vaga para subir à Especial, mas "arregaram" e preferiram permanecer onde estão também em 2015. Uma novela que vem acontecendo nos últimos anos.

O motivo é o fato da Especial contar com cinco clubes na Liga Nacional, o que corresponde a mais da metade dos times da elite. Para os pequenos que vêm de baixo seria necessário um grande aporte financeiro para fazer frente às equipes com a grife da Liga. Então, para eles, o viável é ficar na primeirinha. Até clubes que estão na Especial e não na Liga estavam pensando em voltar para a Primeira Divisão desse ano, de forma deliberada. O motivo é o mesmo dos que não querem subir, de jeito nenhum.

O nivelamento da competição e a capitalização dos clubes, na minha visão, não é uma competência da Federação Catarinense de Futsal. Mas a entidade máxima do salonismo catarinense também tem sua parcela de culpa nesta situação. Nos últimos anos, qual atrativo foi criado ou sugerido para que o Estadual não seja ofuscado pela Liga Nacional? Por qual motivo, o Catarinense - seja da primeira ou Divisão Especial, não atrai a atenção da grande mídia estadual? Talvez esses fatores, ou outras ideias, se colocadas em prática poderiam contribuir e muito para que o futsal de Santa Catarina volte a ter o devido destaque. Reconheço que competições foram criadas para manter os clubes em atividade, antes e depois do estadual. Mas é preciso mais!

Se hipotéticamente esse processo de "turbinar" o Campeonato Catarinense começasse o mais breve possível, a coisa não mudaria completamente da noite para o dia. Levaria tempo! Afinal de contas, etapas precisam ser vencidas em qualquer processo de mudança. Mas uma modificação agora, por menor que seja, penso seu, poderia já dar um upgrade interessante ao evento.